Seminário Linguagens da indigestão e políticas visuais

 

 

 

O Seminário Linguagens da indigestão e políticas visuais (@cipei_ ) juntamente com o programa #Capacete2019_2020, apresenta:

Oficina com Laryssa Machada* nos días 2 (de 17 às 20h) e 3 de dezembro (de 16 às 19hr)

ÀS VEZES PARA ACESSAR A TERRA PRECISAMOS CAIR
a ficção do fim já chegou; um dos caminhos passados através das folhas é dobrar tempo espaço. é tudo inventado agora, o mundo que vou te contar. ///
“ÀS VEZES PARA ACESSAR A TERRA PRECISAMOS CAIR” são rituais imagéticos (e energéticos) de reconexão com nossas [não]-memórias para adentrar o por vir a partir de um olhar crítico à historicidade colonial e ao trânsito de corpos não-hegemônicos pela cidade. através da construção de fotoperformances que incluam símbolos/objetos/gestualidades oriundas de populações ameríndias e afrodiaspóricas, a ideia é visitar o processo de cura que corpos racializados constroem cotidianamente a partir de suas [re]criações da realidade. Na ambição de redesenhar o futuro, é impossível fazê-lo a partir do esquecimento dessas violências. Evocamos, assim, rituais imagéticos para concretizar os axés de limpeza, descarrego de ebós negativos, de quizilas históricas.
a proposta de oficina é visitarmos as memórias dxs participantes buscando dobrar tempo-espaço, construindo novas referências imagéticas e reescrevendo a historicidade da terra que ascendemos. ||VAGAS LIMITADAS|| *@laryssamachada é artista visual, fotógrafa e filmmaker. constrói imagens enquanto rituais de descolonização e reinvenções da realidade. seus trabalhos discutem a construção de imagem sobre lgbt’s, indígenas, quilombolas, povo da rua. acredita no tempo e nas tempestades.
Este seminário é possível graças a @princeclausfund


Daniel Sepúlveda

Lenguajes de la Indigestión: Dos espíritus, linografía sobre papel estampado a cuerpo, 21 x 29,5 cm., Duen Sacchi, 2019.


Daniel é pesquisador e educador cuja caixa de ferramentas decorre da antropologia, 
disciplina que estudou no Centro Universitário do Norte da Universidade de Guadalajara. 
Atualmente, dirige o círculo independente de estudos permanentes Menos Foucault e más Shakira, 
na Cidade do México e dá o seminário Pedagogías Caníbales. Seu compromisso educacional está 
localizado a partir da descolonização do conhecimento, produtos culturais e anti-racismo. 
Como investigador independente, seu trabalho inclui a coordenação de dois laboratórios: 
Presente Inminente; Arquitetura urbana e antropóloga, com Mariana Medrano e La [tecno] Guerra en Curso. 
Colabora em espaços independentes como Cuerpos Parlantes (Guadalajara, México) e Casa Gomorra 
(Ciudad de México), além de fazer parte da equipe do Anormal Festival, festival de pós-pornografia, 
feminismos, corpos e sexualidades dissidentes.
 

Pesquisa

O hospício de residências utópicas é um espaço cuja capacidade itinerante permite seu desenvolvimento
colaborativamente, dependendo das condições do espaço físico que hospeda o projeto.
Nesta ocasião, ele apoia o projeto de pesquisa e ação de Idiomas de Indigestão Binacionais:
Laboratório de Contrapedagogias e Resistência Visual, cujo principal espaço de pesquisa é o hegemônico
imaginário gerado por hegemonias políticas, estéticas, visuais e éticas.