Equipe pedagógica

A equipe pedagógica para o programa 2016

Tutores ao longo do ano: Leandro Nerefuh e  Helmut Batista

Os tutores convidados:

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Participantes/Residentes:

Anna Bak
Aurélia Defrance
Caetano Maacumba
Camilla Rocha Campos
Ian Erikson-Kery
Jonas Lund
Julia Retz
Marilia Loureiro
soJin Chun
Soledad Leon
Tali Serruya
Thora Doven Balke


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Equipe pedagógica para o programa 2015

 

Tutores ao longo do ano: Amilcar Packer, Manuela Moscoso e Helmut Batista

 

Os tutores convidados:
Andrea Fraser
Andrea conduzirá uma oficina de quatro dias focada em uma série de abordagens psicanalíticas às relações de grupo, engajamento artístico e performance. O workshop irá incluir uma discussão de leituras que serão disponibilizadas; auto-estudo experimental de processo em grupo; exercícios de performance; e discussões em grupo de projetos dos participantes aplicando métodos variados.
Andrea Fraser é uma artista baseada em Los Angeles, cujo trabalho tem se identificado com performance, feminismo, arte contextual e crítica institucional. Ela foi uma membro-fundadora do grupo de performance feminista The V-Girls (1986-1996), da iniciativa baseada em projetos artísticos Parasite (1997-1998) e da galeria de arte cooperativa Orchard (2005-2008). Entre os livros sobre os seu trabalho estão A Society of Taste, Kunstverein München, 1993; Report, EA-Generali Foundation, 1995; Andrea Fraser: Works 1985-2003, Dumont Buchverlag, 2003; Museum Highlights: The Writings of Andrea Fraser, MIT Press, 2005, e Texts, Scripts, Transcripts, Museu Ludwig Köln, 2013. O Museu Ludwig Köln apresentou uma retrospectiva de seu trabalho em 2013, em conjunto com o recebimento do Prêmio Hahn Wolfgang. Ela é professora de Novos Gêneros no Departamento de Arte da Universidade da Califórnia, Los Angeles e docente visitante no Whitney Independent Study Program.
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Suely Rolnik
Como driblar o inconsciente colonial?
Caminhando pela fita de Moebius com Lygia Clark, alguns índios Tupinambá e uns poucos franceses, Suely Rolnik buscará mobilizar e tornar sensível uma política de produção do pensamento, do desejo e da subjetividade, recalcada pela Europa Ocidental em todas as culturas a ela submetidas (inclusive no interior de si própria) pela colonização e seus desdobramentos. Esta teria sido a operação micropolítica fundamental da colonização. Tal política estaria hoje em vias de atualização, injetando o saber-do-corpo nas veias logocêntricas da modernidade ocidental em crise. Deste retorno do recalcado no exercício do pensamento depende a força e a astúcia para driblar o Inconsciente colonial que ainda hoje estrutura a subjetividade e orienta as jogadas do desejo. Não seriam irrupções desta retorno o que vem se apresentando nos movimentos que tem ocupado as ruas e praças das cidades pelo mundo? Se for assim, é bom lembrar que este trabalho não tem fim.
Suely Rolnik é Psicanalista, crítica de arte e de cultura e curadora, é Professora Titular da PUC-SP no Pós-Graduação de Psicologia Clínica, e membro do corpo docente do Programa de Estudios Independientes (PEI) no Museo d’Art Contemporani de Barcelona (MacBa). Realizou o projeto Arquivo para uma Obra-Acontecimento, 65 filmes em que busca convocar a memória dos efeitos da poética de Lygia Clark no corpo dos entrevistados. Foi uma das fundadoras da Rede Conceitualismos do Sul (composta atualmente de 50 investigadores de todo o continente); foi membro do juri do Premio Casa de las Americas (Havana, 2014) e, atualmente, é membro do conselho consultivo da 31ª Bienal de São Paulo que ocorrerá de 06/09 a 09/12 de 2014. Autora dos livros Geopolítica da cafetinagem. Quatro ensaios sobre a patologia do presente (SP, N-1, 2014; prelo), Archivmanie / Archive Mania (dOCUMENTA 13, 2011), Anthropophagie Zombie (Paris, 2012), Cartografia Sentimental. Transformações contemporâneas do desejo (SP, 1989; 6a ed. Sulinas, 2014). e, em co-autoria com Félix Guattari, Micropolítica. Cartografias do desejo (SP, 1986; 11a ed. 2011), publicado em 7 países. Autora de mais de 200 ensaios publicados em várias línguas.
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Carla Zaccagnini
