Nikos Doulos

Nikos Doulos is a visual artist, curator, and co-director of Expodium in Utrecht (NL) – an ‘urban do tank’ that utilizes artistic means to address urban challenges and the ever-changing nature of cities.

Doulos interests lie with the investigation of pedagogical modes for inclusive knowledge production framed under site-specific research trajectories and temporal interventions. In his work, he creates malleable situations/conditions as participatory infrastructures and ‘soft’ knowledge generators. 

Walking holds a predominant part in his practice. 

He is the founder of NIGHTWALKERS – a participatory nocturnal walking project investigating the contemporary identity of the flanêur, performed in (among others) the Netherlands, Serbia, Sweden, Italy, Hungary, South Korea and Greece 

He has presented collaborative projects at the Trafó House of Contemporary Arts (Budapest), Bildmuseet (Umeå), participated at the Impakt Festival (Utrecht), the Athens Biennale: #4 AGORA and the 53rd October Salon and has lead workshops for UNIDEE – Cittadelartte Pistoletto Foundation and the University of the Arts, Uniarts Helsinki. In 2017 he participated at Capacete Athens – a nine-month residency in Athens under the broader framework of Documenta 14. 

Doulos is a co-curator of the Unmaking The Netherlands program initiated by Expodium and a co-editor of the Unmaking or How To Rethink Urban Narratives publication. 

Since 2016, he holds a position at the DAI ROAMING ACADEMY as the Senior Coordinator of Planetary Campus. 

www.expodium.nl

 

NIGHTWALKERS WERKSPOOR 2018: THE EXISTING, THE PROBABLE AND THE POSSIBLE. New monthly Nightwalkers sessions in Utrecht’s Werkspoorkwartier are announced on our facebook page!

 

 



Gris García

Artista y curadora independiente. Su trabajo está centrado en las prácticas contemporáneas y en aquellas producciones híbridas que se generan a partir del diálogo y las correspondencias con el otro.

“Eliana y nuestras habitaciones. Jari y la vida de barrio. Raúl y los desayunos. Gian y sus pancitos. Rodrigo y el silencio. Fabiana y su voz. Sol, Michelle y las discusiones. Jota y su ternura radical. Nikos y las caminatas. Vasiliki y las sorpresas. Helmut y sus havaianas. Aún van conmigo.”


Jari Malta

Jari Malta (Montevideo, Uruguay) estudió filosofía y literatura comparada en Barcelona, así como el Programa de Estudios Independientes del MACBA. Vive, escribe y habla por Skype con sus amigxs en Malmö.

En 1998, cuando arrancó Capacete, yo tenía 13 años y el pelo teñido de azul. También en el 98 tuve sexo por vez primera y salieron algunos de mis discos favoritos, como The Shape of Punk to Come Goddamnit.

Hablar en pretérito de lo que supuso la experiencia en Atenas se me hace más difícil: aún me cuesta creer que la plaza de Exarchia no quede a tres cuadras, o que me sea imposible juntarme con Gris para pasear a Gnaki y tomar un helado (ella, yo una Coca-Cola).”


Rodrigo Andreolli

Carta a minha amiga:

“…Esta residência aqui gera um espaço de transição e reorganização interna, é uma continuidade do exercício da presença colaborativa e curiosa, experimentando estruturas de trabalho, de vida. Essa experiência também coloca em perspectiva minha trajetória, meu corpo, minhas práticas e torna palpável as reverberações que me trouxeram até aqui. Estou tentando aprender a direcionar minha atenção para olhar mais de perto quais questões me impulsionam a ação, que gestos eu coloco ou quero colocar no mundo e o que resulta desta interação. Tenho vontade de dançar, acho que quando danço alguma coisa acontece. Mas sinto que na maior parte das vezes essa coisa de criar peça/espetáculo mata a dança. Então como dançar e manter a dança viva nesse esquemão do mundo da arte? Talvez fora dele. Como fazer do corpo o instrumento de transformação do pensamento morto? Como manter-se vibrando os ecos de um campo de criação coletiva, comunicação que atravessa estruturas obsoletas, que traspassa tudo, que liga tudo? 

