Kalliopi Tsipni-Kolaza

Curadora independente e pesquisadora, vive em Atenas, Grécia.

Entre 2012 e 2015, ocupou cargos de curadoria em instituições públicas de arte em Londres, 
incluindo Serpentine Gallery, Fundação da Arquitetura e a Sociedade de Arte Contemporânea. 
Em 2016-2017, Tsipni-Kolaza trabalhou como Assistente Curatorial para a Documenta 14 em Atenas e 
Kassel. Seus projetos recentes incluem: Orange Trees that Talk, uma performance mediada por Cooking 
Sections no Botkyrka Konsthall em Estocolmo e "Sonic Revolutions Vibrations from Levant", apresentado 
na Haus der Kulturen der Welt em Berlim, 2016. Tendo recebido o prêmio da plataforma 
Forecast. Tsipni-Kolaza desenvolveu a Sonic Revolutions, uma exposição de dois dias, sob a forma de 
um álbum, explorando questões de justiça espacial, memória coletiva e história através do desvio da 
cultura popular.

Para sua residência de quatro meses com Capacete no Rio, ela continuará sua pesquisa na cultura 
subterrânea e popular e suas várias formas de expressões artísticas com foco em música, som, 
performance e cinema. Ela pretende analisar a história de coletivos de arte, espaços de artistas, 
iniciativas curatoriais e estruturas institucionais para investigar os formatos que empregam para 
sobreviver às mudanças rápidas que ocorrem na paisagem econômica e política da cidade.

FúriA DissidentE

A utilização do pornô com intenções políticas e libertárias CONTRA a indústria massacrante da pornografia normativa e do patriarcado branco cismagroheteronormativo, que extermina como em matadouros azougues xs corpos marginalizades.

Este é um chamado a revolta e insurreição transfeminista!
A residente Bruna Kury convida performers com suas corpas desobedientes que fazem e pensam em pós-pornô sudaka para o Capacete. A artista que breve em sua residência vai experimentar e trocar com sua proposta de “OFICINA DE VÔMITO” e com o conceito de “PORNORECICLE” convida para esse primeiro encontro para que possamos começar a pensar em interseccionalizações e anarcxtransfeminismo. DIY!

COM:
Bruna Kury (Brasil)
Walla Capelobo (Brasil)
Igor Gonçalves (Brasil)
Constanza Castillo-Missogina (Chile)
PachaQueer (Equador)
Paulx Castello (Brasil-Argentina)
Promískua (Transfronteiriça)
Mucha_chx (Andina)
Ventura Profana (Brasil)
Rodrigo Alcântara (Brasil)
Zene Gatynha (Brasil)
****sem fronteiras!****

XXX
*O projeto PORNOPIRATA foi criado para ser fonte de renda e autonomia na marginalidade; popularização da PÓS-PORNO e afronta a heteronormatividade compulsória, a idéia é participar de eventos e feiras principalmente na rua (durante a residência haverá intervenções camelô banquinha no Saara) para mostrar que outro pornô é possível e muitas vezes nossos tesões estão condicionados. Sexorcismos, pornoterrorismo, pós pornografia, glitterrorismo, sexualidades dissidentes, corpas não assimiláveis e marginalizadxs e oprimidxs, corpxs gordxs, travestis, ditas doentes, doentes, cyborgs, kuirs, sudakas, negrxs, indigenxs, trans, intersexs, com diversidades funcionais, ditas sujas, sujas, antiheterokapital.
O projeto é distribuído e pirateado pela Bruna Kury.

XXX
Mostra póspornô gordx e conversa sobre – por Missogina
Mostra de material recompilado sobre pós-pornô gordx, com o objetivo de visibilizar os corpos gordos como corporalidades sexuais, os distintos tipos de corpos gordos (sudakas, negrxs, trans, com diversidade funcional, etc.), o espaço que ocupam no ativismo pornô e a experiência de colocar o corpo gordo no sexo. quais corpos podem fazer pósporno? Um corpo gordo pode ser um corpo pósporno?

XXX
Despacho decolonial

O silêncio gera o ruído que convoca o rito e transforma a fala em vômito. Pelo rabisco a escrita rompe o silenciamento gerando queima da colonialidade existente na porosidade da pele. Entre os ruídos e sussurros uma corpa circunscreve os delírios dos sonhos ancestrais. Regurgita e explode de revolta.
Sobre subjetividade não capitalizada, sobre corpos não decifrados pelo falo-capitalismo.
Consumida pelo fogo, sacia o desejo do estômago enterrando a fantasia de nacionalidade.
Zene Gatynha

XXX
Performance: Caixão e vela preta

Transformação por meio da perfuração. Rito de expurgação dos agressores por meio de conhecimento intuitivo e instintivo e composição de afetos e prazeres. Um convite a criação de um corpo e obtenção da autonomia desse corpo.
Walla Capelobo, Rastricinha, Gatynha.

XXX

O primeiro cordel do Coletivo Xica Manicongo intitulado “Sertransneja” estará exposto junto aos novos trabalhos de cordel “Manifesto Traveco-terrorista”, de Tertuliana Lustosa, com capa Giorgia Narciso e com o lançamento do “Cordel Pornô”, de Tertuliana Lustosa tambem com fotografias de Mayara Velozo

XXX
Comidinhas délyz por La Gorda Vegana –https://www.facebook.com/lagordavegananomada/

 

 

 

 

 

 

 


Cinema KUIR . 28

Sexta-feira, dia 29 de setembro, o Cinema KUIR faz uma sessão no Capacete (Rua Benjamin Constant, 131. Glória – RJ).

Exibiremos “Arremate” e conversaremos com Evelym GutierrezEthel Oliveira e Lidi de Oliveira.

Sobre o curta:

Através da confecção de roupas que vão além do gênero, tramas de afetos se constroem entre a Baixada Fluminense e a Lapa.

Elenco: Andrey Chagas, Christina Aguiar, Danny Santos, Evelym Gutierrez, Indianara Siqueira, Juliana Providência, Lidi Oliveira, Lorena Braga, Luiza Alves, Kaique Theodoro, Leoni Albuquerque, Livinha, Luciana Vasconcellos, Martinha do Coco, Naomi Savage, Renatinha, Rosangela Braga, Tainá Gamelheiro, Tertuliana Lustosa, Tia Angélica, Wescla Vasconcelos, Yasmin Falcão.
Roteiro e Direção: Éthel Oliveira
Câmeras: Érika Villeroy , Éthel Oliveira, Gabrielle de Souza e Rafael Mazza
Edição : Elena Meirelles
Design: Ilana Paterman Brasil
2017

>>> para esta sessão, pedimos contribuições de alimentos e itens de higiene pessoal. colabore se e como puder.

 

 

 


MaMa Café

 

 

O Mama Café é um jardim de infância gratuito para crianças e adultos. Um espaço ocupado por todos nós com possibilidade de comer, beber e brincar com obra de arte. Um espaço comum de puericultura onde podemos conversar abertamente sobre escola, desescola, relações familiares, sociais e ecológicas. Amamentar tudo!

Nessa edição nosso convidado será Bruno Damião que é Mestrando em Estudos contemporâneos da Arte (UFF). Licenciado em Dança pela UFRJ. Atua como dançarino do grupo de pesquisa de Ritmos e Danças Batakerê – SP. Atuou como intérprete criador no Núcleo Luz do Programa Fábricas de Cultura em São Paulo. Foi Proponente e Diretor do Projeto/espetáculo “História sem Fim” do Programa VAI da SMC/SP. Participou do Festival Panorama como estagiário e como mediador de espetáculos nas edições 2014 e 2015 respectivamente. Codirigiu o espetáculo EncenAÇÃO do Colégio de Aplicação da UFRJ – Cap, em 2016.
Atualmente mantém-se pesquisador em dança contemporânea e Professor de Consciência Corporal na Escola Livre de Dança da Maré.
______________________________________________________________

A ideia do curso é construir um dia de dança que circule por 2 distintas estéticas de dança.

Momento 1. Tríade cantar+dançar+percutir.

A intenção será vivenciar a combinação destas ações de maneira artística, lúdica, convidando à brincadeira de dança todos envolvidos – nós – dos tempos atuais, em que o corpo é mobilizado por uma vasta aparelhagem tecnológica, (quase não executando mais movimentos básicos do corpo) ou nem mesmo brincando, dançando, onde corpo é o centro do movimento.

Momento 2. Stiletto – O corpo e o salto alto.
Uma oficina de Stiletto, onde será trabalhado as habilidades motoras sobre o salto alto, e como se pode a partir deste objeto criarmos novas corporeidades. Será visto ainda as proposições que marcam essa estilística; características tais: relação música e dançarino, (diferentes andamentos) sensualidade, força, alongamento, etc.

>>> Os dois momentos terão em seu início uma preparação física adequado à atividade.

 

 

 


Marie Homer Westh

 

 

 

O foco principal do trabalho de Marie por longo tempo tem sido a dinâmica entre o indivíduo e a cultural que o cerca e como nossa identidade é formada ao mesmo tempo que forma essas dinâmicas. Atualmente a artista está interessada sobre como que nós humanos criamos nossos sonhos, nos projetando em espaços de não-lugar e desenvolvendo mundos e objetos para preencher esses sonhos.

 

 

 

marie westh



The Cooperativist Society Tools for a Cooperative Ecosystem: Circular Economy in Practice

 

Public Programs, Friday and Saturday, March 17 and 18, 2017

The Cooperativist Society
Tools for a Cooperative Ecosystem: Circular Economy in Practice
Workshops, Talks, and Discussion
Athens School of Fine Arts, Giorgio De Chirico Amphitheater, 256 Pireos Street
The ideas of a circular economy and a fair ecosystem (economy and ecology) are concerned with building a new type of world, connecting and establishing a network of self-employed people, collectives, and committed individuals, beyond borders and nations through structures like FreedomCoop and digital crypto-currencies like FairCoin. The goal is to replace the present profit-oriented economic system with one centered around fairness, ideas of cooperation, and environmental sustainability. The aim of the event hosted by the Cooperativist Society is to raise awareness, share knowledge, and spread information concerning the use of FairCoin and other aspects of the circular economy’s network structures, as well as to help establish and strengthen local initiatives, incubating new cooperative projects and sharing new potential ideas.

It is, after all, necessary to move past rhetoric and build practical and viable alternatives to today’s financial establishment. In the specific case of Greece and the political issues concerning the threat of a so-called Grexit, any radical movement will have to think very seriously about economic alternatives to the Euro, and, more broadly, to present concrete and coherent choices instead of the austerity-driven, export-dominated, and ecologically unsustainable course of the “official” Greek economy. If leaving the eurozone implies total economic chaos and dislocation, it is clear that, for lack of an alternative, Greece will be trapped in the vicious cycle of further austerity. Ultimately, the brakes will be put on any form of serious social resistance. Solving this difficulty implies thinking about different currencies instead of relying on the Euro, ways of living and thinking that are different from the consumerism of the establishment, and progressing in the social direction advocated by cooperative ecosystems like FairCoop.

The two days of events will focus on practice, on learning to build your cooperative project, on meeting and collaborating with others with the same interests, on learning how to use FairCoin as a digital currency for a fair economy, and on creating a process within which a circular economy in Athens and beyond could become a reality.

You are welcome!

Program

Friday March 17, 2017
4–9 pm

4–4:55 pm
Introduction to the concept of circular economies

5–6:55 pm
Open cooperation tools: members of the Open Collaborative Platform (OCP) showcase projects and speak about economic management within an ecosystem
Cooperative incubator: open space to share ideas for cooperative projects (artist cooperatives, Fairbnb, and more)

7:10—9 pm
Cooperative incubator: legal coop framework in Greece
FreedomCoop: general introduction

Circular economy
FairCoin: Wallet Party. Bring your phone or your laptop (the event will be repeated on Saturday)

Saturday March 18, 2017
11 am–8 pm

11 am–12:45 pm
Circular economy mapping: add your project to the map

11 am–3 pm
Cooperative incubator: open development meetings for selected projects

1–3 pm
FairCoin: Wallet Party. Bring your phone or your laptop

4–5:45 pm
Open cooperation tools: OCP (Open Collaborative Platform), learn to configure your project
Circular economy: Fairpay cards and POS workshop

6 pm
Cooperative incubator and circular economy: plenary, conclusions, synergies, and planning of follow up meetings


PLETORA por Hôtel Beau Rivage & Paula Dykstra

20161123_212944

Quarta-feira, dia 30 novembro
As 20h

PLETORA
Wi-Fi, Filmes & mais
Na rua Benjamin Constant, em frente do 131

“Pode ser um corpo com uma história, um corpo como história, uma história que está viajando e que chega em lugares diferentes. Um corpo usado, um corpo abusado, um corpo cego, um corpo destruído. Um corpo que resiste, que tá ali ainda…”
Lia Rodrigues
PLETORA nasce do desejo de apresentar imagens em movimento fora dos espaços normalmente dedicados à sua apresentação e de trabalhar apenas com filmes disponíveis na internet.
Um esboço proposto por Hôtel Beau Rivage & Paula Dykstra
Com as mãos criadoras da Julia Retz e Soledad Leon


Pedro Cesarino

PC1-1

Quarta-feira dia 20 de abril as 19:30

Pedro de Niemeyer Cesarino

Heterotopias corporais contemporâneas”.

Pedro de Niemeyer Cesarino é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP.
É autor de Oniska, poética do xamanismo na Amazônia (Perspectiva, 2011) e Quando
a terra deixou de falar – cantos da mitologia marubo (Editora 34, 2013), entre outras publicações.


Andrew de Freitas

andrew

Quinta-feira dia 19 de novembero as 19:30

Andrew de Freitas

 

O projeto vai começar pontualmente as 19:30 no CAPACETE. O event é móvel e as projeções acontecerão em diferentes localidades. Chegue na hora para power gazer part do event como um todo – quem chegar depois das 20:30 vai ter sue user o telephone para localizar a festa (números serão revelados no dia).

[100 minutes total  video, in English and French with Portuguese subtitles.]

TEASER: https://www.youtube.com/watch?v=6vXPyx3KLdc

Collaboratively produced between Canada, Germany, Brazil, YouTube, Portugal, Morocco, and the United States of America, The Bends is an attempt to scuba dive from sense to meaning and back again. The piece has been in development since 2014, initially as a Virtual Reality experience. This event will be a public premier of the film component – 11 non-sequential chapters, using video as a means of navigating the numerous, various, simultaneous layers of everyday perception and feeling.

The Bends is a celebratory open wound produced by Andrew de Freitas. This event will also feature a collaboration with Lucas Sargentelli in the form of an interactive audio experiment.