Entre 1993 e 1998, trabalhei numa agência de turismo educacional que então se chamava Pagu, mas mudou de nome por exigência dos herdeiros de Patrícia Galvão. Eu acompanhava alunos de 7a série em viagens de estudo às cidades históricas de Minas Gerais: Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes etc. Esquecidas com a escassez do ouro, essas cidades mantiveram muito da estrutura urbana, dos edifícios e dos objetos característicos da sociedade que ali teve lugar nos séculos XVIII e XIX. Esses prédios e objetos têm hoje uma existência ambivalente, entre obra de arte ou arquitetura e documento histórico.
Nessas viagens, tive com meus colegas historiadores e com grupos de alunos discussões inesquecíveis sobre o estatuto pendular desses testemunhos do passado, e também sobre a função social da arte, sobre o papel definitivo do observador, sobre uma idéia de arte brasileira e sobre a estrutura da nossa sociedade. Talvez seja pelo distanciamento que podemos praticar ao olhar para o passado e que pode nos ajudar a ver algumas coisas com mais clareza. Talvez, ao contrario, seja por uma espécie de mergulho nesses lugares onde os indícios dessa história que ainda nos define estão por toda parte, nos circundam. Talvez seja porque éramos um grupo de pessoas que durante 4 ou 5 dias com suas noites nos deslocávamos e dispúnhamos a pensar somente naquilo que esses lugares ativam.
Proponho que façamos juntos essa viagem.
Carla Zaccagnini (Buenos Aires, 1973 – Vive em São Paulo e Malmö) é artista plástica e crítica, Mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Atualmete é bolsista do programa KfW Stiftung na Kunstlerhaus Bethanien (Berlim, 2013-14). Participou, entre outras, das mostras 9th Shanghai Biennale (Xangai, 2012), 2nde Biennale de Benin (Cotonou, 2012), Planos de Fuga, uma exposição em obras (CCBB-SP, 2012),  Modelos para Armar: Pensar Latinoamérica desde la colección MUSAC (Leon, Espanha, 2010) e28a Bienal de São Paulo (2008). Exposições individuais recentes incluem Pelas Bordas (Galeria Vermelho, São Paulo, 2013),Plano de falla (Ignacio Liprandi, Buenos Aires, 2011), Imposible pero necesario(Galeria Joan Prats, Barcelona, 2010) e no. it is opposition. (Art Galery of York University, Toronto, 2008). Seu trabalho foi incluido nos compêndios Cream 3 (London: Phaidon Press, 2003), Contemporary Art Brazil(Thames and Hudson, London 2012) e Art Cities of the Future, 21st-Century Avant-Gardes (London: Phaidon Press, 2013)e atualmenteé representado pelas galerias Vermelho (São Paulo) e Joan Prats (Barcelona).
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Daniela Castro
O curso se debruça sobre os impactos que o neoliberalismo exerceu na produção social do espaço e na produção artística. A partir de uma investigação sobre as transformações político-econômicas que influenciaram significativas mudanças espaciais nas últimas décadas, demonstraremos os mecanismos pelos quais a cidade tornou-se palco da instrumentalização da cultura no estágio financeiro do capitalismo. A instrumentalização da cultura como relação simbiótica com a economia foi uma construção do poder hegemônico que se desenhou como resposta à crise da estagflação mundial no final da década de 70 e início dos 80 que, no limite, delegou para a esfera privada do capital financeiro a elaboração de políticas públicas que estabelecem os contornos sociais e estéticos da cidade e da arte. Vimos a passagem do administrativismo público da cidade para o atual modelo de “parcerias público-privadas” do empreendedorismo urbano a partir da década de 80, bem como, no sistema da arte, o declínio do fomento estatal e influência do patrocínio corporativo (direto ou via isenção fiscal) fortemente presente em todas as fases da arte contemporânea: produção, disseminação e recepção. O curso terá como foco os mecanismos pelos quais essa relação simbiótica entre economia e cultura “naturaliza” a força dos interesses do capital privado como agente definidor da paisagem da vida social.
Daniela Castro – 1976. Vive e trabalha em São Paulo. Graduada em História da Arte pela Universidade de Toronto (Canadá), com bolsas de estudos em cultura visual e arquitetura na Universidade de Hong Kong (China), e residências de curadoria pela Hordaland Kunstsenter (Noruega), IASPIS (Suécia), a Art Gallery of York University (Canadá) e o Peggy Guggenheim Collection Museum em Veneza (Itália). Foi curadora de Lights Out, Museu da Imagem e do Som – MIS, em São Paulo, da exposição Translations/Traduções, 21o Images Festival em Toronto, do Projeto Estúdio, na Galeria Baró Cruz, em São Paulo e na Semana Pernambucana de Artes, em Recife, da A Radically Condensed History of Post Industrial Life LADO A e LADO B no EL Espacio, em Madri e da exposição The Spiral and the Square, co-curada com Jochen Volz, para a Bonniers Konsthall, em Estocolmo, Trondheim e Kristiansand.