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Ontem olhei a lua formando um caminho no mar e percebi a concretude desse coisa que é a lua. E como não dá pra viver neste mundo sem olhar pra ela, sem saber dela e sem sentir seu movimento, que influencia tudo aqui. Ela fica lá olhando pra gente o tempo todo e se aproxima e se distancia, tudo muda por conta desta relação. Tudo no mundo é assim. A lua é um destes elementos. Ficou forte pra mim também essa relação da lua, das divindades pagãs, das manifestações divinas no que é concreto. A luz da lua fazia o caminho prata-dourado na superfície da água e também penetrava as ondas pra além da minha visão criando curvas de luz no escuro-azul do mar. Essa mesma luz tocava a terra e o meu corpo numa linha que cortava  e ligava tudo ao mesmo tempo. E essa lua que baixava no horizonte, quase tocando o mar, naquele mesmo momento lançava seu corte sobre outras águas, terras e corpos. Pensei que aquela mesma luz que me tocava, toca também você aí. Deste lugar quero dançar.

 

[no mar Egeu, entre Hydra e Pireos, em 08/maio/2017]” 

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Sol Prado

“Algunas notas a propósito de los intentos de la izquierda cultural de crear zonas temporales autónomas no productivistas. (Z.T.A.P.)

Intuyo que no basta con cambiar algunas circunstancias, estructuras, paisajes, ni apelar a voluntarismos mágicos.

El neoliberalismo se ha encarnado en nuestros cuerpos, en nuestro inconsciente, en nuestros modos de vida.

Se nos ha vuelto deseable y ha teñido, incluso, las prácticas disidentes. 

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Dejar de desearlo es un desafío más que complejo, que resuena como una buena pancarta, pero la receta para ejecutarlo se escapa entre los dedos.

“Dejar de desearlo” parece más un imperativo evangelista para dejar de tener sexo que un lei motiv de lobas emancipadas.

Quizá, la cuestión es desear alguna otra cosa o tener otros horizontes a la altura de los ojos.

El mercado del arte parece haberse sumido en una práctica cada día más zombie y precaria, donde lo queer y lo trans son nuevos nichos mercado, al igual que reduce a la disidencia en capital simbólico a acumular, como un ábaco de madera donde sumar puntos de visibilidad.

Cierto discurso del odio, grinchy, se ha vuelto moneda común en la política de acumular valor vía uso estratégico de la diferencia, donde la lucha política se roza con la idea de una identidad inmutable, cuasi purista, y le menea la cadera al pre-fascismo.

Sin producción no hay dinero, según la lógica del capital en la cual estamos inmersas.

Un tiempo de no productividad (es decir sin producción de dinero en la lógica del valor de mercado) y exploración de un sitio específico, deviene un tiempo de privilegio.

Sin embargo, estos espacios temporales autónomos no suelen ausentarse de la lógica de competencia friendly que se sostiene a base de recursos económicos transatlánticos difusos (R.E.T.D.).

Llegar a un sitio desconocido pareciera componer esa utopía idealizante de igualarnos por medio de la ignorancia compartida sobre el lugar a explorar.

Como si esto nos pusiera en igualdad de condiciones para llegar al supuesto

no-objetivo del tiempo no-productivista.

Una conjunción de no-esto y no-lo otro, una conjunción inverosímil, donde reina en la confusión quién más exótica es, deviniendo quién más hashtagueada es.

Un gran hermano capacitista de recursos sociales, risas, buen nivel inglés y opiniones sobre todo tipo, clase, temática que la conversación entre burbujas de cerveza solicite.” 

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Raul Hott

Raúl Hott is a Chilean architect, artist, and educator that does work about the body, designing collective experiences for public spaces and natural environments. His projects are communal initiatives that invigorate democratic access to the arts and public life, injecting horizontal participation and vitality. He is an artist whose work spans architecture, sound, healing, choreography, writing, graphic design, and numerous other fields.

“Time. It has been just two months since I returned from Athens to Santiago, and I think the magnitude of this experience just begins to unfold in me. There are too many fundamental changes that I see in my person. In the same way, my comprehension of time is deeply affected. And so today I understand the need to stop, and by consequence, to rely on lived experiences.”


Vasiliki Sifostratoudaki

Vasiliki Sifostratoudaki suggests a practice between the object and the social engagement work. Understanding line not as a linear perspective which provides a limit but a juxtaposition of singular points whose variety in form creates a possibility of movement between them, a moving sculpture. Initiator of the Yellow Brick research project.