————-

Andrew de Freitas do Nova Zelândia é participante do programa do CAPACETE 2015

————-

Leituras sugeridas

Pasolini, ‘ab-joi’ in“Cinéastes de notre temps – Pasolini l’enragé” (1966) – [From 44m07s] –https://vimeo.com/141251167

amanda baggs – “in my language” – https://www.youtube.com/watch?v=JnylM1hI2jc

“Locomotory stereotypy in two captive red foxes” – https://www.youtube.com/watch?v=gAtLZL06z94

The Undersea World of Jacques Cousteau – “Secrets of the Sunken Caves” –https://www.youtube.com/watch?v=hM9pa5JQmz0

jessica cerretani – “Extrasensory perceptions” – https://hms.harvard.edu/news/harvard-medicine/extra-sensory-perceptions

Wikipedia – “decompression sickness” – https://en.wikipedia.org/wiki/Decompression_sickness


Dieter Roelstraete

dieter

Sexta-feira de 13 de novembro as 19:30

DIETER ROELSTRAETE é membro do time curatorial convocado por Adam Szymczyk para organizer a Documenta 14, program ado  para abrir em Athenas na primavera de 2017. De 2012 a 2015 els foi o Manilow Senior Curator at the Museum of Contemporary Art Chicago, e de 2004 a 2011 els era o curator no Antwerp museum of contemporary art M HKA, once els organizou A Rua: Rio de Janeiro & the Spirit of the Street, entre outras exposições. Ele é treinado como filósofo e tem escrito sobre arte contemporanea e assuntos filosóficos relacionados as artes em diferentes publicações.

Leituras sugeridas

1a. quentin meillassoux, “after finitude”
1b. simon critchley, “the faith of the faithless”
should be kind of read together.
2a. david joselit, “after art”
could be read along with
2b. maurizio lazzarato, “signs and machines”
to lead us to a discussion of
3. karl ove knausgaard, “my struggle”

Julien Bismuth

julien bismuth2

Quinta-feira dia 5 de novembro as 19:30

Receitas

Por Julien Bismuth

Participação no fogão: Daniel Steegman Mangaré (paelha) e Jorge Menna Barreto (sorvetes)

——-

French artist Julien Bismuth (*1973, lives in New York and Paris) works at the interface of visual art and literature. Most of his oeuvre builds on texts found or penned by the artist. Bismuth’s approach combines words with objects, photographs and film material, integrating them within collages, installations, performances, and video works. Bismuth also founded an independent publishing house Devonian Press together with Jean-Pascal Flavien in 2005. He has recently published three books with Motto in Berlin. His work has been shown in venues including the Tate Modern, Kunsthalle Wien, Schirn Kunsthalle Frankfurt, CRAC Alsace, Bloomberg Space London, ICA Philadelphia, the Palais de Tokyo, and the IAC in Villeurbanne.


Excavating the Anthropocene in Amazonia: Archaeology and Climate Science as Politics

paulo tavares

Sexta-feira dia 30 e sábado dia 31 de outubro – Seminario com projeções (em ingles)

Excavating the Anthropocene in Amazonia: Archaeology and Climate Science as Politics

——–

Sexta-feira dia 30 (em ingles)

14:00: Archaeologia como ciência política, palestra de Eduardo Neves (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP)

Eduardo Goes Neves is Professor of archaeology at the Museum of Archaeology and Etnology at the University of São Paulo, and a leading researcher working in Amazonia. He co-curated the exhibition and catalogue Unknown Amazon: Culture in Nature in Ancient Brazil, British Museum, 2001.

17:30hs: Forensis in Amazonia (presentation/discussion with Eduardo Neves, Eduardo Cadava, Eyal Weizman, Paulo Tavares, Armin Linke, Princeton Students and Capacete)

19:30: Projeção do filme Serras da Desordem (2006) de Andrea Tonacci,

Teremos comida e bebida  oferecida a preços módicos

——-

Sábado dia 31 (em ingles)

14:00: Amazonia in the Earth System: Impacts of climate change in Amazonia, palestra por Paulo Artaxo (climate scientist, University of São Paulo, UN-IPCC)

 Paulo Artaxo is Professor of Environmental Physics at the University of São Paulo (Brazil). He is a member of the IPCC Working group, and has participated in several major international research efforts, such as IGBP, IGAC, CACGP, IPCC, WMO and others. He has received several awards, among them the title of Doctorate of Philosophy Honoris Causa of the University of Stockholm, Sweden.

19:30: Projeção do filme Corumbiara (2009) de Vincent Carelli

Teremos comida e bebida  oferecida a preços módicos

—-

leituras sugeridas

Eduardo Neves, What is Marginal? Archaeology as political science in ancient Amazonia

 Michael Heckenberger and Eduardo Neves, Amazonian Archaeology, http://www.annualreviews.org/doi/abs/10.1146/annurev-anthro-091908-164310

 C. Roosevelt, The Amazon and the Anthropocene: 13,000 years of human influence in a tropical rainforest, http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2213305414000241

 Paulo Artaxo, The Amazon Basin in Transition, http://www.mara-stream.org/wp-content/uploads/2015/09/NATURE_2012-The-Amazon-Basin-in-Transition.pdf

Paulo Artaxao, Air quality and human health improvements from reductions in deforestation-related fire in Brazil

 Déborah Danowski and Eduardo Viveiros de Castro, Is there any world to come?, http://supercommunity.e-flux.com/authors/deborah-danowski/

 Marison de la Cadena, Uncomming Nature, http://supercommunity.e-flux.com/authors/marisol-de-la-cadena/

 

 


Laura Burocco

Laura burro

Quinta-feira 29 de outubro às 19:30

Laura Burocco: The Creative Control: Rio & Joburg

 

Conversa pública com a pesquisadora Laura Burocco, num encontro regado a cozinha sul-Africana preparado por Refilwe Nkomo e Kasia Anna

Laura Burocco investiga a criatividade como um dispositivo de controle nas cidades do Rio de Janeiro e de Johannesburg, consideradas duas novas cidades criativas no Sul Global. Através de dois projetos de revitalização urbana (Porto Maravilha e Maboneng), a pesquisadora analisa a homogeneização dos espaços e a neutralização da experiência urbana que esta sendo promovida neles. Além das formas que a espetacularização da cidade pode se tornar uma forma de bio poder exercitado sobre as vidas das pessoas que habitam estes espaços.

O projeto de doutorado tem origem em dois estudos anteriores: “Do Porto Maravilha as Olimpíadas 2016: analise do olhar ao Porto do Rio de Janeiro” (2008) UERJ Rio de Janeiro (pós em Sociologia Urbana)| “People’s Place in the World Class City: the case of Braamfontein’s Inner City Regeneration Project” (2013) WITS Johannesburg (dissertação em Planejamento Urbano). A Trilogia da Gentrificação: Joburg | Milano | Rio de Janeiro, é um projeto de pesquisa acadêmica e de prática artística apresentada em diferentes etapas: a primeira em Braamopoly, Room Gallery, Johannesburg 2013; a segunda etapa (em andamento): Isola Art Center, Milano 2015; e a terceira etapa (em pensamento) a ser realizada no Rio de Janeiro.


Laura Burocco (1974) é pesquisadora em Políticas Urbanas e Desenvolvimento. É formada em Direito pela Universidade de Milão, possui especialização em Políticas Internacionais e Desenvolvimento pela Universidade de Roma, pós-graduação em Sociologia Urbana pela Universidade Estadual de Rio de Janeiro UERJ e um MBE Master in Housing – Building Environment pela Witwatersrand University de Johannesburg WITS. Entre 2004 e 2011 coordenou no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE um projeto de cooperação internacional voltado ao reforço de participação comunitaria com foco especial nas temáticas de gênero e direito à moradia. Entre 2012 e 2014, residiu em Johannesburg atuando no IBSA Working Group in Human Settlements do South African Cities Network – Sacities, programa financiado pelo Banco Mundial e City Alliance. Està desenvolvendo um projeto entre Sul Africa, Italia e Brasil “Trilogia da Gentrificação”, que começou em 2013 com a exposição individual “Braamopoly” realizada na Room Art Gallery de Johannesburg. Atualmente é doutoranda pela ECO/UFRJ, aonde integra o LabTec. Sua área de pesquisa: desenvolvimento urbano, criatividade e vigilância, açoes coletivas e cidadania insurgente, intervenções políticas em arte publica.

//English Version//

The PHD project investigates and attempts to understand creativity as a control device in the cities of Rio de Janeiro (Brazil) and Johannesburg (South Africa), considered two new creative cities in the Global South. Through two projects of urban revitalization [Porto Maravilha (Rio) and Maboneng (Joburg)] it analyzes the homogenization of spaces and the neutralization of the urban experience that is propagated through such spaces. Finally the researcher interrogates the ways that spectacularization of and in the city can become a form of bio-power exercised over the lives of the people who inhabit these spaces.

The project originates from two previous studies: “From the Porto Maravilha Olympics 2016: An Analytical Look at the Port of Rio de Janeiro” (2008) UERJ Rio de Janeiro-Post in Urban Sociology | “People’s Place in the World Class City: The Case of Braamfontein’s Inner City Regeneration Project” (2013) WITS Johannesburg Master in Urban Planning

The project is part of an academic research and artistic practice called Trilogy of Gentrification: Joburg | Milano | Rio de Janeiro. First step: Braamopoly, Room Gallery, Johannesburg 2013; Second stage (in progress): Isola Art Center, Milano 2015; Third stage (in thought): Rio de Janeiro


Laura Burocco (1974) is a researcher in Urban Policy and Development. She graduated in Law from the University of Milan, with a specialization in International Policy and Development at the University of Rome, postgraduate studies in Urban Sociology at the State University of Rio de Janeiro UERJ and an MBE Master in Housing – Building Environment by Witwatersrand University in Johannesburg WITS . Between 2004 and 2011 she coordinated at the Brazilian Institute of Social and Economic Analyses – IBASE an international cooperation project aimed at strengthening communal participation with a special focus on gender and housing rights. Between 2012 and 2014, she resided in Johannesburg acting in the IBSA Working Group in Human Settlements of the South African Cities Network – Sacities, program financed by the World Bank and City Alliance. She is currently developing a project between South Africa, Italy and Brazil “Gentrification Trilogy” which began in 2013 with the solo exhibition “Braamopoly” held in Room Art Gallery in Johannesburg. She is currently a doctoral student by the ECO / UFRJ, which forms part of the LabTech. Her areas of research: urban development, creativity and surveillance, collective actions and insurgent citizenship, political interventions in public art.


Peter Pal Pelbart

peter pal pelbart

Quinta-feira dia 8 de outubro as 19:30

Peter Pal Pelbart

Palestra: Linhas de errância

bio do Deligny
Conhecido na França como pedagogo, Fernand Deligny (1913–1996) preferia ser chamado “poeta e etólogo”. Durante mais de cinquenta anos trabalhou na isolada região francesa das Cevanas, num centro de acolhimento informal de crianças que não se adaptavam à sociedade: crianças delinquentes, psicóticas, autistas ou, nas palavras do pensador, simplesmente “crianças à parte”. Deligny preferia o termo “etólogo” à educador pois o utilizava como imagem para a sua forma de atuar, buscando, a todo momento, novas maneiras de dar a essas crianças uma oportunidade de sobreviverem em uma sociedade excludente e normativa. Seu método questionava a centralidade da linguagem, a educação formal e o emprego caricatural das teorias freudianas. Repudiava qualquer tipo de encarceramento, preferindo a criação de circunstâncias e de espaços para trocas e encontros. Para dar voz àqueles que são carentes de linguagem e comunicação verbal, Deligny inventou um sistema de transcrição que considerava uma das suas principais contribuições, espécie de cartografia sobre papel na qual registrava os percursos “espontâneos” da criança autista, seus hábitos, gestos e percepções, livres de qualquer desejo de representação. É desse fora da linguagem cotidiana, numa espécie de linguagem do infinitivo, sem sujeito, que o autor francês rompeu com os paradigmas de sua época e criou uma antropologia alternativa, política, a qual inventou incessantemente formas inéditas de viver junto. Por esse e por tantos outros motivos é que sua obra desperta um interesse crescente, não só em clínicos e educadores, mas também em literatos, artistas e filósofos
A prática da escrita foi uma constante na vida de Deligny e o laboratório permanente de sua atuação como educador. Escreveu mais de uma centena de ensaios, artigos, scripts e contos que se somam a fotografias, desenhos, mapas e filmes, entre os quais Ce gamim, là (1976) e Le moindre geste (1971). Em 2007, Sandra Alvarez de Toledo reuniu e publicou num volume imponente parte significativa da produção textual do pensador (Ouvres, Paris: L’Archanéen, 1850 pps.).

sobre o livro O aracniano, a ser lançado
Como existir aos olhos daqueles que não nos olham?
A partir de sua experiência singular no cuidado de crianças autistas, o poeta e pedagogo francês Fernand Deligny tateia outros modos de vida: abertos a circunstâncias, repletos de entrecruzamentos, trocas e encontros — um viver em rede, como numa espécie de teia de aranha. Não à toa, Deligny deixou sua marca na obra de Gilles Deleuze e Félix Guattari,  sobretudo no conceito de rizoma. Ao longo dos 15 ensaios desta coletânea — organizada por Sandra de Toledo e com posfácio do filósofo Bertrand Ogilvie — é possível vislumbrar a radicalidade de seu pensamento,  tanto através de sua escrita poética, aforística e aguda; quanto através de suas cartografias — um dispositivo astucioso para desbancar a primazia da linguagem. É nessa abordagem não invasiva, sem interpretação nem “interpelação”, numa distância deliberada em relação à psicanálise, que Deligny percorre o espaço-tempo silencioso no qual habitam crianças que não falam, que vibram diante do brilho da água e que agarram as abelhas pelas asas, sem machucá-las.

Peter Pál Pelbart é professor titular de filosofia na PUC-SP. Escreveu principalmente sobre loucura, tempo, subjetividade e biopolítica. Publicou O Tempo não-reconciliado (Perspectiva), Vida Capital (Iluminuras) e mais recentemente, O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento (n-1 edições), entre outros. Traduziu várias obras de Gilles Deleuze. É membro da Cia Teatral Ueinzz, e coeditor da n-1 edições.


Bik van der Pol

Bik van der Pol

Quinta-feira dia 1 de outubro as 19:30

Bik van der Pol

We will talk about Turning a blind eye, a programme of public workshops, events, lectures and walks during the 31st Biennale of Sao Paulo (2014) that explores different notions of the `unseen´ (the non-visible and the non-existent), and the ways in which we look at things or choose what we look at. Departing from recent events in Brazil and worldwide, the program seeked to investigate the idea of ‘publicness’ and the tensions that arise from increasing exploitation of urban and natural space.
Turning a blind eye emphasized on the temporary visibility, the ‘visible bundling’ of learning practice as the production of future capital, united in a temporary structure that not only accommodates these dynamics but also renders them visible, both as an image literally reflecting the energy going on as well as on the value of participation; a space where learning, leisure, hanging out and around and focused experiences are anticipated in continuous change. The spaces of the school were loosely ‘marked’ by a continuously transforming theatrical and performative element, a full size live-scoreboard that functions as display and stage set, animated live by activators follows the developments of the Biennale and invited the publics to become participants.Bik Van der Pol invited several universities and organisations, such as PUC, Escola da Cidade, Parque Augusta, and others, as well as the students of the School of Missing Studies to engage with the program.
Above, aside and intertwined, they will, through a few examples of their work, unfold how site-sensivity and learning is related to  their artistic practice.

