Kalliopi Tsipni-Kolaza

Curadora independente e pesquisadora, vive em Atenas, Grécia.

Entre 2012 e 2015, ocupou cargos de curadoria em instituições públicas de arte em Londres, 
incluindo Serpentine Gallery, Fundação da Arquitetura e a Sociedade de Arte Contemporânea. 
Em 2016-2017, Tsipni-Kolaza trabalhou como Assistente Curatorial para a Documenta 14 em Atenas e 
Kassel. Seus projetos recentes incluem: Orange Trees that Talk, uma performance mediada por Cooking 
Sections no Botkyrka Konsthall em Estocolmo e "Sonic Revolutions Vibrations from Levant", apresentado 
na Haus der Kulturen der Welt em Berlim, 2016. Tendo recebido o prêmio da plataforma 
Forecast. Tsipni-Kolaza desenvolveu a Sonic Revolutions, uma exposição de dois dias, sob a forma de 
um álbum, explorando questões de justiça espacial, memória coletiva e história através do desvio da 
cultura popular.

Para sua residência de quatro meses com Capacete no Rio, ela continuará sua pesquisa na cultura 
subterrânea e popular e suas várias formas de expressões artísticas com foco em música, som, 
performance e cinema. Ela pretende analisar a história de coletivos de arte, espaços de artistas, 
iniciativas curatoriais e estruturas institucionais para investigar os formatos que empregam para 
sobreviver às mudanças rápidas que ocorrem na paisagem econômica e política da cidade.

Bruna Kury

 

 

 

Bruna Kury é brasileira, anarcatransfeminista, performer, pesquisa kuir sudaka no cotidiano e já performou com a Coletiva Vômito, Coletivo Coiote, La Plataformance, MEXA e Coletivo T. Pirateia e faz pós porno e pornoterror. Desenvolve performances/ações diretas contra o cis-tema patriarcal heteronormativo compulsório vigente e a opressões estruturais (GUERRA de classes), principalmente em lugares de crise. Participou ultimamente da mostra Todos os Gêneros com a banquinha PornôPirata, da virada cultural em SP com o Coletivo T e do Terminal 10mg com o Coletivo MEXA.

Pretende na residência pesquisar e experienciar e trocar sobre o conceito criado “pornôrecicle” e a expurgação do patriarcado na “oficina de vômito”.

foto por Rafael Marques


Régis Gonçalves-Wigersma

Brasil/Holanda

Qual é “o papel do artista plástico” na arte e na sociedade brasileira? O objectivo deste projeto (residência) é fazer uma investigação artística visando entender o papel do artista plástico Brasileiro tanto no plano artístico quanto no plano social. Uma tentativa que busca pontuar o papel do artista plástico dos anos sessenta, passando pelas décadas de setenta, oitenta, noventa até o momento atual ou contemporâneo. Uma analise do perfil artístico do artista plástico em conexão com a evolução sócio-cultural que o país atravessou, ou ainda atravessa.


Marie Homer Westh

 

 

 

O foco principal do trabalho de Marie por longo tempo tem sido a dinâmica entre o indivíduo e a cultural que o cerca e como nossa identidade é formada ao mesmo tempo que forma essas dinâmicas. Atualmente a artista está interessada sobre como que nós humanos criamos nossos sonhos, nos projetando em espaços de não-lugar e desenvolvendo mundos e objetos para preencher esses sonhos.

 

 

 

marie westh


Cíntia Guedes

 

Cíntia nasceu mulher-macho em Campina Grande – Paraíba, em junho de 84. Em quase sete anos de morada, a Bahia lhe rendeu régua e compasso; lá concluiu a graduação, em Comunicação, e o mestrado, no Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade, ambos pela UFBA, e foi coordenadora de programação dos equipamentos culturais do estado pela Secretaria de Cultura (SECULT-BA). Hoje vive e estuda no Rio de Janeiro, é doutoranda do curso de Comunicação da UFRJ e realiza ações diversas em diálogo com o campo das artes. Suas pesquisas giram sobre os temas da memória e da produção de subjetividade, desde perspectivas descoloniais e anti-racistas. Investiga a presentificação da ancestralidade no encontro entre seu corpo, de mulher negra nordestina, e a cidade colonial contemporânea. Em 2016, realizou em parceria com artistas e professoras, a oficina Resistências feministas na Arte da Vida no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Em 2017 participou da residência artística do Capacete, onde realizou uma série de oficinas sobre como amolar facas, na qual experimentou processos de ativação de corpo-memória para ampliar a potência dos gestos de (ins)escrita dos corpos participantes em seus percursos pela cidade. Colaborou com revistas acadêmicas e não acadêmicas, destes, destacam-se artigos para revistas como Bagoas (n.12) e a francesa Multitudes (n.65), a organização do dossiê Resistências Feministas na Arte da Vida para revista Lugar Comum(n.47), e o escrito Des(en)terrar o corpo para o dossiê Situar/mover: corpo, território, política da revista DR e o texto colaborativo. 

 

Crédito Breno Cesar


Gil & Moti

 Gil & Moti

 

Os projetos de Gil & Moti constantemente exploram identidade, a noção de individualidade e as normas e formas relacionadas a esses temas. Em intervenções sociais de pequena escala eles trabalham questões politico-sociais tais como discriminação, exclusão social e racismo. Como artistas, casal gay, imigrantes que vivem e trabalham em Roterdã (Países Baixos) e judeus (ex)israelenses, eles tem uma experiência direta como os temas que trabalham dentro de suas próprias vidas.

 

 

 

 

© studio Hans Wilschut