 Publicou diversos textos em catálogos e revistas especializados nacionais e internacionais, incluindo, Revista Tatuí (Recife), Arte al Dia (Venezuela, México e Estados Unidos), Trópico (São Paulo), CADERNO VIDEOBRASIL (São Paulo), Kunstkritik (Oslo) e o Centro de Bibliografia e Documentação do Museu de Arte Contemporânea – MACBA (Barcelona). Publicou seu primeiro livro em 2010, co-autorado por Fabio Morais, ARTE E MUNDO APÓS A CRISE DAS UTOPIAS, assim mesmo, em CAIXA ALTA e sem notas de roda-pé, pela par(ent)esis (Florianópolis)
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Bik van der Pol
Proposição para reivindicar um espaço
Este seminário diz respeito à capacidade e responsabilidade de artistas de estarem no comando de seu próprio ‘contexto’, tanto em termos de produção como de apresentação. O objetivo mais amplo diz respeito à questão urgente: se e onde a arte pode ser útil na produção de uma esfera pública, também no sentido político desse termo. Nossa hipótese é de que a crescente privatização dos bens públicos, assim como o aumento do uso do encontro privado para o ‘bem’ público em desenvolvimentos neoliberais tem levado à perda de um tipo significativo de espaço público.
Nossa preocupação é, que se essa perda coincide com a perda da posição do trabalho artístico aos olhos do público, como pode então a arte como espaço público ser desvelada – ou de alguma forma ser útil – para o seu potencial político. Em um mundo onde o valor da arte é desafiado, é oportuno reinvestir em seu lugar na sociedade. Para que uma sociedade exista, encontros têm de acontecer, e, a fim de experimentar a potencialidade do espaço de se tornar público, as suas condições devem ser criadas para preparar o terreno para um encontro futuro.
Abraçamos as qualidades intrínsecas à prática artística, como um meio para revelar – tornar público – o que está em jogo no espaço público. A questão do espaço público há muito tempo tem sido articulada em estreita ligação com a democracia, e muitos teóricos argumentam que quando a democracia está sob ameaça, o espaço público também está. A discussão sobre questões públicas não é, portanto, exclusivamente deste tempo, mas se torna tanto mais relevante à luz do atual aumento da propriedade privada e da privatização do espaço público.
Com o termo ‘espaço público’ nos referimos a qualquer local de potencial conflito sobre direitos, informações, relações e objetos – um espaço que exige articulação, para que uma comunidade possa ser formada, chamada à ordem, e entre na ordem do político. A ‘dimensão pública’ não se manifesta apenas em assuntos espaciais. De fato, os recentes debates sobre as formas de propriedade comum, tais quais conhecimento e cultura mostram que o espaço público deve ser entendido nos termos mais amplos possíveis – como o que mantém unido o tecido da experiência-como-comunidade. Ameaçado por formas ou atos de exclusão, acesso privilegiado, e desinformação, esses sites de propriedade pública são tão precários como os recursos naturais, e precisam ser rearticulados a cada vez. No entanto, se o paradigma econômico nos obriga a recuar do campo da dimensão pública, qual é então a questão pública?
O modelo do diálogo, entendido como uma negociação constante de qualquer tipo entre os cidadãos, será investigado em seu potencial para estabelecer e articular o espaço coletivo.
Bik Van der Pol trabalha coletivamente desde 1995. Eles vivem e trabalham em Rotterdã.
Website: www.bikvanderpol.net
Bik Van der Pol explora o potencial da arte de produzir e transmitir conhecimento. Seu método de trabalho é baseado na cooperação e métodos de pesquisa de como ativar situações no sentido de criar uma plataforma para vários tipos de atividades comunicativas.
Exposições individuais e projetos (seleção):
Between a Rock and a Hard Place, Sudbury, Canadá (2012);
Accumulate, Collect, Show, new work for Frieze Projects, Frieze Art Fair, Londres; Musagetes Foundation, Sudbury (2011)