———

Reading suggestions

Guattari, Three Ecologies
http://www.amielandmelburn.org.uk/collections/newformations/08_131.pdf (or the longer version here: http://monoskop.org/images/4/44/Guattari_Felix_The_Three_Ecologies.pdf)
Bruno Latour, Agency at the time of the Anthropocene
http://www.bruno-latour.fr/sites/default/files/128-FELSKI-HOLBERG-NLH-FINAL.pdf
Bernd Scherer, The Monsters
On the concept of history, Walter Benjamin
https://www.marxists.org/reference/archive/benjamin/1940/history.htm
Toward a Lexicon of Usership
A Lexicon as a Tool. Download from: http://museumarteutil.net/tools/
———–

Bik Van der Pol work collectively since 1995. They live and work in Rotterdam (NL) Through their practice they aim to articulate and understand how art can produce a public sphere, and to create space for speculation and imagination. This includes forms of mediation through which publicness is not only defined but also created. Their working method is based on co-operation and research methods of how to activate situations as to create a platform for various kinds of communicative activities.
Bik Van der Pol’s  mode of working consists of setting up the conditions for encounter, where they develop a process of working that allow for continuous reconfigurations of places, histories and publics. Their practice is collaborative where dialogue is used as a mode of transfer, understood in its etymological meaning of “a speech across or between two or more people, out of which may emerge new understandings” or “passing through”1. In fact, they consider the element of “passing through” as vital. It is temporal, implying action and the development of new forms of discourse. Their collaborative practice is both instigator and result of this method.

Recent shows and projects include:
The Power Plant, Toronto (Can); PAMM (Perez Art Museum) Miami, Jakarta Biennale, Mauritius Pavillion, Venice Bienal; Future Light, MAK, Vienna; Decolonized Skies, ADNPlatform, Barcelona (2015); Public art project, Ternitz (Austria), 31st Sao Paulo Bienale, Sao Paulo; Museum of Arte Util, Van Abbe Museum, Eindhoven; The Crime Was Almost Perfect*, Witte de With Centre for Contemporary Art, Rotterdam, Apex Art ,Decolonised Skies, NYC, CAFA Art Museum, The Missing Stories, Beijng, The Part In The Story, Witte de With Centre for Contemporary Art, Rotterdam, The Crime was almost Perfect, PAC Padiglione d’Arte Contemporanea. Milano (it) (2014); 25 years City Collections, Museum Boymans van Beuningen Rotterdam, Biennale of Mercosul, Porto Alegre, Brazil, Call of the Mall, project for Hoog Catarijne, Utrecht, CAPACETE entretenimentos ROAD/BOAT 3.1.8 at  the school Xapomi, Amazon, Brazil (2013); You talking to me? 98Weeks (Beirut, Lebanon); Between a Rock and a Hard Place, Sudbury (Ca), Musagetes (2012); Living As Form, Creative Time, New York ; Accumulate, Collect, Show, Frieze Projects, Frieze Art Fair, London; (2011); Are you really sure a floor can’t also be a ceiling? ENEL Award 2010, MACRO museum, Rome (2010). It isn’t what it used to be and will never be again, CCA Glasgow; Xth Lyon Bienniale, Lyon (2009); Plug In 28, Pay Attention, Act 1, 2, 3, Van Abbe Museum, Eindhoven (2008); Xth Istanbul Biennale ; Fly Me To The Moon, Rijksmuseum, Amsterdam (2007); Secession, Vienna (2005)
Publications:
What if the moon were just a jump away? Published by Bik Van der Pol and Labin Imprint/Jan van Eijck Academie (2013); As Above, So Below (2011), published by Bik Van der Pol; It isn’t what it used to be and will never be again (2009), published by CCA Glasgow; Public Arena (2009), published by Bik Van der Pol/Context3, Dublin; Catching Some Air (2002), published by Henry Moore InstituteWith Love From The Kichen (2005), 010 publishers; Past Imperfect (2005, 2007), published by CascoProjects; Fly Me To The Moon (2006), published by Sternberg Press ; The Lost Moment (2007), self-published
Curated: Deze sokken niet wit, Van Abbemuseum (2012); Too late, too little, (and how) to fail gracefully, Kunstfort Asperen, ww.kunstfortasperen.nl (2011); Neverodoreven (2009) Piet Zwart institute in Rotterdam ; Plug In, collection Van Abbe Museum, Eindhoven (2007-2009); I’ve got something in my eye, collection Marie Louise Hessel Museum/CCS Bard (2008); Teasing Minds, Kunstverein Munich (2004); Married By Powers TENT/collection Frac Nord Pas Calais, Dunkerque (2002). Bik Van der Pol ran the temporary Master program The School of Missing Studies (2013-2015 at Sandberg Institute, Amsterdam). They are advisors at the Jan van Eijck Academy in Maastricht. Liesbeth Bik is an advisor at The Appel ICP (Amsterdam), and a tutor at Piet Zwart Institute (Rotterdam).


Jarbas Lopes, Ducha e Marssares

marssares maquina 3 23:04

Quinta-feira dia 24 de setembro as 19:30

Jarbas Lopes, Ducha e Marssares

 

 

JARBAS LOPES
Nasceu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, 1964
Vive e trabalha em Marica, Rio de Janeiro, Brasil
Bacharel em escultura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio deJaneiro.

Exposições Individuais
2015 – Elastica, Galeria Andrea Baginski, Lisboa – 2013 – A line – Park Central – Jack Tilton Gallery,  New York  – Vamos a Marte, Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro – 2010 – A Line, Jack Titon Gallery, New York – 2009  Padedeu, galeria Luisa Strina, Sao Paulo – 2008  Estacao Cicloviaerea, Centro Cultural Sao Paulo e Galeria A Gentil Carioca – 2007  Novas Utopias,  – MAMAM – Recife – PE – Brasil – 2007   Cicloviaérea- ASU Museum of Art, Phoenix, Arizona, USA –

Exposições Coletivas
2015 – Bonne Chance, CRAC Alsace, Altkirch – Franca – 2014 – Expo 1 , MAM, Rio de Janeiro – 2011 XXI Bienal de Lyon, Franca – 32 Panorama da arte Brasileira, MAM , Sao Paulo – 2009  look.look.again., The Aldrich Contemporary Art Museum, USA – 2008  Somethink for Nothink, CAC, New Orleans, USA – 2008 Gwangju Biennial, Korea – 2006  27a. Bienal de São Paulo  – SP, Brasil – 2003  Octava Bienal de La Habana, Cuba – “Materia Prima”, Novo Museu, Curitiba, Brasil

Coleções selecionadas
MOMA , Museum of Modern Art, New York , USA – Instituto Cultural Ilhotim, Minas Gerais – Bronx Museum of the Art, New York, USA – Museum Victoria  Albert Museum, Londres – Arizona State University Museum – The Cisneros Fontanals Art Foundation – Henry Moore Foundation, Londres – Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM, Rio de Janeiro – Coleção Ester Emílio Carlos, Rio de Janeiro – Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais – Funarte


Arto Lindsay e Anri Sala

anri salaarto lindsay

Quinta-feira dia 3 de setembro as 19:30

Arto Lindsay e Anri Sala

AL é músico e artista Norte Americano q mora no Rio de Janeiro.
AS é artista Albanês que mora em Berlim.
Anri é um artista cuja matéria de trabalho muitas vezes é a música. Acaba conseguindo, entre outros resultados, música. Arto é músico que usa estratégias vindos das artes na sua música. Acaba proporcionando uma experiência de arte.
O diálogo no Capacete é um a continuação duma conversa de vários anos  sobre estruturas da música, de nacionalidades, e dos trabalhos de artistas  amigos que os dois tem em comum.
—–
Arto Lindsay nascido em Richmond, Virginia, EUA, 1953 vive e trabalha no Rio de Janeiro
Arto Lindsay é artista. Compositor, produtor e performer, gravou onze discos solo e diversos outros com as bandas DNA, Lounge Lizards, Golden Palominos e Ambitious Lovers. Produziu discos e faixas de Caetano Veloso, Marisa Monte, Laurie Anderson, David Byrne, entre outros. Colaborou com artistas visuais, tais como Vito Acconci (na performance “Women’s Business” no The Kitchen, NYC), Dominique Gonzalez­Foerster (na instalação “1958” na Tate Modern em 2009), Rirkrit Tiravanija ( “What Are We Doing Here?”, apresentado em Manchester e Basel). Arto realiza instalações, tais como “Noise Mass”( Milão), “I’ll Bring the Thunder” (Musée d’Art Moderne de la Ville Paris e no Multiplicidade/ Oi Futuro no Rio de Janeiro, 2009) e “Segure Este Andamento” (Inhotim, 2009). Recentemente, o artista vem juntando música, tecnologia, coreografia e elementos alegóricos no formato de desfile de rua. O primeiro, “De Lama Lâmina”, foi feito em parceria com Matthew Barney (Salvador, 2004), seguido por “I Am a Man” (Frankfurt, 2008), “Multinaural [Blackout] (Bienal de Veneza, 2009) e “Somewhere I Read” (Nova York, 2009). Participou ainda das exposições “Everstill ­ Siempretodavía”, curadoria de Hans Ulrich Obrist (Granada, 2007/2008); “Tropicalia”, curadoria de Carlos Basualdo (MAC Chicago, MAM­RJ, 2005/2006) e “Tristes Tropiques”, curadoria de Pablo Leon de la Barra (Lisboa, 2010).
———–
sugestão de leituras: 
Ta Nahesii Coates    Between the world and me
Maggie Nelson   Art of cruelty
Anne Carson An Oresteia: Agamemnon by Aiskhylos; Elektra by Sophokles; Orestes by Euripides


Ingrid Hapke e Wouter Osterholt

Die Rapper Pxcentro-da-barra

Quinta-feira dia 20 de agosto as 19:30

Ingrid Hapke e Wouter Osterholt

Territórios contestados

O titulo resume duas palestras que enfocam distintas batalhas culturais e territoriais que tem ao seu modo grande importância no Brasil da atualidade.
Ingrid Hapke apresenta resultados da sua pesquisa acadêmica sobre o movimento atual da literatura marginal/ periférica de São Paulo. Quando a periferia invade o centro: Batalhas culturais na literatura brasileira contemporânea.
Wouter Osterholt apresenta a pesquisa artística Paraíso Ocupado sobre a primeira Urbanizacão da Barra da Tijuca.

Quando a periferia invade o centro

Ingrid Hapke falará sobre o movimento da literatura marginal/periférica contemporâneo que toma lugar principalmente nas periferias de São Paulo desde o final dos anos 90. É uma literatura feita por autores que antes foram excluídos do campo cultural  brasileiro e que agora escrevem e publicam, sem mediação, na sua própria linguagem, sobre temáticas que antes pouco interessavam. 

Como as práticas literárias vão muito mais além do papel ou do livro impresso, é preciso também de  abranger o contexto e as práticas específicas de divulgação e publicação, como o sarau (“palcos abertos”) nos bares da periferia, o blog e as editoras alternativas.
Partindo das caracteristicas performáticas e de intervenção desta literatura,  pretendem-se pensar  mudanças na produção estética e nos conceitos de literatura e da arte.

Paraíso Ocupado 

The presentation by Wouter Osterholt will shed light on the different stages of the Paraíso Ocupado project and its future ambition. The work in progress aims to revive a little-known architectural plan designed by Oscar Niemeyer, called Centro da Barra. This urban center was part of Lucio Costa’s master plan for Barra da Tijuca, a neighborhood in the South West zone of Rio de Janeiro. In this integrated city a varied composition of different social classes would live together. Major construction began in the late 1960s, and soon Barra da Tijuca turned into an urban El Dorado for real estate developers. Amid rampant speculation and endemic corruption, the project failed, the natural landscape got polluted and the neighborhood became a fortress of gated communities for Rio’s nouveau riche. Many of the proposed public facilities were never realized and almost everything got privatized. From a diversified neighborhood on the drawing board to a fortress of gated communities in reality, Barra da Tijuca symbolizes the takeover of private profits over public interests.

With Barra as the main center for the Olympic games it seems that history repeats itself. Over the last few years land prices have tripled and Barra is again being sold as the new paradise in similar ways as in the early seventies. As recent history shows no end to the fraudulent scams in the real estate market. the project proposes a permanent awareness of the corruption and lack of transparancy by proposing the construction of a museum dedicated to the failure of Centro da Barra. The collection of the museum is planned to consist of documents found in an abandoned archive left behind in a vacant tower in Barra.

In the end the connection -consisting of a territorial battle that manifests itself in different ways- between these two seemingly very different projects will be discussed.Also the role of the researchers/ artists and their venture into/ intervention in foreign and conflictive territories shall be reflected upon.

Paraíso Ocupado is a work in progress initiated by the artists Wouter Osterholt and Elke Uitentuis during a stay at Capacete in Rio de Janeiro in 2010. The project is further developed in close collaboration with Raphi Soifer and Ingrid Hapke. It is made possible with financial support of the Mondriaan Foundation and the Federal State of Berlin. In 2016 the project will be exhibited in Studio X Rio together with a publication (Onomatopee).

—–

Mini-Bios
Wouter Osterholt develops site-specific projects in which he explores the public sphere as a domain where different communities collide. By adopting a research approach similar to investigative journalism, he seeks to reveal and unravel conflicting interests that define local politics and the organization of the public. Through direct interaction with people, both bystanders and those immediately involved, the artist opens up delicate topics of debate. As a result his projects often take the shape of a public platform that activates individuals to articulate their personal relation to the political. It seeks to exceed the parameters of public dialogue and politics by entering the realm of imagination, unexpressed thoughts and dreams.


Ingrid Hapke
é pesquisadora da àrea de Letras, autora. intérprete e traductora. 

Passou um ano e meio fazendo pesquisa de campo nas periferias paulistanas e escreveu a sua tese de doutorado sobre o actual movimento da literatura marginal/ periférica de São Paulo na Universidade de Hamburgo/ Alemanha. Em 2013 organizou junto ao colectivo cultural Urban Artitude a primeira Semana de Literatura Marginal/periférica na Alemanha. Em 2015 será publicado Polifonias Marginais (Aeroplano Ed.) em colaboração com pesquisadores do Brasil e da Argentina reunindo as entrevistas editadas dos autores com actores e autores dos movimentos literários negros e marginais. Colabora com Wouter Osterholt em distintos projeitos artísticos.

