FúriA DissidentE

A utilização do pornô com intenções políticas e libertárias CONTRA a indústria massacrante da pornografia normativa e do patriarcado branco cismagroheteronormativo, que extermina como em matadouros azougues xs corpos marginalizades.

Este é um chamado a revolta e insurreição transfeminista!
A residente Bruna Kury convida performers com suas corpas desobedientes que fazem e pensam em pós-pornô sudaka para o Capacete. A artista que breve em sua residência vai experimentar e trocar com sua proposta de “OFICINA DE VÔMITO” e com o conceito de “PORNORECICLE” convida para esse primeiro encontro para que possamos começar a pensar em interseccionalizações e anarcxtransfeminismo. DIY!

COM:
Bruna Kury (Brasil)
Walla Capelobo (Brasil)
Igor Gonçalves (Brasil)
Constanza Castillo-Missogina (Chile)
PachaQueer (Equador)
Paulx Castello (Brasil-Argentina)
Promískua (Transfronteiriça)
Mucha_chx (Andina)
Ventura Profana (Brasil)
Rodrigo Alcântara (Brasil)
Zene Gatynha (Brasil)
****sem fronteiras!****

XXX
*O projeto PORNOPIRATA foi criado para ser fonte de renda e autonomia na marginalidade; popularização da PÓS-PORNO e afronta a heteronormatividade compulsória, a idéia é participar de eventos e feiras principalmente na rua (durante a residência haverá intervenções camelô banquinha no Saara) para mostrar que outro pornô é possível e muitas vezes nossos tesões estão condicionados. Sexorcismos, pornoterrorismo, pós pornografia, glitterrorismo, sexualidades dissidentes, corpas não assimiláveis e marginalizadxs e oprimidxs, corpxs gordxs, travestis, ditas doentes, doentes, cyborgs, kuirs, sudakas, negrxs, indigenxs, trans, intersexs, com diversidades funcionais, ditas sujas, sujas, antiheterokapital.
O projeto é distribuído e pirateado pela Bruna Kury.

XXX
Mostra póspornô gordx e conversa sobre – por Missogina
Mostra de material recompilado sobre pós-pornô gordx, com o objetivo de visibilizar os corpos gordos como corporalidades sexuais, os distintos tipos de corpos gordos (sudakas, negrxs, trans, com diversidade funcional, etc.), o espaço que ocupam no ativismo pornô e a experiência de colocar o corpo gordo no sexo. quais corpos podem fazer pósporno? Um corpo gordo pode ser um corpo pósporno?

XXX
Despacho decolonial

O silêncio gera o ruído que convoca o rito e transforma a fala em vômito. Pelo rabisco a escrita rompe o silenciamento gerando queima da colonialidade existente na porosidade da pele. Entre os ruídos e sussurros uma corpa circunscreve os delírios dos sonhos ancestrais. Regurgita e explode de revolta.
Sobre subjetividade não capitalizada, sobre corpos não decifrados pelo falo-capitalismo.
Consumida pelo fogo, sacia o desejo do estômago enterrando a fantasia de nacionalidade.
Zene Gatynha

XXX
Performance: Caixão e vela preta

Transformação por meio da perfuração. Rito de expurgação dos agressores por meio de conhecimento intuitivo e instintivo e composição de afetos e prazeres. Um convite a criação de um corpo e obtenção da autonomia desse corpo.
Walla Capelobo, Rastricinha, Gatynha.

XXX

O primeiro cordel do Coletivo Xica Manicongo intitulado “Sertransneja” estará exposto junto aos novos trabalhos de cordel “Manifesto Traveco-terrorista”, de Tertuliana Lustosa, com capa Giorgia Narciso e com o lançamento do “Cordel Pornô”, de Tertuliana Lustosa tambem com fotografias de Mayara Velozo

XXX
Comidinhas délyz por La Gorda Vegana –https://www.facebook.com/lagordavegananomada/

 

 

 

 

 

 

 


Bruna Kury

 

 

 

Bruna Kury é brasileira, anarcatransfeminista, performer, pesquisa kuir sudaka no cotidiano e já performou com a Coletiva Vômito, Coletivo Coiote, La Plataformance, MEXA e Coletivo T. Pirateia e faz pós porno e pornoterror. Desenvolve performances/ações diretas contra o cis-tema patriarcal heteronormativo compulsório vigente e a opressões estruturais (GUERRA de classes), principalmente em lugares de crise. Participou ultimamente da mostra Todos os Gêneros com a banquinha PornôPirata, da virada cultural em SP com o Coletivo T e do Terminal 10mg com o Coletivo MEXA.

Pretende na residência pesquisar e experienciar e trocar sobre o conceito criado “pornôrecicle” e a expurgação do patriarcado na “oficina de vômito”.

foto por Rafael Marques