Are you really sure a floor can’t also be a ceiling? ENEL Award 2010, Museu MACRO, Roma (2010)
It isn’t what it used to be and will never be again, CCA Glasgow (2009)
I’ve got something in my eye, Museu Marie Louise Hessel /CCS Bard, Annandale-on-Hudson, NY; Plug In 28, Pay Attention, Act 1, 2, 3, Museu Van Abbe, Eindhoven (2008)
Issuefighters, INSA Art Space, Seul (2007). Projeto de seminários e publicação (entitled +82, appeared feb.2007); Fly Me To The Moon, Rijksmuseum, Amsterdã (2007)
Secession, Viena (2005)
Nomads in Residence/No.19, um espaço móvel para artistas, Utrecht (2003, com Korteknie Stuhlmacher architects)
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Jorge Menna Barreto
Ativismo alimentar, agroecologia e práticas site-specific em arte estão entre os assuntos que serão debatidos e praticados nessa oficina imersiva e colaborativa que acontecerá em um ambiente rural do estado do Rio de Janeiro.
Jorge Menna Barreto – Araçatuba, SP, 1970 – Formado em Artes Plásticas pela UFRGS, mestre e doutor em Poéticas Visuais pela ECA-USP. É pós-doutorando na UDESC, onde também atua como professor colaborador. Práticas visuais e discursivas se mesclam em sua trajetória, seja como professor, tradutor, artista, educador ou crítico.
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Pedro de Niemeyer Cesarino
Humanidade, pessoa e multiplicidade
O seminário tratará de refletir sobre as variações e transformações da noção de “humano” em distintos regimes ontológicos, tendo em vista os problemas da multiplicidade, da conexão, das relações de vizinhança, de limite e de devir. Serão apresentados casos provenientes de estudos etnográficos sobre sociedades ditas tradicionais ou não-ocidentais, a serem articulados com reflexões produzidas sobre o contexto hipercapitalista contemporâneo. Pretende-se, em outros termos, oferecer elementos para a compreensão de determinadas configurações do corpo e da pessoa envolvidos em distintos estatutos de humanidade e seus respectivos regimes de criatividade e de expressão.
Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/ UFRJ. Deselvolve pesquisas em etnologia indígena (com ênfase em estudos sobre xamanismo e cosmologia), tradições orais, tradução e antropologia da arte. Foi Professor-Adjunto de Antropologia da Arte no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, é professor do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, na área de pesquisa Antropologia das Formas Expressivas. É autor de Oniska – poética do xamanismo na Amazônia (São Paulo, Perspectiva, 2011) e Quando a Terra deixou de falar – cantos da mitologia marubo (Editora 34, 2013) e de diversos artigos publicados em revistas especializadas. Nos últimos anos, publicou também textos literários e trabalhos de dramaturgia.
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Ricardo Basbaum
A produção do artista: conversas e exercícios acerca da produção de si mesmo como artista
Este workshop se propõe a organizar conversas e discussões coletivas acerca dos traços e tópicos que constituem a “imagem do artista contemporâneo” – e também, através de uma série de atividades de escrita em exercício, trazer o problema “como alguém se produz a si mesmo como artista”, enquanto questão prática. O ponto de partida é a compreensão do sistema de arte contemporâneo como uma composição complexa, composta de diversas camadas de mediação que necessitam ser experimentadas por qualquer um que deseja se mover em tal território; isto é consequência, por um lado, da ‘desmaterialização’ da prática artística própria dos anos 1960 e, por outro, do assim chamado processo de ‘globalização’, típico da nova ordem econômica que emerge desde os anos 1980. Em meio a tantos protocolos relacionais e institucionais, onde podem situar-se artista e trabalho de arte, sujeito e objeto de uma experiência ao mesmo tempo sensorial e conceitual? O workshop está organizado em torno de um conjunto de problemas, que englobam alguns dos aspectos envolvidos na prática da arte contemporânea – a partir do ponto de vista dos que a praticam, especialmente o artista: contexto, proposição, grupo, discursos crítico e histórico, questões curatoriais, etc. O que daí é gerado será trazido enquanto conversação acerca de como alguém se produz como artista em face ao contexto local/global. Para cada tópico, será estabelecida uma bibliografia específica. A dinâmica proposta inclui leitura e discussão de textos, mas também sessões onde que cada um dos participantes produz escrita em relação direta com cada um dos temas: os textos produzidos são então lidos em conjunto e discutidos, a cada encontro. Escritura e leitura são adotados como exercícios práticos na “produção de si como artista contemporâneo”, em um contexto e local específicos.