 


Wendelien van Oldenborgh

bete daisy
Quinta-feira 13 de Agosto as 19:30
Wendelien van Oldenborgh will talk about Bete & Deise (2012) and more recent works and want to address some questions regarding method of production. These are on the one hand related to performance: What occurs in front of the camera? Which role does the camera play? And there are also questions of how forms of politics are worked out through a piece and how ethics and politics are part of a production method.
The production process, especially the moment of the shoot, are ways to look into a question, to elaborate issues and to learn about things and people whose knowledge I do not and cannot have. One could say that the production process is the proper research process. I woud like to see this process as polyphonic, open and relational and at the same time very structured.
Wendelien van Oldenborgh develops works, whereby the cinematic format is used as a methodology for production and as the basic language for various forms of presentation. She often uses the format of a public film shoot, collaborating with participants in different scenarios, to co-produce a script and orientate the work towards its final outcome. With these works, which look at the structures that form and hinder us, she participated in various large biennials, and in smaller dedicated shows. Recent presentations include Form Left to Night (2015), solo at The Showroom London, Beauty and the Right to the Ugly (2014)  at the Berlinale Forum Expanded 2015, Collective Gallery Edinburgh 2015 and in van Abbemuseum, in ‘Confessions of the Imperfect’ 2014; La Javanaise at CAPC Bordeaux 2015, the 12th Biennial of Cuenca (EC) (2014); Après la reprise, la prise in ‘Blue Times’, Kunsthalle Wien 2014 and  ‘Art Turning Left’, Tate Liverpool 2013; Cinema Bete & Deise in ‘Dear Art’ by What How and for Whom, Calvert 22, London 2013;  Supposing I love you. And you also love me (2011) in ‘Speech Matters’, Danish Pavilion, Venice Biennial 2011. Van Oldenborgh has exhibited widely including in RAW Material Company Dakar (SN) van Abbemuseum Eindhoven (NL), Muhka Antwerp (B), Generali Foundation Vienna and Museum Muzeum Sztuki in Lodz (PL) as well as the 2nd Biennial of Kochi-Muziris 2014, 4rth Moscow Biennial 2011, the 29e Bienal de Sao Paulo 2010 and at the 11th Istanbul Biennial 2009. In 2014 she was the recipient of the prestigious Heineken Prize for the Arts, presented by the Royal Dutch Academy of Sciences.

Ricardo Basbaum

ricardo bsbaum

Quarta-feira dia 24 de junho as 19:30

“a produção de si como artista” em 4 vídeos

Ocupar um lugar como artista no tecido social implica em experimentar e administrar um ‘intervalo’ entre a ‘construção de si’ e a ‘construção de si como artista’ – nos termos da produção de um sujeito coletivo mas, sobretudo, em deixar-se ser constituído através de uma alteridade social e seus jogos de legitimação da figura do artista. Está em permanente negociação a produção de uma ‘imagem do artista’ – que se é ou se quer ser, que nos captura, ou mesmo nos coloca em fuga. É importante que se perceba que há diferentes modelos de artista sendo exercidos a cada momento.

Vídeos:
1. Egoclip 14’49” (1985)
Entre 1981 e 1990 os artistas Alexandre Dacosta e Ricardo Basbaum formaram a Dupla Especializada, realizando uma série de ações, performances e intervenções, dentro do projeto de “intervir em meios de comunicação de massa”.

2. É a questão? 10’48” (1987-1991)
Uma logomarca simples, na forma de um Olho, é disseminada pelo campus da Universidade, através da utilização de suportes como cartazes e filipetas. Este vídeo registra o trabalho desenvolvido por Ricardo Basbaum em sua temporada como artista-residente na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de abril a novembro de 1987.

3. E: anotações sobre contatos com: re-projetando + sistema-cinema + superpronome 24’00” (2003) Ações do projeto eu-você: coreografias, jogos e exercícios ocorrem em diversos espaços da Uerj, em conjunto com uma exposição individual de Ricardo Basbaum.

4. sistema-cinema: série membranosa 21’39” (2009)
Quatro câmeras de circuito fechado instaladas no hall de entrada do mam-sp.

Algumas referências:
– Michel Foucault, O Governo de Si e dos Outros, São Paulo, Martins Fontes, 2010.
____. ”About the beginning of the hermeneutics of the self – two lectures at Dartmouth”, Political Theory, Vol. 21,

nº 2, maio 1993, pp. 198-227.
– Allan Kaprow, “The education of the un-artist, part I, part II, part III”, Essays on the blurring of art and life, Berkeley, University of California Press, 1993.

– Francisco Ortega, Para uma política da amizade: Arendt, Derrida, Foucault, Rio de Janeiro, Relume-Dumará,2002.
– Vilém Flusser, “Texto/imagem enquanto dinâmica do Ocidente”, Rio de Janeiro, Cadernos Rioarte.

– Gilles Deleuze, “Décima Oitava Série: das três imagens dos filósofos”, Lógica do Sentido, São Paulo, Perspectiva, 1974.

– Ricardo Basbaum, Manual do artista-etc, Rio de Janeiro, Azougue, 2013.

– rbtxt.wordpress.com

– www.nbp.pro.br

Ricardo Basbaum é artista e atua a partir da investigação da arte como dispositivo de relação e articulação entre experiência sensória, sociabilidade e linguagem – suas ações se dão no limite de uma abordagem comunicativa para impulsionar a circulação de ações e formas. Tem desenvolvido um vocabulário específico para seu
trabalho, aplicado de modo particular a cada novo projeto. Gosta de trabalhar em projetos de longa duração, tais como Você gostaria de participar de uma experiência artística? (desde 1994), eu-você: coreografias, jogos e exercícios (desde 1998) e conversas-coletivas (desde 2010). No ano passado realizou as exposições individuais nbp-etc: escolher linhas de repetição (Galeria Laura Alvim, Rio de Janeiro) e The production of the artist as a collective conversation (Audain Gallery, Vancouver). Participou da 30ª e 25ª Bienal de São Paulo (2012, 2002), e da documenta 12 (2007). Autor de Manual do artista-etc (Azougue, 2013) e Ouvido de corpo, ouvido de grupo (Universidade Nacional de Córdoba, 2010), entre outras publicações. Professor do Instituto de Artes da Uerj. Artista residente da Simon Fraser University, Vancouver, em outubro de 2014. Professor visitante da Universidade de Chicago entre outubro e dezembro de 2013.

 


Les Laboratoires d’Aubervilliers

les laboratoire

Quarta-feira 17 de junho as 19:30

Alexandra Baudelot vai falar como funciona o Les Laboratoires, o Printemps e o Performing Opposition edition. 
Alexandra Baudelot will speak about the way Les Laboratoires works, and the Printemps and the Performing Opposition edition. Why and how we are going to work in relation with another political, sociological and cultural local context, the Rio and Sao Paulo’s one, and the links we can build through our respectives structures. The importance to think in term of locality more than glogablity, localisation than globalisation.
The importance to confront specific local knowledge and practices with other cultural and historical context to go farther than the national point of view.

Les Laboratoires d’Aubervilliers

Les Laboratoires d’Aubervilliers is a place for research and creation, for resources and experimentation, developed in intimate cooperation with its setting (from the most local to the international sense) and with its audiences, and in relationship with the artists. It invents the tools to conceive artistic practices from all fields – visual art, dance, performance, theatre, literature, etc. – viewing them as a process of learning, sharing and experiencing; an intermediary object that is capable of investigating and taking the measure of the most urgent contemporary issues, reinventing ways of being together, while taking a risk and upsetting our approach and our conception of art.

Les Laboratoires d’Aubervilliers is one of those rare places where art is never disconnected from cultural, social and political reality, one of those places committed to differences and plural identities, a place in perpetual motion that takes shape around the artistic projects that it upholds and works to defend.

Setting up projects with artists involves an often lengthy time of research, an absolute must to create strong connections between the artistic projects, the region and people. It is also this concept of time that Les Laboratoires d’Aubervilliers observes and works in in order to invent new methods for public visibility that go beyond simple exhibitions and showings of finished works.
Le Printemps des Laboratoires
Le Printemps des Laboratoires is a yearly invitation to the public. It was developed to be the ideal moment to bring up and debate, both in theory and in practice, the issues that guest artists at Les Laboratoires d’Aubervilliers address. In the form of an artistic tool, it takes place over two days and includes discussions intended to be moments for sharing, performances and workshops, on different scales and in different formats.

This meeting is the opportunity to break down the divide between audiences and specialists, to roll out a singular tool that encourages experiences of art and politics rather than representations of them, the circulation and comparison of ideas rather than their authoritative forms of transmission. While being a critical and artistic condensation and development of les Laboratoires d’Aubervilliers project, this year’s

Printemps des Laboratoires offers an opportunity to nurture research and explore a variety of current artistic, historical and critical contexts, both French and international.

The first instance of the Printemps des Laboratoires (2013), entitled “Commune, Commons, Community”, raised the issue of the commons. Second instance (2014), “Ne travaillez jamais!”, was about links that unite art and work. “Performing Opposition”, the third instance of the Printemps des Laboratoires (June 2015) will explore the forces and shapes of the revolts that left a mark on History in the past ten years, and their role in social transformations. “Performing Opposition” will be particularly interested in practices and strategies developped by artistic performances, as well as political and civil manifestations.

Performing Opposition

The third edition of the Printemps des Laboratoires, Performing Opposition, will be devoted to exploring how art relates to the ‘polis’, in opposition to instituted powers. From the emergence of avant-garde movements in the nineteenth century to artists’ engagement in more recent protest- and social revolt movements, art has been renewing its strategies and its forms of opposition. By putting into perspective certain historical and artistic legacies (agit-prop, spaßguerilla, Situationism, Indignados), Performing Opposition seeks to bring into focus a current dynamic that contributes to opening up gaps in the regulated continuum of public space in order to (re)occupy and appropriate it. The question of ‘performing public space’ is central, especially in the digital age with its changing strategies of visibility and representation. Performing Opposition will be foregrounding the antagonistic movements that reconfigure, across the globe and from one local to another, the map of a power that is now diffuse and molecular — an art that is also capable of eluding its ties to the institution in order to continue to develop therein, in spite of everything, critical and operative strategies.

This edition of the Printemps des Laboratoires will set up a dialogue between diverse experiences and perspectives. Our guests include specialists in the fields of activist movements (Brian Holmes), avant-garde movements (Marc Partouche), digital cultures (Marie Lechner, Nathalie Magnan), and also the links between theatre and political modernity (Diane Scott). These theoretical perspectives will link in with the artists’ testimonies, which will include artists engaged in popular revolts (Burak Arikan), artists participating via their practice in building communities of thought and action (Marinella Senatore), artists using the art institution to propose ways of occupying public space (Thomas Hirschhorn, Renata Lucas) or artists working in the field of theatre, literature or poetry, as a privileged site for observing society and its injustices (Motus, Nathalie Quintane). Finally, we believe it crucial to investigate these problematics from the perspective of the institution, that of the Laboratoires d’Aubervilliers, of course, which seeks to establish the conditions of emergence and support for free artistic forms, but also from the perspective of like-minded centres engaged, via the work they carry out in their site, in building a slow revolution (Beirut, in Cairo).

These discussions will take shape amid a varied programme which will include a musical accompaniment by pianist Alexey Aasantcheef, presenting a set composed of works by Cornelius Cardew, punctuated by revolutionary pieces which the audience will be invited to sing; performances by students of the Oslo Academy of Fine Art; an evening meal open to all; a screening juxtaposing contemporary films (Egyptian filmmakers Jasmina Matwaly and Philip Rizk and the Palestine-based DAAR collective) and a documentary about a major 1970s play (Paradise Now by Living Theater). Prior to this edition of the Printemps des Laboratoires, Turkish artist Burak Arikan will be running a workshop titled “Graph Commons”.

Co-director of les Laboratoires d’Aubervilliers (Paris northern suburbs) since 2013, Alexandra Baudelot has worked for several years as an exhibition curator, editor and author. In 2009 she created and managed the contemporary art platform Rosascape, an independent art centre based in Paris. At Rosascape she curated exhibitions with Katinka Bock, Ulla von Brandenburg, Raymond Gervais, Benoît Maire, Vittorio Santoro, Berger&Berger, and Adrian Dan. She is interested in production strategies, the artistic research process and reflections on the role of artwork and ways of sharing it with the public – through formats such as exhibits, performances, conferences, and publications – for all disciplines.

****

Co-director of les Laboratoires d’Aubervilliers (Paris northern suburbs) since 2013 with Dora Garcia and Mathilde Villeneuve, Alexandra Baudelot has worked for several years as an exhibition curator, editor and author. In 2009 she created and managed Rosascape, a platform for contemporary creation in Paris that straddles multiple spheres as a private art centre and production unit, exploring the contexts of production and reception of works as well as their mode of display by attending to specific notions such as the question of private, intimate space vs public and political space. The decision to house Rosascape in an architecturally defined space — a private, intimate, theatrical space, playing with a tension between interior and exterior space and the domestic character of its surroundings — rather than in a neutral, ‘white cube’ type of exhibition space, stems from a will to perceptibly shift the relationship to artworks and artistic experiences. A critical awareness of the standardisation of exhibition spaces in the context of globalisation, and thus of the standardised relationship between the artwork and the public, led us to seek and occupy a site and experiential sphere of a different kind — a left-field space — and displace, in this way, our relationship to contemporary art. At Rosascape she curated exhibitions with Katinka Bock, Ulla von Brandenburg, Raymond Gervais, Benoît Maire, Vittorio Santoro, Berger&Berger, and Adrian Dan and produced several artists books. Since 2013, as co-director of Les Laboratoires d’Aubervilliers, she develops a work with Mathilde Villeneuve and Dora Garcia based on two factors  — a laboratory that research, test out and experiment, and the town of Aubervilliers (at the periphery, on the outskirts, a melting pot of industrial workers, and a major site of immigration). The very particular relationship between these elements is the context in which artists-in-residence make and develop their projects. The collegial approach aims to establish collectives that enable new forms of intersubjectivity to take shape. In collaboration with the co-direction team, she works on developing novel communities that alter and transform according to the shifts and developments in their work. From the very beginning, the Laboratoires d’Aubervilliers has been committed to reducing the gap between informed and uninformed audiences, and to supporting the most complex and hybrid artistic practices while ensuring no one feels excluded. The institution is renowned for the collective productions it has generated, for fostering collaborations between artists across the entire spectrum of disciplines, and for its participatory, community-building projects involving local residents.

