
Danilo Nobrega (1993), artista visual sem formação, LGBT+, carioca e morador de Maricá. Começou a trabalhar de camelô aos 14 anos. Atua como garçom dos 17 aos 30 até um colapso. Com isso, recorre a arteterapia em 2017. Criado em terreiros de umbanda e candomblé. Tem interesse em cultos afro-americanos, satanismos, magia cerimonial, religiões cômicas e correntes mágicas contemporâneas. É praticante de um esoterismo chamado ZosKia Cultus.
Tem o ressentimento como tema. Cruza experiências de classe, crença e memória. Vê o fatalismo e a crueza da vida em uma ótica e prática místicas. Não para fugir do real, mas o afirmar. Sem negar as sombras, busca na arte fazer do ressentimento potência. Assim, extrapola sua vivência em provocação social trágica e guerrilha de classe.Tem interesse na crítica como método político-existencial na criação de si em coreografia as tensões e incongruências de Ser. Lê sua produção como crepuscular. Entre o descer da noite e o nascer do dia ou vice-versa. Um processo “de” – “para”; da noite pro dia, do estruturante para o estruturado, da sombra a luz, do eu pro coletivo, do contido ao além.
Trabalha em tela, objeto, texto e performance. Tem linhas de pesquisa como paternidade ausente, familismo, esquecimento, sexualidade, adoecimento, plágio etc. Sempre com intenções mágicas, criando “obras-feitiços”. Contemporaneamente essa forma de trabalho é tratada como “arte visionária”; eu chamo de Feitiçaria. É membro do coletivo O Círculo (@ocirculo.arte) que pesquisa e promove a interseção entre arte e magia.