Ricardo Basbaum é artista, curador e crítico. Reside no Rio de Janeiro. Trabalha no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor visitante na Universidade de Chicago entre outubro e dezembro de 2013. Pesquisa as relações entre arte, sociedade e cultura. Tem desenvolvido um vocabulário específico para seu trabalho, aplicado de modo particular a cada novo projeto. Projetos individuais recentes incluem re-projecting (london) (The Showroom, Londres) e Diagramas (CGAC, Santiago de Compostela), ambos em 2013. Entre outras participações em exposições estão: 30a Bienal de São Paulo, 2012; Bienal de Busan, 2012; A Rua: Rio de Janeiro and the Spirit of the Street, MuHKA, Antuérpia, 2011; e 7a Bienal de Shanghai, 2008. Em 2007, o projeto “Você gostaria de participar de uma experiência artística?” foi apresentado na documenta 12, Kassel. Em 2006, Basbaum foi co-curador do projeto On Difference #2 (Kunstverein Stuttgart) e pogovarjanja/conversations/conversas (com Bojana Piskur, Skuc Gallery, Ljubljana). Autor de Manual do artista-etc (Azougue, 2013), Ouvido de corpo, ouvido de grupo (Universidade Nacional de Córdoba, 2010) e Além da pureza visual (Zouk, 2007).
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Cristoph Keller
Hidrologia para Artistas – Uma arqueologia e Futurologia de Intervenções Hidrelétricas na Paisagem Tropical
O workshop investigará métodos e tecnologias de indústrias hidrelétricas e seus efeitos a longo prazo sobre a paisagem tropical, clima e biodiversidade no Brasil e América do Sul.
Será oferecida uma introdução a uma “Hidrologia para artistas” fictícia, reunindo informações básicas e metodologias nas áreas de hidrologia, climatologia, oferta e demanda de energia e tecnologia de usinas hidrelétricas. A complexa situação da biodiversidade e climatologia na maior bacia amazônica será examinada, bem como a história da extração de energia por meio de empresas industriais na paisagem tropical. Convidaremos palestrantes que vão desde cientistas a mentores de direitos indígenas, assistindo a filmes e analisando material relacionado com o tema.
O objetivo é possibilitar que os participantes contribuam para o debate público em torno do tema, mediando com meios artísticos e a partir de uma perspectiva artística.
Christoph Keller é um artista de Berlim. Ele estudou Matemática, Física e Hidrologia em Freiburg, Berlim e Santiago do Chile, bem como na Universidade de Artes, Berlim, e na Academy of Media Arts, Colónia.
Exposições individuais selecionadas e projetos incluem: Expedition Bus and Shaman Travel, em Esther Schipper/ abc Berlim (2012); L’Institut des archives sauvages, Villa Arson, Nice (2012); Aether – between cosmology and consciousness, Espace 315, Paris (2011); Observatorium, Kunstverein Braunschweig (2008).
Em suas instalações, frequentemente referenciando configurações experimentais, o artista alemão Christoph Keller utiliza as possibilidades discursivas da arte para investigar os temas da ciência e suas utopias. Os Cloudbuster-Projects (desde 2003) envolvem reconstituições de experiências de Wilhelm Reich para influenciar a atmosfera com energia orgônica. Em Encyclopaedia Cinematographica (2001) e Archives as Objects as Monuments (2000), Keller enfoca a arqueologia do filme científico, a impossibilidade da documentação objetiva, e o problema do impulso arquivista de pôr ordem a um conhecimento abrangente. Apesar de toda a objetividade metodológica, um projeto seletivo e deliberado está sempre em trabalho aqui. Em Expedition-Bus and Shaman-Travel (2002), um ônibus de acampamento espelhado para viagens de pesquisa, o ponto de vista etnográfico da ciência é exposto como uma projeção de sua própria cultura. O espectador é arrastado para a instalação e torna-se um investigador de campo. Keller está, em última análise, preocupado em ligar os métodos e procedimentos do trabalho científico com uma experiência espacial, mas também psicológica e física da arte.