——–

Suggestion de publications et films en lien avec le Printemps des

Laboratoires #3

PERFORMING OPPOSITION

La Tribune des Laboratoires

Printemps des Laboratoires #3

Performing Opposition

 Edition online : http://fr.calameo.com/read/004372567dbb8e55eab41

Multitudes n°50, Spécial soulèvements, automne 2012

Renverser l’insoutenable, Citton, Yves, 2012

 Dictature des marchés, politiques d’austérité, inégalités sociales criantes, catastrophes environnementales, crises démocratiques : de toutes parts nous arrivent les signes de la fin d’un monde. Pour Yves Citton, ce sont les pressions insoutenables que nous inflige un mode de développement fourvoyé qui rendent la situation actuelle invivable. Yves Citton prend la mesure de cet insoutenable à la fois environnemental, éthique, social, médiatique et psychique et propose un nouveau vocabulaire pour nous aider à appréhender les pressions qui nous traversent et nous rendent la vie de plus en plus intenable. À la croisée de la philosophie morale et politique, de l’économie et de la théorie littéraire, cet essai drôle enlevé prend le contre-pied du misérabilisme ambiant en révélant que le renversement de l’insoutenable est déjà inscrit dans la dynamique de nos gestes les plus communs et que tout geste politique prend sa source dans ces deux questions : Comment fais-je pression sans le vouloir ? Comment faire pression en le voulant ? Attentif au rôle de l’image et à l’évolution du discours politique, Yves Citton livre ici les moyens de repenser notre place et notre action dans un processus qui apparemment nous dépasse en montrant que l’on peut tirer parti des dispositifs médiatiques plutôt que de les subir et ainsi, une fois fait le deuil du Grand Soir, de proposer des alternatives à la politique du pire. ?

 Le nouvel esprit du capitalisme, Boltanski, Luc, Chiapello, Ève, 2011

Le capitalisme prospère ; la société se dégrade. La croissance du profit s’accompagne de celle de l’exclusion. La véritable crise n’est pas celle du capitalisme, mais celle de la critique du capitalisme. Trop souvent attachée à d’anciens schémas d’analyse, la critique conduit nombre de protestataires à se replier sur des modalités de défense efficaces dans le passé mais désormais largement inadaptées aux nouvelles formes du capitalisme redéployé. Cette crise, Ève Chiapello et Luc Boltanski, sociologues, l’analysent à la racine. Ils tracent les contours du nouvel esprit du capitalisme à partir d’une analyse inédite des textes de management qui ont nourri la pensée du patronat, irrigué les nouveaux modes d’organisation des entreprises : dès le milieu des années 70, le capitalisme renonce au principe fordiste de l’organisation hiérarchique du travail pour développer une nouvelle organisation en réseau, fondée sur l’initiative des acteurs et l’autonomie relative de leur travail, mais au prix de leur sécurité matérielle et psychologique. Ce nouvel esprit du capitalisme a triomphé grâce à la formidable récupération de la «critique artiste» – celle qui, après Mai 68, n’avait eu de cesse de dénoncer l’aliénation de la vie quotidienne par l’alliance du Capital et de la bureaucratie. Une récupération qui a tué la «critique artiste». Comme, dans le même temps, la «critique sociale» manquait le tournant du néocapitalisme et demeurait rivée aux vieux schémas de la production hiérarchisée, on la trouva fort démunie lorsque l’hiver de la crise fut venu. C’est à une relance conjointe des deux critiques complémentaires du capitalisme qu’invite cet ouvrage sans équivalent.

Unleashing the Collective Phantoms : Essays in reverse Imagineering, Holmes, Brian, 2008

 These insurgent essays develop and critique some of the cultural and artistic projects that first arose with the worlwide wave of protests, around the turn of the millennium, against what the global South has long called neoliberalism. Dissent and the refusal of a programmed existence return continually to the street, but they also unfold in the intimacy of the imagination. Complex discourses and elaborate fictions pass through images, works, ideas and wild scenarios that hover around the edges of reality; museums, cinemas, books and theatres are only temporary homes for such things, and authors only a convenience. Times leaches away the graffiti of revolt, and the cynicism of power lays a new coat of paint. Yet still the collective phantoms return. These essays engage with the politics of aesthetics and artistic practice. They include “Cartography of Excess,” “Flexible Personality and Networked Resistance,” “Psycho-geography and the Imperial Infrastructure,” “The Revenge of the Concept,” “Artistic Autonomy and Communicaton Society,” “Reverse Imagineering,” “Transparency and Exodus,” “Three Proposals for a Real Democracy,” and more, from an author who is becoming a vital contributor to contemporary cultural theory and global political struggles.

New Public Spaces: Dissensual Political and Artistic Practises in the Post-Yugoslav Context, 2010

 Other Possible Worlds : Proposals on this Side of Utopia [texte imprimé] / Rüb, Christine, Editeur scientifique. – Berlin : argobooks, 2011

 Which roles can art projects, art spaces, self-organized academies and labs play in developing conceptions of the world that go beyond purely economic globalization? Projects from various parts of the world are invited to propose and test out other realities of life and world views, from small artistic attempts to social experimentation. Topics such as dealing with cultural differences, climate change, processes of levelling out and confusing complexities form the basis for a common space in which to rise questions.

The basis for Other Possible Worlds – Proposals on this Side of Utopia is a collection of ideas, concepts, models, terms, projects, kits and modes of acting. It is conceived as a pool for further projects in other parts of the world, it is open to further extension and it allows for varied formats. The NGBK is considered as a common and active space of inquiry for different formats like artistic contributions and installations, workshops, presentations, talks and video screenings.

Le Mouvement – Performing the City [texte imprimé] / Cvejic, Bojana, Auteur; Lepecki, André, Auteur; Petresin-Bachelez, Natasa, Auteur; Verwoert, Jan, Auteur. – Berlin : Distanz, 2014.

Since 1954 this quinquennial is a must in the field of contemporary art in public space. For its 60th anniversary in 2014 the Swiss Sculpture Exhibition in Biel/Bienne will replace the static presentation of artworks by performances in public space thus questioning the state of static representation and public involvement. Curated by Gianni Jetzer and Chris Sharp.

Public sphere by performance [texte imprimé] / Cvejic, Bojana, Auteur; Vujanovic, Ana, Auteur. – Berlin [Allemagne] : B_books ; Aubervilliers : les Laboratoires d’Aubervilliers, 2012. – 181p.: dessins N&B.

 Cet ouvrage livre les réflexions de deux membres du collectif de Belgrade Teorija koja Hada (Walking Theory), élaborées au cours d’une résidence aux Laboratoires d’Aubervilliers. Bojana Cvejić et Ana Vujanović y explorent les manifestations de l’idéologie politique dans l’espace public, étayant leur réflexion par des exemples puisés dans l’histoire des régimes fascistes et communistes du XXe siècle, de l’ethno-nationalisme serbe et du système capitaliste néolibéral. S’éloignant d’une critique linguistique de l’idéologie basée sur une analyse de l’acte discursif, elles suggèrent qu’elle est incarnée et performée par les corps, notamment sous la forme de chorégraphies collectives et individuelles.

L’imaginaire de la Commune, Kristin Ross, ed. La Fabrique, 2015 : Traduit de l’anglais par Étienne Dobenesque

 William Morris, Élisée Reclus, Pierre Kropotkine : ce ne sont pas les premiers noms qui viennent à l’esprit s’agissant de la Commune de Paris. S’ils tiennent dans ce livre un rôle important, c’est que pour Kristin Ross, la Commune déborde l’espace-temps qui lui est habituellement attribué, les 72 jours écoulés et les fortifications sur lesquelles elle a combattu. L’Imaginaire signifie que cet événement révolutionnaire n’est pas seulement international mais qu’il s’étend bien au-delà du domaine de la politique, vers l’art, la littérature, l’éducation, la relation au travail. Ce n’est pas un hasard si les trois personnages principaux du livre sont un poète-artiste, un géographe et un scientifique-anarchiste russe : la Commune n’est pas un simple épisode de la grande fable républicaine, c’est un monde nouveau qui s’invente pendant ces brèves semaines, un monde qui n’a pas fini de hanter les uns et d’inspirer les autres.

 Eric Hazan, La dynamique de la révolte, Sur des insurrections passées et d’autres à venir, La Fabrique éditions, mars 2015

 Partout dans le monde les peuples se rebellent. Partout en Europe, les peuples se révoltent. Sauf en France… Le seul pays occidental à se doter d’une loi de surveillance de ses citoyens digne des pires dictatures, sans que cela ne provoque d’explosion de colère -à peine une vague d’inquiétude vite rabrouée par des socialos plus réactionnaires que jamais.

Partout dans le monde les peuples tentent de se saisir de leur destin. Sauf en France, où aucune révolution ne paraît possible. Où il ne se passe rien. Bien que le quotidien y devienne invivable. Faut-il repenser l’action commune ?

Eric Hazan s’est penché, moins sur cette question que sur celle du surgissement de l’étincelle qui viendra à coup sûr mettre le feu à la plaine française.

 Living as Form: Socially Engaged Art from 1991-2011 by Nato Thompson, 2012

 Over the past twenty years, an abundance of art forms have emerged that use aesthetics to affect social dynamics. These works are often produced by collectives or come out of a community context; they emphasize participation, dialogue, and action, and appear in situations ranging from theater to activism to urban planning to visual art to health care. Engaged with the texture of living, these art works often blur the line between art and life. This book offers the first global portrait of a complex and exciting mode of cultural production–one that has virtually redefined contemporary art practice. Living as Form grew out of a major exhibition at Creative Time in New York City. Like the exhibition, the book is a landmark survey of more than 100 projects selected by a thirty-person curatorial advisory team; each project is documented by a selection of color images. The artists include the Danish collective Superflex, who empower communities to challenge corporate interest; Turner Prize nominee Jeremy Deller, creator of socially and politically charged performance works; Women on Waves, who provide abortion services and information to women in regions where the procedure is illegal; and Santiágo Cirugeda, an architect who builds temporary structures to solve housing problems.

Living as Form contains commissioned essays from noted critics and theorists who look at this phenomenon from a global perspective and broaden the range of what constitutes this form.

 Théâtres en lutte : le théâtre militant en France des années 1960 à nos jours, Olivier Neveux, ed. La Découverte, 2014

 Depuis les années 1960, de nombreuses expériences théâtrales ont revendiqué en France un clair dessein politique. Inscrit au cœur des luttes (anti-impérialistes, ouvrières, féministes, immigrées, homosexuelles, altermondialistes, etc.), ce théâtre militant s’est donné pour but de contribuer, à sa manière, aux combats d’émancipation de son temps. Injustement déprécié ou ignoré, il constitue pourtant tout un pan de l’histoire théâtrale. Et c’est cette histoire inédite et passionnante que l’on découvrira dans cet ouvrage extrêmement documenté. Comment représenter la colère, l’injustice et l’espérance ? Quelles formes pour dire la lutte ou expliquer les mécanismes du capitalisme ? Et à qui de telles représentations doivent-elles être destinées ? Contrairement aux idées reçues, le théâtre militant n’a jamais cessé d’inventer des solutions dramaturgiques et scéniques pour mettre en scène le présent : un présent à transformer. Héritier d’Erwin Piscator, de Bertolt Brecht et des troupes d’agit-prop soviétiques, ce théâtre n’est pas homogène : il est traversé d’options politiques et esthétiques diverses, voire contradictoires, d’Armand Gatti à Augusto Boal, en passant par Alain Badiou, André Benedetto et de nombreux collectifs (la Troupe Z, Al Assifa, le Levant, le Groupov…). Revenir sur ces propositions, sur leurs richesses et leurs impasses, c’est tout autant s’opposer à l’oubli que tenter d’ouvrir des pistes pour le théâtre militant d’aujourd’hui.

 Politiques du spectateur : les enjeux du théâtre politique, Neveux, Olivier, 2013

 Face au monde, ses crises et son devenir, un théâtre s’invente. Il réagit, dénonce, explique, illustre, propose : ce théâtre est politique. À ce titre, il s’inscrit dans une longue histoire, bien souvent déconsidérée : celle d’un théâtre qui prend acte des batailles de son temps. Mais ce théâtre d’aujourd’hui n’est pas homogène, il défend des orientations politiques dissemblables et fait en particulier de la place accordée au spectateur le lieu d’enjeux différents. En effet, la politique au théâtre se découvre aussi, de façon décisive, dans le rapport que le spectacle entend entretenir avec son spectateur. C’est à travers ce prisme qu’Olivier Neveux propose d’analyser le champ théâtral politique à l’heure du néolibéralisme. Comment le théâtre « transgressif » conçoit-il ses spectateurs ? Quelles facultés le théâtre « postdramatique » entend-il solliciter ? Que nous apprennent ces volontés de brusquer, sensibiliser, éclairer, mobiliser le spectateur ? Dans leur diversité, quelles conceptions de l’émancipation tous ces théâtres soutiennent-ils ? Car c’est bel et bien une interrogation sur la possibilité de l’émancipation et la part que peut y prendre le théâtre qui anime cet ouvrage : celle du spectateur, de l’artiste et de l’oeuvre émancipés. Réfléchir aux politiques du spectateur signifie alors s’intéresser tout autant aux politiques que le théâtre défend, à celles qu’il applique et aux définitions implicites qu’il propose, par là, de la politique.

 Performing Opposition : Modern Theater and the Scandalized Audience by Neil Blackadder

Modern theater history is punctuated by instances of scandalized audience members disrupting and in some cases suspending the first production of a new play. Such incidents are usually dismissed as riots, as self-evident displays of philistinism. Neil Blackadder’s intriguing new study reveals them in fact to be multifaceted conflicts, showing the ways in which these protesters-acting against plays by such notables as Jarry, Synge, and Brecht-creatively devised and enacted resistance through verbal rejoinders, physical gestures, and organized group demonstrations.

Performing Opposition draws on reviews, memoirs, interviews, and court records to present engaging and insightful accounts of these clashes—clashes that Blackadder proposes as a unique and distinct category of event in a time when unprecedentedly restrained norms of auditorium behavior coincided with a regeneration of writing for the stage. Offering the first detailed examination of affronted theatergoers’ counter-performances, the volume represents an intriguing illumination of a largely overlooked aspect of performed drama and its history.

 Le théâtre des opprimés, d’Augusto Boal, 1971

L’être humain devient humain quand il invente le théâtre. La profession théâtrale, qui appartient à quelques-uns, ne doit pas cacher l’existence et la permanence de la vocation théâtrale, qui appartient à tous. Le théâtre est une vocation pour tout être humain. 
Le théâtre de l’opprimé est un système d’exercices physiques, de jeux esthétiques, de techniques d’images et d’improvisations spéciales, dont le but est de sauvegarder, développer et redimensionner cette vocation humaine, en faisant de l’activité théâtrale un outil efficace pour la compréhension et la recherche de solutions à des problèmes sociaux et personnels.

