Bruna Kury

 

 

Bruna Kury is a Brazilian anarcotransfeminist, performer, researcher of kuir sudaka in daily life and has performed with the Coletiva Vômito, Coletivo Coiote, La Plataformance, MEXA and Coletivo T. Pirateia and does post porn and pornoterror. She develops direct performances / actions against the prevailing compulsory heteronormative patriarchal cis-theme and structural oppressions (class WAR), especially in crisis places. He has recently participated in the All Genders show with PornôPirata, the cultural turn in SP with the T Collective and the 10mg Terminal with the MEXA Collective.

She intends in the residence to research and to experience and to change on the created concept “pornorecycling” and the purge of the patriarchy in the “vomit workshop”.

 

 https://fronterasyestadosdesitio.wordpress.com/2016/08/01/brunx-kury/

foto por Rafael Marques


Rodrigo Andreolli

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Carta a minha amiga:

“…Esta residência aqui gera um espaço de transição e reorganização interna, é uma continuidade do exercício da presença colaborativa e curiosa, experimentando estruturas de trabalho, de vida. Essa experiência também coloca em perspectiva minha trajetória, meu corpo, minhas práticas e torna palpável as reverberações que me trouxeram até aqui. Estou tentando aprender a direcionar minha atenção para olhar mais de perto quais questões me impulsionam a ação, que gestos eu coloco ou quero colocar no mundo e o que resulta desta interação. Tenho vontade de dançar, acho que quando danço alguma coisa acontece. Mas sinto que na maior parte das vezes essa coisa de criar peça/espetáculo mata a dança. Então como dançar e manter a dança viva nesse esquemão do mundo da arte? Talvez fora dele. Como fazer do corpo o instrumento de transformação do pensamento morto? Como manter-se vibrando os ecos de um campo de criação coletiva, comunicação que atravessa estruturas obsoletas, que traspassa tudo, que liga tudo? 

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Ontem olhei a lua formando um caminho no mar e percebi a concretude desse coisa que é a lua. E como não dá pra viver neste mundo sem olhar pra ela, sem saber dela e sem sentir seu movimento, que influencia tudo aqui. Ela fica lá olhando pra gente o tempo todo e se aproxima e se distancia, tudo muda por conta desta relação. Tudo no mundo é assim. A lua é um destes elementos. Ficou forte pra mim também essa relação da lua, das divindades pagãs, das manifestações divinas no que é concreto. A luz da lua fazia o caminho prata-dourado na superfície da água e também penetrava as ondas pra além da minha visão criando curvas de luz no escuro-azul do mar. Essa mesma luz tocava a terra e o meu corpo numa linha que cortava  e ligava tudo ao mesmo tempo. E essa lua que baixava no horizonte, quase tocando o mar, naquele mesmo momento lançava seu corte sobre outras águas, terras e corpos. Pensei que aquela mesma luz que me tocava, toca também você aí. Deste lugar quero dançar.

 

[no mar Egeu, entre Hydra e Pireos, em 08/maio/2017]” 

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Fabiana Faleiros

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Fabiana Faleiros (Brasil, 1980) is a poet, performer and researcher. She is doctoral student in the Arts and Culture program at UERJ, Rio de Janeiro, and Lady Incentivo, whose album Lady Incentivo: novas formas de amar e de gravar CD (Lady Incentivo: new ways to make love and to make CDs) was recorded at Mobile Radio BSP, during the 30th Bienal de São Paulo. Between 2015 and 2016 she has been touring with the Mastur Bar, an itinerant bar project that travelled to Cuba (Fabrica de Arte Cubano, Havanna), Colombia (Kuir Bogotá, International Festival for Queer Arts and Cinema), and through Brazilian cities such as São Paulo, Porto Alegre and Belém do Pará. In 2016 she published the book O pulso que cai e as tecnologias do toque (The Wrist that Drops and the Technologies of Touch). Ikrek: São Paulo. Currenty she participes in Capacete residency in colaboration with Documenta 14 (Athens, Kassel).


Daniela Mattos

Artist, educator and curator, currently teaching at UFRJ.

“O Capacete tem sido um espaço fundamental de produção artística, encontros e pesquisas no Rio de Janeiro, atuando de forma independente e também em parceria com instituições locais. Tive a chance e a felicidade de participar e colaborar com atividades do Capa em diferentes projetos e momentos, listo aqui alguns deles: como integrante do grupo Máquina de Escrever (RJ), como propositora do workshop O artista como curador (RJ), como artista convidada do evento Feminismo e Feijoada (RJ) e como integrante do grupo Máquina de Escrever (SP) que culminou com a publicação Livro para Responder. Além disso, assisti a inúmeras palestras, tive encontros, conversas, celebrações e também fiz amigas e amigos entre os artistas, curadores e pesquisadores residentes que participaram desses 20 anos de atuação. Espero que essa iniciativa se mantenha viva e atuante, oxigenando as estruturas formais e não-formais do circuito de arte carioca, brasileiro e internacional.”

 


Caroline Valansi

Caroline Valansi é artista visual, professora de fotografia e artes. Sua produção artística transita entre o espaço e a ficção. Suas obras sempre foram enraizadas em seu forte interesse em traços coletivo e histórias íntimas. Caroline utiliza materiais familiares em sua pesquisa: fotos de salas de cinemas, velhos filmes pornográficos, imagens encontradas da internet e suas próprias fotografias e desenhos e, juntos, somam uma ampla exploração de representações da sexualidade feminina contemporânea.

 


Yael Davids

Yael Davids is an artist born in Israel who lives and works in Amsterdam. She studied Fine Arts at the Gerrit Rietveld Academie, Sculpture at the Pratt Institute, New York and Choreography and Dance Pedagogy at the Remscheid Academie. Her works are predominantly performance-based, sometimes involving herself as performer at other times working with groups.