Serpent Rain – uma conversa sobre tempo e os elementos

Nesta conversa, Denise Ferreira da Silva e Camilla Rocha Campos discutem temas levantados no filme Serpente Rain (Arjuna Neuman e Denise Ferreira da Silva, 2016). Embora esses temas visem expandir várias proposições apresentadas no filme, Denise e Camilla vão tentar expandir a elaboração do questionamento da temporalidade e as aberturas éticas e estéticas sugeridas pelas elementaridades, ou seja, uma imagem do mundo na qual a transformação seja contemplada como um movimento infinito de re/de/composição.

Denise Ferreira da Silva – Os escritos acadêmicos e a prática artística da Dra. Denise Ferreira da Silva abordam as questões éticas do presente global e visam as dimensões metafísicas e onto-epistemológicas do pensamento moderno. É professora e diretora do Instituto de Justiça Social (GRSJ) da Universidade de British Columbia, professora adjunta de Belas Artes da Universidade Monash (Melbourne, Austrália) e professora visitante de direito na Universidade Birkbeck de Londres. É autora de Toward a Global Idea of Race e co-editora de Race, Empire and The Crisis of the Subprime (com Paula Chakravartty). Seu trabalho relacionado à arte inclui textos para publicações vinculadas às Bienais de Liverpool e São Paulo 2016, Veneza 2017 e Documenta 14, além de colaborações como a peça O Retorno do Camponês Desaparecido, com Ros Martin, os filmes Serpent Rain (2016) e 4Waters-Deep Implicancy (2018), com Arjuna Neuman; e eventos (apresentações, palestras e sessões privadas) e textos relacionados à Poethical Readings e ao Sensing Salon, com Valentina Desideri.

Camilla Rocha Campos –  Artista, professora, pesquisadora, escritora e auto-revolucionária. Sua prática artística é colaborativa, construída através da contribuição de pessoas em contextos carregados de emoção e crítica. Nesse campo relacional Camilla propõe experiências de arte e não-arte. Participa de seminários, falas e projetos no Brasil e em outros países, construindo e compartilhando processos estéticos/artísticos a partir de lógicas não-hegemônicas. Em 2016, foi artista residente no Programa Internacional CAPACETE, no Rio de Janeiro, onde desde 2017 atua como diretora. Possui mestrado em Teoria e Crítica de Arte pelo Instituto de Artes da UERJ. Atualmente é professora no Programa de Formação do Parque Lage e da Escola Livre de Artes da Maré.

Silvia Rivera Cusicanqui em CORPO PÁ

 

 

Silvia Rivera Cusicanqui é fundadora do Taller de História Oral Andina e do grupo autogestionado Coletivx Ch’ixi. Trabalha temas como memória, oralidade e movimentos sociais indígenas populares, principalmente na região Aymara. Silvia vem ao CAPACETE para participar do programa CORPO PÁ, um programa de trocas intensivas que tocam as relações ancestrais entre corpo, memória, território e produção de conhecimento afim de trocar e praticar estratégias para encontrar a linguagem dos rituais, da dança, do sonho, do trabalho cênico, da ecologia, da artesania, dentre outros, numa combinação da prática artística com a prática comunitária.

 

corpo pá com silvia rivera cusicanqui


CORPO PÁ – práticas de memória e território

 

 

 

 

CHAMADA ABERTA

CORPO PÁ

práticas de memória e território

 

 
Convidamos:ativistas/defensoras/indígenas/quilombolas/negras/LGBTQI/pesquisadoras/artistas/educadoras/cuidadoras e ++ para criarem e gerirem um espaço seguro para articulação, vivência e investigação interdisciplinar dos diferentes modos de aprender desde perspectivas anti-coloniais e comunitárias. Os encontros terão um caráter plástico, de trocas circulares de saberes e de metodologias de experimentação.

O que acontece quando… a teoria assenta, o saber habita o corpo, o corpo invade a escrita e os processos de aprendizado desembocam em processos vitais?

O programa irá visitar o trabalho de ativistas e teoricxs que habitam e pensam o sul-sul global, a partir de aproximações anti-coloniais, anti-racistas, feministas, terceiro mundistas, latino-americanas, pelo direito a terra e ao território, autonomistas, dentre outras, tendo como lastro o pensamento de Silvia Rivera Cusicanqui, que se juntará ao grupo durante 4 dias no mês de setembro.

O objetivo principal dos encontros é incentivar trocas intensivas que toquem as relações ancestrais entre corpo, memória, território e produção de conhecimento, e neste sentido são bem-vindas estratégias para encontrar a linguagem dos rituais, da dança, do sonho, do trabalho cênico, da ecologia, da artesania, dentre outros, numa combinação da prática artística com a prática comunitária. Nesse sentido ressaltamos que que as práticas serão coletivas e que não exigem nenhum grau de escolarização formal.

As inscrições serão feitas até o dia 13 de agosto pelo e-mail: praticasdememoriaecorpo@gmail.com

Todas as pessoas inscritas estão convidadas para o primeiro encontro aberto no dia 14 de agosto no Capacete, rua Benjamin Constant 131 – Glória, Rio de Janeiro. Nesse primeiro momento, além de nos conhecermos, traçaremos juntxs o andamento dos futuros encontros que acontecerão sempre as segundas feiras, das 19h as 21h, nos meses de agosto, setembro e metade de outubro, no Capacete e na sede da ONG Justiça Global.

Pedimos que ao realizar a inscrição a pessoa participante esteja comprometida em estar presente e ativa nas atividades que o programa irá propor.


*** esse projeto é um convite de Camilla Rocha Campos, Cíntia Guedes e Humberto Vélez para a construção de um processo coletivo
*** temos o apoio de Justiça Global, Capacete e Instituto Goethe
*** maiores informações serão repassadas as inscritxs por e-mail