 Les années 10 de Nathalie Quintane (ed. La Fabrique), 2014

 Marc Partouche, La ligne oublié, ed. Al Dante, 2004

 De la « vie de bohème » au situationnisme, une histoire de l’art surprenante et indispensable : celle des regroupements dits « secondaires » qui n’ont cessé, depuis le milieu du XIXe siècle, de saper l’ordre social et culturel. Des Hydropathes au Surréalisme, en passant par le cabaret du Chat Noir et la Pataphysique, Marc Partouche renoue le fil subversif et humoristique liant la modernité du XIXe siècle et les avant-gardes du XXe. 
La « lignée oubliée » est celle des artistes classés comme « mineurs » par une histoire officielle qui oppose systématiquement sérieux et humour, culture haute et culture basse. Refusant l’académisme sclérosant, Marc Partouche s’attache à ces pratiques artistiques nées dans les cabarets de Montmartre et Saint-Germain-des-Prés, et considérées comme inassignables et infréquentables : l’art de la Bohème, des Hydropathes à Fluxus en passant par le lettrisme et le surréalisme, des salons caricaturaux du XIXe aux foires internationales d’Art contemporain du XXe siècle. 

Playgrounds, Reinventing the square, ed. Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía and Siruela, 2014

 Judith Butler : Excitable Speech. A Politics of the Performative

http://monoskop.org/images/5/54/Butler_Judith_Excitable_Speech_A_Politics_of_the_Performative_1997.pdf

Walter Lippmann, Public Opinion (1922)

Walter Lippmann, Phantom Public (1925)

John Dewey, Le public et ses problèmes (1927)

Jürgen Habermas, L’espace public (1962)

Hannah Arendt, La condition humaine (1958 – cf distinction faite entre sphère privée et public)

Judith Butler, Qu’est-ce qu’une vie bonne (2012) – un résumé du livre là: http://www.franceculture.fr/emission-l-essai-et-la-revue-du-jour-judith-butler-revue-vacarme-2014-05-06)

Bojana Cvejic, Ana Vujanovic, Public Sphere By Performance (2012, publié par Labos)

Hannah Davis Taïeb et autres, Espaces publics, Paroles publiques au Magrheb et au Machrek, 1997

Dorothea von Hantelmann, How to Do Things with Art – The Meaning of Art’s Performativity

Jan Zienkowski, Analysing political Engagement

J.L Austin, How TO DO Things With Words

Augusto Boal, Theater of the Oppressed

Hacker, Hoaxer, Whistleblower, Spy / The many faces of the anonymous

Mikkel Bolt Rasmussen & Jakob Jacobsen, Expect Anything, Fear Nothing / The Situationnist Movement in Scandinavia and Elsewhere

Molly Sauter, The Coming Swarm

Schechner, Performance theory

 Film online

Paradise Now : The Living Theatre (1969)

Marty Topp et Melvin Clay [ 46 mn ]

http://ubu.com/film/living.html

Common Assembly: Deterritorializing the Palestinian Parliament

DAAR [ 15 mn ]

http://www.decolonizing.ps/site/

Out on the streets (2013)

Jasmina Metwaly et Philip Rizk  [ 70 mn ]

 

 

 

 


Cinema com Fala

helio

Cinema Com Fala com Cesar Oiticica

“Hélio Oiticica foi um dos artistas que melhor uniu a reflexão com a criação artística. Suas ideias e proposições, expressas não apenas em textos, mas também em depoimentos e entrevistas, revolucionaram a arte e a cultura, tornando-o um dos mais importantes artistas da segunda metade do século XX. O documentário de César Oiticica Filho, ao utilizar a própria voz do artista como fio narrativo, permite um mergulho único no pensamento, na trajetória e na intimidade de Hélio Oiticica.
A extensa pesquisa de imagens faz com que o espectador acompanhe a evolução do artista, o seu início junto ao Grupo Frente, o surgimento do Neoconcretismo, a criação dos Bólides, Penetráveis, Núcleos e Parangolés, o envolvimento com a Tropicália, o período em Nova York, até a volta ao Brasil. É um documento não apenas de um dos
maiores artistas que o Brasil já produziu, mas também de um dos períodos de maior efervescência de nossa cultura, o que torna este filme crucial para todos aqueles que querem compreåender não apenas a nossa história, mas quem somos agora.
Hélio Oiticica é um documentário de 94 minutos, dirigido por César Oiticica Filho e produzido pela Guerrilha Filmes.”
Este filme será lançado em /nova York no dia 11 de setembro de 2015

Direção e roteiro: César Oiticica Filho
Pesquisa de imagem: Antônio Venâncio
Produção executiva” João Villela,  Juliana Carapeba, Felipe Reinheimer e César Oiticica Filho
Direção de Produção e coordenação de finalização: Juliana Carapeba
Direção de fotografia: Felipe Reinheimer
Montagem: Vinicius Nascimento
Consultoria de montagem: Ricardo Miranda
Consultoria biográfica: Roberta Camila Salgado
Edição de som e mixagem: Ricardo Cutz
Produtor musical: Vinicius França
Trilha sonora: Daniel Ayres e Bruno Buarque
Participação especial na trilhaL Macalé, Celso Sim e Pepê Machado
Figurino: Julia Ayres
Coordenadora de lançamento: Barbara Vida


Daniela Castro & Anne Szefer Karlsen

danielaanne sverszen

Quarta-feira dia 3 de junho as 19:30

Self Organised, now available in Portuguese 

Para a fala desta quarta aconselhamso a leitura de: Self-organisation as Institution? Anne Szefer Karlsen

http://www.szefer.net/index.php?/projects/self-organisation-as-institution/

———

Daniela Castro is a writer and curator based in São Paulo. A graduate in Art History from University of Toronto (2003/Canada). She is currently co-curating the 3rd Aichi Triennial (Japan), has co-curated with Jochen Volz The Spiral and the Square: exercises on translatability at Bonniers Konsthall, Stockholm, which interchanged and travelled to Trondheim and Kristiansand, both in Norway (2011-12). Curated A Radically Condensed History of Post-Industrial Life LADO A/LADO B, an exhibition in LP format for the “Impossible Show” at El Spacio, Madrid, Spain (2010-11) and the TEMPORARY GALLERY in Köln, Germany (ongoing). Curated Lights Out, the inaugural exhibition at the Museum of Image and Sound – MIS (2008/São Paulo). Conceived and curated the Recombining Territories, an itinerant and interchanging exhibition that’s travelled seven capitals of Brazil (2006-2010). She’s been publishing widely in national and international art publications, and taught workshops on art writing and curatorial practices throughout Brazil.  Published her first book, co-authored with Fabio Morais, titled ARTE E MUNDO APÓS A CRISE DAS UTOPIAS, assim mesmo, em CAIXA ALTA e sem notas de roda-pé (Florianópolis: Par(ent)esis Art Book Publisher, 2010).

Anne Szefer Karlsen was curator for Lofoten International Art Festival – LIAF 2013 (with Bassam El Baroni and Eva Gónzalez-Sancho) and Associate Curator for Research and Encounters, Biennale Bénin 2012 (Artistic Director Abdellah Karroum). In 2015 she is the curator of the 8th Norwegian Sculpture Biennial. As Director of Hordaland Art Centre in Bergen, Norway (2008-2014) she curated several exhibitions and seminars, as well as further developed its residency programme. She initiated, and is Series Editor of, the book seriesDublett – a book series of twin publications consisting of a new artist book by and an anthology of commissioned texts on contemporary artists (2012-2015) and co-edited Self-Organised (Open Editions/Hordaland Art Centre, 2013, with Stine Hebert). Her interests are in artistic and curatorial collaborations as well as developing the language that surrounds art productions of today, linguistically, spatially and structurally.

——–

Recomended reading

http://www.generation-online.org/c/fc_rent1.htm
http://digamo.free.fr/dhbrief.pdf (Freedom’s Just Another Word chapter)

 



Jorge Menna Barreto

Jorge Menna Barreto

Quarta-feira dia 13 de maio as 19:30

Paladar desterrado

Anotação 1: Encontro maçãs para vender em todos os supermercados das cidades e armazéns brasileiros. Encontro maçã para vender pelo mundo todo. Para cultivarmos a maçã no Brasil, precisamos de cerca de 60 aplicações de agrotóxicos; paladar colonizado, quer porque quer maçã Anotação 2: Na rua Benjamin Constant, indo para o CAPACETE, observo os verdinhos que nascem espontaneamente nas frestas da calçada. Entre eles, o Caruru e a Beldroega, dois matinhos comestíveis super ricos em nutrientes. Visíveis para os nossos ancestrais, tornaram-se invisíveis para o nosso olhar. Chaves: Matos comestíveis, agroecologia, site-specific, comer o local, locavorismo, ativismo alimentar, Robert Smithson: let the site determine what I would build, sucos específicos, o alimento como mediador da nossa relação com a terra, o que a gente come molda a paisagem na qual a gente vive, a boca como ferramenta escultórica, a plant-based diet, paladar colonial, PANC: plantas alimentícias não-convencionais, pensamento sistêmico, thinking like a forest, o sistema digestivo não começa na boca e nem termina no cu.
Jorge Menna Barreto é artista e pesquisador. Há 18 deixa que o lugar determine o que vai fazer e, mais recentemente, o que vai comer. Doutor em Poéticas Visuais pela USP, terminou em 2015 uma pesquisa de pós-doutorado na UDESC sobre relações possíveis entre agroecologia e as práticas site-specific em arte. É professor no Departamento de Linguagens Artísticas da UERJ desde abril desse ano.  
Dicas para consulta: 
1. Agrofloresta, ecologia e sociedade: http://goo.gl/dxDAxj
2. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: http://goo.gl/F0zCTo
3. Carta de Pero Vaz de Caminha, maio de 1500: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/carta_caminha.htm
4. Raízes do Brasil: Sérgio Buarque de Holanda, 1935. 
5. Writings of Robert Smithson.  
6. Valdely Kinupp, especialista em PANC: https://www.youtube.com/watch?v=iieB_jhhaC0
7. Café Educativo: Paladar Cego http://www.31bienal.org.br/pt/events/1849
8. An introduction to thinking like a forest: http://shikigami.net/forest/introduction-thinking-like-forest/
11. Elaine Azevedo: Alimentos Orgânicos: Ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social: http://livraria.folha.com.br/livros/culinaria-e-gastronomia/alimentos-organicos-elaine-azevedo-1188407.html

Acácio Augusto

Acacio9

Quarta-feira 29 de abril as 19:30

– Anarquia como antipolítica e experimentação ético-estética.

Acácio Augusto

Doutor em Ciências Sociais (Política) pela PUC-SP e pós-doutorando com bolsa CAPES no Mestrado de Sociologia e Política da UVV (Universidade de Vila Velha), pesquisador no Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária da PUC-SP) e no NEUS (Núcleo de Estudos Urbanos e Socioambientais da UVV). Autor de Política e polícia: controles, cuidados e penalizações de jovens, Editora Lamparina, Rio de Janeiro, 2013

A anarquia é uma força política que, na história moderna, rompeu os limites representativos colocados pelo e em torno do Estado. Suas lutas não visam toma-lo ou reformá-lo, mas abolir o Estado. Para isto, os anarquistas colocam a urgência de abolir o poder em nós. Mais que uma utopia política, trata-se de uma prática associativa que valoriza e revolta e a produção de experimentações ético-estéticas para uma vida em combate com as forças que buscam governar as condutas. Proponho uma conversação a partir da exposição de experiências educacionais, de feitura de jornais, associações culturais e vida de alguns militantes, colidas ao longo da história, para questionar em torno da pertinência da anarquia hoje como modo de vida, uma força antipolítica que habita a existência de corpos em revolta.

Textos sugeridos para leitura:

Acácio Augusto. Política e antipolítica: anarquia contemporânea, revolta e cultura libertária. Tese de Doutorada. São Paulo: PUC-SP, 2013.

Edson Passetti & Acácio Augusto. Anarquismos e educação. Belo Horizonte: Ed. Autêntica, 2008.

Christian Ferrer. “Átomos soltos – a construção da personalidade entre os anarquistas no início do século XX” In Revista Verve. São Paulo: Nu-Sol, vol. 5, 2004, pp. 157-184.

Pietro Ferrua. “Jonh Cage, anarquista fichado no Brasil” In Revista Verve. São Paulo: Nu-Sol, vol. 4, 2003, pp. 20-31.


Amilcar Packer & Jarbas Lopes

Quarta-feira dia 15 de abril as 19:30
Doris Criolla é uma máquina de pesquisa, um seminário público que parte da genealogia das palavras crioulo, criollo, créole e creole,  propondo uma reflexão sobre processos históricos, culturais e políticos em contextos pós-coloniais. Apostando na comensalidade, o trabalho se manifesta em experimentações relacionais durante almoços e jantares onde são servidos pratos de comidas “crioulas” acompanhados de apresentações que expandem e atualizam as pesquisas, estas que também se desdobram por meio de produção textual e contam com a colaboração de agentes de diversas práticas e disciplinas.
No dia 15 de abril de 2015, a partir das 19:30h, Doris Criolla fará a primeira de uma série de apresentações como parte do programa 2015 do CAPACETE. Nesse dia será servido ceviche com acompanhamentos e um drinque especial.
No mesmo dia apresentamos o livro do Jarbas Lopes
jarbas livro

Office sharing

Venha trabalhar no nosso “office sharing

office sharing

Você pode usar nosso espaço para fazer reuniões ou simplesmente trabalhar algumas horas com internet banda larga.

Nossa casa fica perto do metro Gloria e de facil alcance com o metro ou outros meios publicos. Estacionamento interno para bicicleta. Estacionamento para carro tambem existe. A casa fica em uma rua sem saido portanto tem silencio e os espacos de trabalho podem ser tanto internos como externos. Ar condicionado nos espacos internos.

Preco por hora: R$ 10

Preco por dia: R$ 50

Preco por temporadas mais longas por favor consultar com: hotel@capacete.org


Cachaça Capacete e outros produtos

Experimente nossas incríveis cachaças artesanais

foto cacahaca 2

doce de leite    queijo    geleiasmel chique   queijo

CAPACETE Cachaça: 12, 18 e 25 Reais a garrafa

Queijo tipo parmesan: Kg 60 Reias

Geleias: pote por 16 Reais

Goiabada: pote por 16 Reais

Mel: potes por 15 e 30 Reais

Comprando os nosso produtos você estará contribuindo ao projeto como um todo. Faça parte!