Keller frequentemente trabalha em temas nas fronteiras da ciência, tais como a relação entre hipnose e cinematografia em Hypnosis-Film-Project (2007) ou Visiting a Contemporary Art Museum under Hypnosis (2006) para os quais ele estudou e aplicou experimentalmente métodos hipnóticos: The Mesmer Room (2006). Em Chemtrails Phenomenon (2006) e The Whole Earth (2007), o tema é teorias da conspiração na Internet, que, como “construções científicas” são igualmente expressões de certo estado de consciência na sociedade. Em seu ciclo de trabalho Inverse Observatories (desde 2007), Keller inverte o ponto de vista: não é o universo que é observado, mas sim a própria observação. Em 2008 ele também fundou um grupo de pesquisa interdisciplinar para a representação de estados alterados nas artes na Universidade de Arte de Berna. Conduzindo aos limites da linguagem está a vídeo-instalação Interpreters (2008) na qual tradutores simultâneos traduzem em duas direções ao mesmo tempo em que refletem sobre o próprio trabalho. O vídeo Verbal/ Nonverbal (2010) mostra um grupo de cobaias na frente de um fundo branco neutro inalando um gás alucinógeno e em seguida falando sobre suas experiências.
Christoph Keller primeiro estudou matemática, física e hidrologia, antes de continuar seus estudos na Academia de Arte de Berlim e em Colônia. Suas obras estão presentes em muitas exposições internacionais, como a Bienal de Lyon (2011), Klimakapseln, Museum für Kunst und Gewerbe, Hamburgo (2010), Bienal del Fin del Mundo, Argentina (2009), Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2009), Dreamtime, Musée des Abattoirs em Toulouse (2009), Artfocus Jerusalém (2008), Made in Germany em Hannover (2007) ou a exposição individual Observatorium no Kunstverein Braunschweig (2008) ou LIAF Lofoten (2011). Æther – between cosmology and consciousness (2011), no Centro Georges Pompidou em Paris, foi o seu primeiro projeto artístico e curatorial em um contexto institucional.
Recebeu vários prêmios e subvenções para o seu trabalho como o Ars Viva-Preis para a arte e a ciência, o PS1 studio-grant, em Nova York, Residences Internationales aux Recollets, Paris, BM Suma em Istambul e Capacete em São Paulo, Brasil. Christoph Kelller é baseado em Berlim. Atualmente ensina como professor convidado de Media Art na Hochschule für Gestaltung, em Karlsruhe, bem como no departamento de artes visuais da Haute École d’Art et de Design, em Genebra.
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Tutores (estão disponível o ano todo para os participantes)