Fabiana Faleiros

Poeta, performer e pesquisadora. É doutoranda pelo Programa de Arte e Cultura da UERJ, Rio de Janeiro, e Lady Incentivo, cujo disco Lady Incentivo: novas formas de amar e gravar CD foi gravado na Mobile Radio BSP, durante a 30 Bienal de São Paulo. Entre 2015 e 2016 esteve em turnê com o Mastur Bar em Cuba (Fabrica de Arte Cubano, Havanna), Colômbia (Kuir Bogotá, International Festival for Queer Arts and Cinema), e também em cidades do Brasil como São Paulo, Porto Alegre e Belém do Pará. Em 2016 publicou o livro O pulso que cai e as tecnologias do toque, Ikrek: São Paulo. Atualmente participa da residência Capacete em colaboração com a Documenta 14 (Atenas, Kassel).


Gian Spina

Gian Spina was born in São Paulo (Brazil) and lived, studied and worked besides others in San Diego (USA), Vancouver (Canada), Bordeaux (France), Berlin and Frankfurt (Germany).

Today he writes, periodically to the to the World Policy Institute and Arts Everywhere. As well as a guest professor at the Art Academy of Palestine, in 2017 take part at art residence program organized by the Dokumenta 14.

“Fabiana, Jarí, Raul, Gris, Jota, Rodrigo, Sol, Michelle, Nikos, Vasiliki, Helmut e Eliana mudaram a minha vida:

e deixei pra trás uma série de seres que fui.

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vivi a luz do sol e a raiva de michelle, virei pasta e vergonha e vontade de sumir
jota me deu um novo e um soco de leve seguido de afago ou semente.
era para não ter ido por causa do amor
não sabia que o jarí existia, perto de omonia eu chorei com ele e vi que incomodava o mundo
fiz yoga, vomitei, caí de bicicleta e pensei
em desistência disfarçada de compromisso.
pra que isso ?
a fumaça que entrava dentro do quarto do segundo andar e eu na cama com a fabiana enquanto evitávamos falar de dor e amor.
as aproximadas trezentas e quarenta e sete músicas que ela sabia de cor e cantava dia sim dia não. instituição otta, lembrava a namorada da minha ex.
que força; esqueço todas as palavras quando penso no que foi ela,
o que me fez ela. não sabia que existia.
cinco dias por semana e depois mais dois foi gris e calma, agora gostaria de estar com ela rindo.
o fazer nada, a calma no corpo, esse marasmo infantil e quase anacrônico.
vontade de não largar nada disso nunca, parar aqui agora, segura esse espaço e deixa o sono de lado,
me corte para lembrar que vi e viví e voltei.
havia o heroi, que me fez amor, chorei de novo, talvez a última do ano,
tentei matar o homem em mim e não deu
vaso, vaso e vasilika abarca novamente e me abraça
o chão não é o mais mesmo, nem as varandas, hot, pedia mais amor e carne, para ir e voltar.
enquanto eu caía, sistematicamente por vinte minutos com o rodrigo eu caía, e pedia, logo após
um pouco mais.”

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Eliana Otta

Eliana Otta es una artista multidisciplinaria. A través del dibujo, escritura, video, instalaciones y proyectos participativos, ella asocia detalles simples de la vida cotidiana que pueden hablar de procesos complejos en contextos específicos, indagando cómo las subjetividades dan forma al espacio público al relacionar lo personal con lo político, así como recuerdos individuales y compartidos a preguntas sobre el presente y nuestros posibles deseos colectivos para el futuro. La desigualdad económica, el trabajo precario, la violencia de género y nuestra relación con la naturaleza en los sistemas extractivistas neoliberales son algunos de sus principales temas de interés.

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 “Creo que vinimos a Atenas personas que coincidimos en estar en un momento de nuestras vidas en que no tenemos muy claro dónde ni cómo vivirlas. Aquí hemos pensado al respecto, pues al cuestionar lo macro y lo micro, nos hemos mirado con atención. Compartimos certezas sobre lo que no queremos, ciertas intuiciones sobre lo que deseamos y algunas palabras comunes para verbalizarlo. Compartimos más claramente el lenguaje del baile, el del beso y del abrazo, el de la comida entre risas y el brindis polígloto.

Un día le dije a Helmut que me parecía que lo que más teníamos en común los seleccionados para esta experiencia era la ternura. Afinando la idea, quizá es que cada uno está buscando cómo defender las vulnerabilidades y la intensidad de los afectos en los contextos tan violentos, agresivos e injustos en los que nos movemos, buscando otros lugares a donde pertenecer o cómo hacer que aquellos a los que pertenecemos nos permitan ser. Luego de este año, una nueva certeza es que ahora tengo más cómplices para continuar con ese intento.”

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