Reciclamos a garrafa e você recebe a nova garrafa com o desconto (garrafa a 3 R$, 6R$, 7R$)


Equipe pedagógica

A equipe pedagógica para o programa 2016

Tutores ao longo do ano no programa de Athenas: Leandro e  Helmut Batista

Os tutores convidados:

Download (PDF, 241KB)

Participantes/Residentes:

Anna Bak
Aurélia Defrance
Caetano Maacumba
Camilla Rocha Campos
Ian Erikson-Kery
Jonas Lund
Julia Retz
Marilia Loureiro
soJin Chun
Soledad Leon
Tali Serruya
Thora Doven Balke


———

 

Equipe pedagógica para o programa 2015

 

Tutores ao longo do ano: Amilcar Packer, Manuela Moscoso e Helmut Batista

 

Os tutores convidados:
Andrea Fraser
Andrea conduzirá uma oficina de quatro dias focada em uma série de abordagens psicanalíticas às relações de grupo, engajamento artístico e performance. O workshop irá incluir uma discussão de leituras que serão disponibilizadas; auto-estudo experimental de processo em grupo; exercícios de performance; e discussões em grupo de projetos dos participantes aplicando métodos variados.
Andrea Fraser é uma artista baseada em Los Angeles, cujo trabalho tem se identificado com performance, feminismo, arte contextual e crítica institucional. Ela foi uma membro-fundadora do grupo de performance feminista The V-Girls (1986-1996), da iniciativa baseada em projetos artísticos Parasite (1997-1998) e da galeria de arte cooperativa Orchard (2005-2008). Entre os livros sobre os seu trabalho estão A Society of Taste, Kunstverein München, 1993; Report, EA-Generali Foundation, 1995; Andrea Fraser: Works 1985-2003, Dumont Buchverlag, 2003; Museum Highlights: The Writings of Andrea Fraser, MIT Press, 2005, e Texts, Scripts, Transcripts, Museu Ludwig Köln, 2013. O Museu Ludwig Köln apresentou uma retrospectiva de seu trabalho em 2013, em conjunto com o recebimento do Prêmio Hahn Wolfgang. Ela é professora de Novos Gêneros no Departamento de Arte da Universidade da Califórnia, Los Angeles e docente visitante no Whitney Independent Study Program.
———
Suely Rolnik
Como driblar o inconsciente colonial?
Caminhando pela fita de Moebius com Lygia Clark, alguns índios Tupinambá e uns poucos franceses, Suely Rolnik buscará mobilizar e tornar sensível uma política de produção do pensamento, do desejo e da subjetividade, recalcada pela Europa Ocidental em todas as culturas a ela submetidas (inclusive no interior de si própria) pela colonização e seus desdobramentos. Esta teria sido a operação micropolítica fundamental da colonização. Tal política estaria hoje em vias de atualização, injetando o saber-do-corpo nas veias logocêntricas da modernidade ocidental em crise. Deste retorno do recalcado no exercício do pensamento depende a força e a astúcia para driblar o Inconsciente colonial que ainda hoje estrutura a subjetividade e orienta as jogadas do desejo. Não seriam irrupções desta retorno o que vem se apresentando nos movimentos que tem ocupado as ruas e praças das cidades pelo mundo? Se for assim, é bom lembrar que este trabalho não tem fim.
Suely Rolnik é Psicanalista, crítica de arte e de cultura e curadora, é Professora Titular da PUC-SP no Pós-Graduação de Psicologia Clínica, e membro do corpo docente do Programa de Estudios Independientes (PEI) no Museo d’Art Contemporani de Barcelona (MacBa). Realizou o projeto Arquivo para uma Obra-Acontecimento, 65 filmes em que busca convocar a memória dos efeitos da poética de Lygia Clark no corpo dos entrevistados. Foi uma das fundadoras da Rede Conceitualismos do Sul (composta atualmente de 50 investigadores de todo o continente); foi membro do juri do Premio Casa de las Americas (Havana, 2014) e, atualmente, é membro do conselho consultivo da 31ª Bienal de São Paulo que ocorrerá de 06/09 a 09/12 de 2014. Autora dos livros Geopolítica da cafetinagem. Quatro ensaios sobre a patologia do presente (SP, N-1, 2014; prelo), Archivmanie / Archive Mania (dOCUMENTA 13, 2011), Anthropophagie Zombie (Paris, 2012), Cartografia Sentimental. Transformações contemporâneas do desejo (SP, 1989; 6a ed. Sulinas, 2014). e, em co-autoria com Félix Guattari, Micropolítica. Cartografias do desejo (SP, 1986; 11a ed. 2011), publicado em 7 países. Autora de mais de 200 ensaios publicados em várias línguas.
———
Carla Zaccagnini
Entre 1993 e 1998, trabalhei numa agência de turismo educacional que então se chamava Pagu, mas mudou de nome por exigência dos herdeiros de Patrícia Galvão. Eu acompanhava alunos de 7a série em viagens de estudo às cidades históricas de Minas Gerais: Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes etc. Esquecidas com a escassez do ouro, essas cidades mantiveram muito da estrutura urbana, dos edifícios e dos objetos característicos da sociedade que ali teve lugar nos séculos XVIII e XIX. Esses prédios e objetos têm hoje uma existência ambivalente, entre obra de arte ou arquitetura e documento histórico.
Nessas viagens, tive com meus colegas historiadores e com grupos de alunos discussões inesquecíveis sobre o estatuto pendular desses testemunhos do passado, e também sobre a função social da arte, sobre o papel definitivo do observador, sobre uma idéia de arte brasileira e sobre a estrutura da nossa sociedade. Talvez seja pelo distanciamento que podemos praticar ao olhar para o passado e que pode nos ajudar a ver algumas coisas com mais clareza. Talvez, ao contrario, seja por uma espécie de mergulho nesses lugares onde os indícios dessa história que ainda nos define estão por toda parte, nos circundam. Talvez seja porque éramos um grupo de pessoas que durante 4 ou 5 dias com suas noites nos deslocávamos e dispúnhamos a pensar somente naquilo que esses lugares ativam.
Proponho que façamos juntos essa viagem.
Carla Zaccagnini (Buenos Aires, 1973 – Vive em São Paulo e Malmö) é artista plástica e crítica, Mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Atualmete é bolsista do programa KfW Stiftung na Kunstlerhaus Bethanien (Berlim, 2013-14). Participou, entre outras, das mostras 9th Shanghai Biennale (Xangai, 2012), 2nde Biennale de Benin (Cotonou, 2012), Planos de Fuga, uma exposição em obras (CCBB-SP, 2012),  Modelos para Armar: Pensar Latinoamérica desde la colección MUSAC (Leon, Espanha, 2010) e28a Bienal de São Paulo (2008). Exposições individuais recentes incluem Pelas Bordas (Galeria Vermelho, São Paulo, 2013),Plano de falla (Ignacio Liprandi, Buenos Aires, 2011), Imposible pero necesario(Galeria Joan Prats, Barcelona, 2010) e no. it is opposition. (Art Galery of York University, Toronto, 2008). Seu trabalho foi incluido nos compêndios Cream 3 (London: Phaidon Press, 2003), Contemporary Art Brazil(Thames and Hudson, London 2012) e Art Cities of the Future, 21st-Century Avant-Gardes (London: Phaidon Press, 2013)e atualmenteé representado pelas galerias Vermelho (São Paulo) e Joan Prats (Barcelona).
———
Daniela Castro
O curso se debruça sobre os impactos que o neoliberalismo exerceu na produção social do espaço e na produção artística. A partir de uma investigação sobre as transformações político-econômicas que influenciaram significativas mudanças espaciais nas últimas décadas, demonstraremos os mecanismos pelos quais a cidade tornou-se palco da instrumentalização da cultura no estágio financeiro do capitalismo. A instrumentalização da cultura como relação simbiótica com a economia foi uma construção do poder hegemônico que se desenhou como resposta à crise da estagflação mundial no final da década de 70 e início dos 80 que, no limite, delegou para a esfera privada do capital financeiro a elaboração de políticas públicas que estabelecem os contornos sociais e estéticos da cidade e da arte. Vimos a passagem do administrativismo público da cidade para o atual modelo de “parcerias público-privadas” do empreendedorismo urbano a partir da década de 80, bem como, no sistema da arte, o declínio do fomento estatal e influência do patrocínio corporativo (direto ou via isenção fiscal) fortemente presente em todas as fases da arte contemporânea: produção, disseminação e recepção. O curso terá como foco os mecanismos pelos quais essa relação simbiótica entre economia e cultura “naturaliza” a força dos interesses do capital privado como agente definidor da paisagem da vida social.
Daniela Castro – 1976. Vive e trabalha em São Paulo. Graduada em História da Arte pela Universidade de Toronto (Canadá), com bolsas de estudos em cultura visual e arquitetura na Universidade de Hong Kong (China), e residências de curadoria pela Hordaland Kunstsenter (Noruega), IASPIS (Suécia), a Art Gallery of York University (Canadá) e o Peggy Guggenheim Collection Museum em Veneza (Itália). Foi curadora de Lights Out, Museu da Imagem e do Som – MIS, em São Paulo, da exposição Translations/Traduções, 21o Images Festival em Toronto, do Projeto Estúdio, na Galeria Baró Cruz, em São Paulo e na Semana Pernambucana de Artes, em Recife, da A Radically Condensed History of Post Industrial Life LADO A e LADO B no EL Espacio, em Madri e da exposição The Spiral and the Square, co-curada com Jochen Volz, para a Bonniers Konsthall, em Estocolmo, Trondheim e Kristiansand.
 Publicou diversos textos em catálogos e revistas especializados nacionais e internacionais, incluindo, Revista Tatuí (Recife), Arte al Dia (Venezuela, México e Estados Unidos), Trópico (São Paulo), CADERNO VIDEOBRASIL (São Paulo), Kunstkritik (Oslo) e o Centro de Bibliografia e Documentação do Museu de Arte Contemporânea – MACBA (Barcelona). Publicou seu primeiro livro em 2010, co-autorado por Fabio Morais, ARTE E MUNDO APÓS A CRISE DAS UTOPIAS, assim mesmo, em CAIXA ALTA e sem notas de roda-pé, pela par(ent)esis (Florianópolis)
———
Bik van der Pol
Proposição para reivindicar um espaço
Este seminário diz respeito à capacidade e responsabilidade de artistas de estarem no comando de seu próprio ‘contexto’, tanto em termos de produção como de apresentação. O objetivo mais amplo diz respeito à questão urgente: se e onde a arte pode ser útil na produção de uma esfera pública, também no sentido político desse termo. Nossa hipótese é de que a crescente privatização dos bens públicos, assim como o aumento do uso do encontro privado para o ‘bem’ público em desenvolvimentos neoliberais tem levado à perda de um tipo significativo de espaço público.
Nossa preocupação é, que se essa perda coincide com a perda da posição do trabalho artístico aos olhos do público, como pode então a arte como espaço público ser desvelada – ou de alguma forma ser útil – para o seu potencial político. Em um mundo onde o valor da arte é desafiado, é oportuno reinvestir em seu lugar na sociedade. Para que uma sociedade exista, encontros têm de acontecer, e, a fim de experimentar a potencialidade do espaço de se tornar público, as suas condições devem ser criadas para preparar o terreno para um encontro futuro.
Abraçamos as qualidades intrínsecas à prática artística, como um meio para revelar – tornar público – o que está em jogo no espaço público. A questão do espaço público há muito tempo tem sido articulada em estreita ligação com a democracia, e muitos teóricos argumentam que quando a democracia está sob ameaça, o espaço público também está. A discussão sobre questões públicas não é, portanto, exclusivamente deste tempo, mas se torna tanto mais relevante à luz do atual aumento da propriedade privada e da privatização do espaço público.
Com o termo ‘espaço público’ nos referimos a qualquer local de potencial conflito sobre direitos, informações, relações e objetos – um espaço que exige articulação, para que uma comunidade possa ser formada, chamada à ordem, e entre na ordem do político. A ‘dimensão pública’ não se manifesta apenas em assuntos espaciais. De fato, os recentes debates sobre as formas de propriedade comum, tais quais conhecimento e cultura mostram que o espaço público deve ser entendido nos termos mais amplos possíveis – como o que mantém unido o tecido da experiência-como-comunidade. Ameaçado por formas ou atos de exclusão, acesso privilegiado, e desinformação, esses sites de propriedade pública são tão precários como os recursos naturais, e precisam ser rearticulados a cada vez. No entanto, se o paradigma econômico nos obriga a recuar do campo da dimensão pública, qual é então a questão pública?
O modelo do diálogo, entendido como uma negociação constante de qualquer tipo entre os cidadãos, será investigado em seu potencial para estabelecer e articular o espaço coletivo.
Bik Van der Pol trabalha coletivamente desde 1995. Eles vivem e trabalham em Rotterdã.
Website: www.bikvanderpol.net
Bik Van der Pol explora o potencial da arte de produzir e transmitir conhecimento. Seu método de trabalho é baseado na cooperação e métodos de pesquisa de como ativar situações no sentido de criar uma plataforma para vários tipos de atividades comunicativas.
Exposições individuais e projetos (seleção):
Between a Rock and a Hard Place, Sudbury, Canadá (2012);
Accumulate, Collect, Show, new work for Frieze Projects, Frieze Art Fair, Londres; Musagetes Foundation, Sudbury (2011)
Are you really sure a floor can’t also be a ceiling? ENEL Award 2010, Museu MACRO, Roma (2010)
It isn’t what it used to be and will never be again, CCA Glasgow (2009)
I’ve got something in my eye, Museu Marie Louise Hessel /CCS Bard, Annandale-on-Hudson, NY; Plug In 28, Pay Attention, Act 1, 2, 3, Museu Van Abbe, Eindhoven (2008)
Issuefighters, INSA Art Space, Seul (2007). Projeto de seminários e publicação (entitled +82, appeared feb.2007); Fly Me To The Moon, Rijksmuseum, Amsterdã (2007)
Secession, Viena (2005)
Nomads in Residence/No.19, um espaço móvel para artistas, Utrecht (2003, com Korteknie Stuhlmacher architects)
———
Jorge Menna Barreto
Ativismo alimentar, agroecologia e práticas site-specific em arte estão entre os assuntos que serão debatidos e praticados nessa oficina imersiva e colaborativa que acontecerá em um ambiente rural do estado do Rio de Janeiro.
Jorge Menna Barreto – Araçatuba, SP, 1970 – Formado em Artes Plásticas pela UFRGS, mestre e doutor em Poéticas Visuais pela ECA-USP. É pós-doutorando na UDESC, onde também atua como professor colaborador. Práticas visuais e discursivas se mesclam em sua trajetória, seja como professor, tradutor, artista, educador ou crítico.
———
Pedro de Niemeyer Cesarino
Humanidade, pessoa e multiplicidade
O seminário tratará de refletir sobre as variações e transformações da noção de “humano” em distintos regimes ontológicos, tendo em vista os problemas da multiplicidade, da conexão, das relações de vizinhança, de limite e de devir. Serão apresentados casos provenientes de estudos etnográficos sobre sociedades ditas tradicionais ou não-ocidentais, a serem articulados com reflexões produzidas sobre o contexto hipercapitalista contemporâneo. Pretende-se, em outros termos, oferecer elementos para a compreensão de determinadas configurações do corpo e da pessoa envolvidos em distintos estatutos de humanidade e seus respectivos regimes de criatividade e de expressão.
Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/ UFRJ. Deselvolve pesquisas em etnologia indígena (com ênfase em estudos sobre xamanismo e cosmologia), tradições orais, tradução e antropologia da arte. Foi Professor-Adjunto de Antropologia da Arte no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, é professor do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, na área de pesquisa Antropologia das Formas Expressivas. É autor de Oniska – poética do xamanismo na Amazônia (São Paulo, Perspectiva, 2011) e Quando a Terra deixou de falar – cantos da mitologia marubo (Editora 34, 2013) e de diversos artigos publicados em revistas especializadas. Nos últimos anos, publicou também textos literários e trabalhos de dramaturgia.
———
Ricardo Basbaum
A produção do artista: conversas e exercícios acerca da produção de si mesmo como artista
Este workshop se propõe a organizar conversas e discussões coletivas acerca dos traços e tópicos que constituem a “imagem do artista contemporâneo” – e também, através de uma série de atividades de escrita em exercício, trazer o problema “como alguém se produz a si mesmo como artista”, enquanto questão prática. O ponto de partida é a compreensão do sistema de arte contemporâneo como uma composição complexa, composta de diversas camadas de mediação que necessitam ser experimentadas por qualquer um que deseja se mover em tal território; isto é consequência, por um lado, da ‘desmaterialização’ da prática artística própria dos anos 1960 e, por outro, do assim chamado processo de ‘globalização’, típico da nova ordem econômica que emerge desde os anos 1980. Em meio a tantos protocolos relacionais e institucionais, onde podem situar-se artista e trabalho de arte, sujeito e objeto de uma experiência ao mesmo tempo sensorial e conceitual? O workshop está organizado em torno de um conjunto de problemas, que englobam alguns dos aspectos envolvidos na prática da arte contemporânea – a partir do ponto de vista dos que a praticam, especialmente o artista: contexto, proposição, grupo, discursos crítico e histórico, questões curatoriais, etc. O que daí é gerado será trazido enquanto conversação acerca de como alguém se produz como artista em face ao contexto local/global. Para cada tópico, será estabelecida uma bibliografia específica. A dinâmica proposta inclui leitura e discussão de textos, mas também sessões onde que cada um dos participantes produz escrita em relação direta com cada um dos temas: os textos produzidos são então lidos em conjunto e discutidos, a cada encontro. Escritura e leitura são adotados como exercícios práticos na “produção de si como artista contemporâneo”, em um contexto e local específicos.
Ricardo Basbaum é artista, curador e crítico. Reside no Rio de Janeiro. Trabalha no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor visitante na Universidade de Chicago entre outubro e dezembro de 2013. Pesquisa as relações entre arte, sociedade e cultura. Tem desenvolvido um vocabulário específico para seu trabalho, aplicado de modo particular a cada novo projeto. Projetos individuais recentes incluem re-projecting (london) (The Showroom, Londres) e Diagramas (CGAC, Santiago de Compostela), ambos em 2013. Entre outras participações em exposições estão: 30a Bienal de São Paulo, 2012; Bienal de Busan, 2012; A Rua: Rio de Janeiro and the Spirit of the Street, MuHKA, Antuérpia, 2011; e 7a Bienal de Shanghai, 2008. Em 2007, o projeto “Você gostaria de participar de uma experiência artística?” foi apresentado na documenta 12, Kassel. Em 2006, Basbaum foi co-curador do projeto On Difference #2 (Kunstverein Stuttgart) e pogovarjanja/conversations/conversas (com Bojana Piskur, Skuc Gallery, Ljubljana). Autor de Manual do artista-etc (Azougue, 2013), Ouvido de corpo, ouvido de grupo (Universidade Nacional de Córdoba, 2010) e Além da pureza visual (Zouk, 2007).
———
Cristoph Keller
Hidrologia para Artistas – Uma arqueologia e Futurologia de Intervenções Hidrelétricas na Paisagem Tropical
O workshop investigará métodos e tecnologias de indústrias hidrelétricas e seus efeitos a longo prazo sobre a paisagem tropical, clima e biodiversidade no Brasil e América do Sul.
Será oferecida uma introdução a uma “Hidrologia para artistas” fictícia, reunindo informações básicas e metodologias nas áreas de hidrologia, climatologia, oferta e demanda de energia e tecnologia de usinas hidrelétricas. A complexa situação da biodiversidade e climatologia na maior bacia amazônica será examinada, bem como a história da extração de energia por meio de empresas industriais na paisagem tropical. Convidaremos palestrantes que vão desde cientistas a mentores de direitos indígenas, assistindo a filmes e analisando material relacionado com o tema.
O objetivo é possibilitar que os participantes contribuam para o debate público em torno do tema, mediando com meios artísticos e a partir de uma perspectiva artística.
Christoph Keller é um artista de Berlim. Ele estudou Matemática, Física e Hidrologia em Freiburg, Berlim e Santiago do Chile, bem como na Universidade de Artes, Berlim, e na Academy of Media Arts, Colónia.
Exposições individuais selecionadas e projetos incluem: Expedition Bus and Shaman Travel, em Esther Schipper/ abc Berlim (2012); L’Institut des archives sauvages, Villa Arson, Nice (2012); Aether – between cosmology and consciousness, Espace 315, Paris (2011); Observatorium, Kunstverein Braunschweig (2008).
Em suas instalações, frequentemente referenciando configurações experimentais, o artista alemão Christoph Keller utiliza as possibilidades discursivas da arte para investigar os temas da ciência e suas utopias. Os Cloudbuster-Projects (desde 2003) envolvem reconstituições de experiências de Wilhelm Reich para influenciar a atmosfera com energia orgônica. Em Encyclopaedia Cinematographica (2001) e Archives as Objects as Monuments (2000), Keller enfoca a arqueologia do filme científico, a impossibilidade da documentação objetiva, e o problema do impulso arquivista de pôr ordem a um conhecimento abrangente. Apesar de toda a objetividade metodológica, um projeto seletivo e deliberado está sempre em trabalho aqui. Em Expedition-Bus and Shaman-Travel (2002), um ônibus de acampamento espelhado para viagens de pesquisa, o ponto de vista etnográfico da ciência é exposto como uma projeção de sua própria cultura. O espectador é arrastado para a instalação e torna-se um investigador de campo. Keller está, em última análise, preocupado em ligar os métodos e procedimentos do trabalho científico com uma experiência espacial, mas também psicológica e física da arte.