Helmut Batista (também da um seminário)

Solvitur ambulando/Se soluciona andando
É uma oficina de discussões com duração de 10 meses onde questões de aceleração e redução de produção serão postos em pauta.
Helmut Batista (Rio de Janeiro 1964) estudou opera na ESAT e trabalhou na ópera de Vienna. Em 1998 funda o CAPACETE uma organização sem fins lucrativos direcionado ao pensamento contemporâneo. Realizou, produziu e organizou inúmeras palestras, seminários, odficinas e exposições no Brasil e no exterior. Como artista, até 1997, expôs na Gallery Schipper, Air de Paris, Massimo de Carlo, Von Senger entre outras. Em 2013 curou e organizou uma mostra no Portikus em Frankfurt.
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Amilcar Packer (também da um seminário)
Conversas dirigidas – compoem um espaço mediador – por meio de perspectivas clínico-filosóficas – e poéticas – que tangenciam o curatorial – pretextos para deixar o tempo passar – juntos – durante alguns dias – nos contradizendo – e insistindo – em estados provisórios – e digestéticos – pele do pensamento – éticas da existência.
Amilcar Packer nasceu em Santiago do Chile em 1974 e mudou-se para o Brasil em 1982. Formado em Filosofía pela Universidade de São Paulo, é mestrando em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC São Paulo. Packer desenvolve uma prática que reconfigura os campos semânticos de objetos, arquiteturas e corpos humanos por meio de ações e intervenções, fotografías, vídeos, instalações, e apresentações em diversos formatos que estabelecem campos relacionais e que buscam subverter as gramáticas normativas dos espaços sociais e os mecanismos históricos de poder. Suas atividades visam neutralizar discursos dominantes, e contribuir para desinstalar dispositivos de opressão instituídos e cristalizados na partilha cultural do sensível – com sua correlata segregação do espaço –; na sedimentação de estruturas de poder – e sua naturalização na linguagem; e nos padrões sociais e socializantes de comportamento – que impõem políticas de homogeneização das subjetividades.
Packer colabora regularmente com iniciativas autogestionadas como o Como_clube, a Casa do Povo, e o CAPACETE, do qual, entre os anos 2011 e 2013, foi co-diretor do programa de residências artísticas de pesquisa. Tomando as artes como um território privilegiado para a experimentação ética, suas atividades se extendem em formatos discursivos, aulas e oficinas, encontros e conversas, almoços e passeios que estabecem espaços e estados provisórios para dinámicas coletivas menos hierarquizadas, onde predominam a construção da horizontalidade, o debate crítico, o aprendizado mútuo e a convivência. Nos últimos anos, se apresentou em programas de formação como Städelschule, Frankfurt, Alemanha, 2013; PIESP – Porgrama Independente da Escola São Paulo, 2013, Centro de Investigaciones Artisticas, Buenos Aires, Argentina, 2013; History Matter CCA – Lagos, Nigéria, 2012; Universidade de Verão, Rio de Janeiro, 2012 e 2013; the Harbor, Beta Local, San Juan, Puerto Rico, 2011; Novos Coreógrafos, CCSP, 2010; On Reason and Emotion, Sydney Biennial 2004 educational programs – Hobart School of the Arts, Launceston School of the Arts, Tasmania, Autrália, 2004.
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Manuela Moscoso (tutor)
Moscoso é uma curadora que enfatiza principalmente o pensamento especulativo e ações no sentido de privilegiar a imaginação. Seja organizando exposições, iniciando um espaço, um programa de residências ou uma plataforma online, entende a colaboração como parte integrante da sua prática. Moscoso foi a curadora adjunta de la12 Bienal de Cuenca Equador 2014, e, recentemente curo Martha Araújo: Para um corpo pleno de vazios em a Galeria Jaqueline Martins em São Paulo;Yael Davis: a reading that writes an script Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Fisicisimos, Universidad Torcuato di Tella, em Buenos Aires; Quarter System, Universidad de Navarra, Pamplona; The Queens Bienal no Museu Queens, Nova York; ou Antes de Tudo no CA2M, Madrid, entre outras exposições. Ela está desenvolvendo um projeto de pesquisa de longo prazo para Casa del Alabado Arte Pré-Colombino em Quito envolvendo práticas artísticas contemporâneas, os primeiros artistas em responder a coleção são Asier Mendizabal e Osías Yanov. Desde 2010, juntamente com Sarah Demeuse é Rivet, um escritório de curatorial investiga noções de implantação, a circulação, exercício e ressonância. Sua pesquisa se concretizou em projetos em Nova York, Vitoria-Espanha, Los Angeles, Ghent ou Beirute. O ultimo projecto de Rivet se chama The Wilson Exercise sobre ficar apto ao trabalhar em conjunto com os artistas Marc Vives e Anna Craycroft e ainda seguindo o interesse individual. É uma forma de prestar muita atenção ao processo durante o desenvolvimento de um projecto multifacetado – compreendendo conversas pessoais, uma escola de verão em Stavangers, teleconferências, duas exposições em Los Angeles e Barcelona, e uma publicação Manual projetado pelo Project New York – entre os dois artistas e o duo curatorial. Rivet publicou recentemente Thinking about it com Archive Books e está a preparando a primeira monografia do artista Daniel Steegmann Mangrané com o diseñador Manuel Reader.
 Nos últimos anos, ela tem falado o dado workshops em Bulegoa Bilbao, no Worlds Biennale Forum em São Paulo, ArtBO na Colômbia, Open Forum em Buenos Aires, HKW Synapse em Berlim, No Mínimo em Guayaquil, Charlas Parásicas em Lima, SITAC XI México DF ou Videobrasil São Paulo, entre outros. Junto com Amilcar Packer desarrollo o programa curatorial Maquina de Escrever centrado em a escritura como uma ferramenta para construção do pensamento. Moscoso tem um mestrado de Center for Curatorial Studies na Bard College e BA em Belas Artes na Central Saint Martins Escola de Arte e Design.