Keller frequentemente trabalha em temas nas fronteiras da ciência, tais como a relação entre hipnose e cinematografia em Hypnosis-Film-Project (2007) ou Visiting a Contemporary Art Museum under Hypnosis (2006) para os quais ele estudou e aplicou experimentalmente métodos hipnóticos: The Mesmer Room (2006). Em Chemtrails Phenomenon (2006) e The Whole Earth (2007), o tema é teorias da conspiração na Internet, que, como “construções científicas” são igualmente expressões de certo estado de consciência na sociedade. Em seu ciclo de trabalho Inverse Observatories (desde 2007), Keller inverte o ponto de vista: não é o universo que é observado, mas sim a própria observação. Em 2008 ele também fundou um grupo de pesquisa interdisciplinar para a representação de estados alterados nas artes na Universidade de Arte de Berna. Conduzindo aos limites da linguagem está a vídeo-instalação Interpreters (2008) na qual tradutores simultâneos traduzem em duas direções ao mesmo tempo em que refletem sobre o próprio trabalho. O vídeo Verbal/ Nonverbal (2010) mostra um grupo de cobaias na frente de um fundo branco neutro inalando um gás alucinógeno e em seguida falando sobre suas experiências.
Christoph Keller primeiro estudou matemática, física e hidrologia, antes de continuar seus estudos na Academia de Arte de Berlim e em Colônia. Suas obras estão presentes em muitas exposições internacionais, como a Bienal de Lyon (2011), Klimakapseln, Museum für Kunst und Gewerbe, Hamburgo (2010), Bienal del Fin del Mundo, Argentina (2009), Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2009), Dreamtime, Musée des Abattoirs em Toulouse (2009), Artfocus Jerusalém (2008), Made in Germany em Hannover (2007) ou a exposição individual Observatorium no Kunstverein Braunschweig (2008) ou LIAF Lofoten (2011). Æther – between cosmology and consciousness (2011), no Centro Georges Pompidou em Paris, foi o seu primeiro projeto artístico e curatorial em um contexto institucional.
Recebeu vários prêmios e subvenções para o seu trabalho como o Ars Viva-Preis para a arte e a ciência, o PS1 studio-grant, em Nova York, Residences Internationales aux Recollets, Paris, BM Suma em Istambul e Capacete em São Paulo, Brasil. Christoph Kelller é baseado em Berlim. Atualmente ensina como professor convidado de Media Art na Hochschule für Gestaltung, em Karlsruhe, bem como no departamento de artes visuais da Haute École d’Art et de Design, em Genebra.
———
Tutores (estão disponível o ano todo para os participantes)

Helmut Batista (também da um seminário)

Solvitur ambulando/Se soluciona andando
É uma oficina de discussões com duração de 10 meses onde questões de aceleração e redução de produção serão postos em pauta.
Helmut Batista (Rio de Janeiro 1964) estudou opera na ESAT e trabalhou na ópera de Vienna. Em 1998 funda o CAPACETE uma organização sem fins lucrativos direcionado ao pensamento contemporâneo. Realizou, produziu e organizou inúmeras palestras, seminários, odficinas e exposições no Brasil e no exterior. Como artista, até 1997, expôs na Gallery Schipper, Air de Paris, Massimo de Carlo, Von Senger entre outras. Em 2013 curou e organizou uma mostra no Portikus em Frankfurt.
———
Amilcar Packer (também da um seminário)
Conversas dirigidas – compoem um espaço mediador – por meio de perspectivas clínico-filosóficas – e poéticas – que tangenciam o curatorial – pretextos para deixar o tempo passar – juntos – durante alguns dias – nos contradizendo – e insistindo – em estados provisórios – e digestéticos – pele do pensamento – éticas da existência.
Amilcar Packer nasceu em Santiago do Chile em 1974 e mudou-se para o Brasil em 1982. Formado em Filosofía pela Universidade de São Paulo, é mestrando em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC São Paulo. Packer desenvolve uma prática que reconfigura os campos semânticos de objetos, arquiteturas e corpos humanos por meio de ações e intervenções, fotografías, vídeos, instalações, e apresentações em diversos formatos que estabelecem campos relacionais e que buscam subverter as gramáticas normativas dos espaços sociais e os mecanismos históricos de poder. Suas atividades visam neutralizar discursos dominantes, e contribuir para desinstalar dispositivos de opressão instituídos e cristalizados na partilha cultural do sensível – com sua correlata segregação do espaço –; na sedimentação de estruturas de poder – e sua naturalização na linguagem; e nos padrões sociais e socializantes de comportamento – que impõem políticas de homogeneização das subjetividades.
Packer colabora regularmente com iniciativas autogestionadas como o Como_clube, a Casa do Povo, e o CAPACETE, do qual, entre os anos 2011 e 2013, foi co-diretor do programa de residências artísticas de pesquisa. Tomando as artes como um território privilegiado para a experimentação ética, suas atividades se extendem em formatos discursivos, aulas e oficinas, encontros e conversas, almoços e passeios que estabecem espaços e estados provisórios para dinámicas coletivas menos hierarquizadas, onde predominam a construção da horizontalidade, o debate crítico, o aprendizado mútuo e a convivência. Nos últimos anos, se apresentou em programas de formação como Städelschule, Frankfurt, Alemanha, 2013; PIESP – Porgrama Independente da Escola São Paulo, 2013, Centro de Investigaciones Artisticas, Buenos Aires, Argentina, 2013; History Matter CCA – Lagos, Nigéria, 2012; Universidade de Verão, Rio de Janeiro, 2012 e 2013; the Harbor, Beta Local, San Juan, Puerto Rico, 2011; Novos Coreógrafos, CCSP, 2010; On Reason and Emotion, Sydney Biennial 2004 educational programs – Hobart School of the Arts, Launceston School of the Arts, Tasmania, Autrália, 2004.
———
Manuela Moscoso (tutor)
Moscoso é uma curadora que enfatiza principalmente o pensamento especulativo e ações no sentido de privilegiar a imaginação. Seja organizando exposições, iniciando um espaço, um programa de residências ou uma plataforma online, entende a colaboração como parte integrante da sua prática. Moscoso foi a curadora adjunta de la12 Bienal de Cuenca Equador 2014, e, recentemente curo Martha Araújo: Para um corpo pleno de vazios em a Galeria Jaqueline Martins em São Paulo;Yael Davis: a reading that writes an script Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Fisicisimos, Universidad Torcuato di Tella, em Buenos Aires; Quarter System, Universidad de Navarra, Pamplona; The Queens Bienal no Museu Queens, Nova York; ou Antes de Tudo no CA2M, Madrid, entre outras exposições. Ela está desenvolvendo um projeto de pesquisa de longo prazo para Casa del Alabado Arte Pré-Colombino em Quito envolvendo práticas artísticas contemporâneas, os primeiros artistas em responder a coleção são Asier Mendizabal e Osías Yanov. Desde 2010, juntamente com Sarah Demeuse é Rivet, um escritório de curatorial investiga noções de implantação, a circulação, exercício e ressonância. Sua pesquisa se concretizou em projetos em Nova York, Vitoria-Espanha, Los Angeles, Ghent ou Beirute. O ultimo projecto de Rivet se chama The Wilson Exercise sobre ficar apto ao trabalhar em conjunto com os artistas Marc Vives e Anna Craycroft e ainda seguindo o interesse individual. É uma forma de prestar muita atenção ao processo durante o desenvolvimento de um projecto multifacetado – compreendendo conversas pessoais, uma escola de verão em Stavangers, teleconferências, duas exposições em Los Angeles e Barcelona, e uma publicação Manual projetado pelo Project New York – entre os dois artistas e o duo curatorial. Rivet publicou recentemente Thinking about it com Archive Books e está a preparando a primeira monografia do artista Daniel Steegmann Mangrané com o diseñador Manuel Reader.
 Nos últimos anos, ela tem falado o dado workshops em Bulegoa Bilbao, no Worlds Biennale Forum em São Paulo, ArtBO na Colômbia, Open Forum em Buenos Aires, HKW Synapse em Berlim, No Mínimo em Guayaquil, Charlas Parásicas em Lima, SITAC XI México DF ou Videobrasil São Paulo, entre outros. Junto com Amilcar Packer desarrollo o programa curatorial Maquina de Escrever centrado em a escritura como uma ferramenta para construção do pensamento. Moscoso tem um mestrado de Center for Curatorial Studies na Bard College e BA em Belas Artes na Central Saint Martins Escola de Arte e Design.