Kalliopi Tsipni-Kolaza

Curadora independente e pesquisadora, vive em Atenas, Grécia.

Entre 2012 e 2015, ocupou cargos de curadoria em instituições públicas de arte em Londres, 
incluindo Serpentine Gallery, Fundação da Arquitetura e a Sociedade de Arte Contemporânea. 
Em 2016-2017, Tsipni-Kolaza trabalhou como Assistente Curatorial para a Documenta 14 em Atenas e 
Kassel. Seus projetos recentes incluem: Orange Trees that Talk, uma performance mediada por Cooking 
Sections no Botkyrka Konsthall em Estocolmo e "Sonic Revolutions Vibrations from Levant", apresentado 
na Haus der Kulturen der Welt em Berlim, 2016. Tendo recebido o prêmio da plataforma 
Forecast. Tsipni-Kolaza desenvolveu a Sonic Revolutions, uma exposição de dois dias, sob a forma de 
um álbum, explorando questões de justiça espacial, memória coletiva e história através do desvio da 
cultura popular.

Para sua residência de quatro meses com Capacete no Rio, ela continuará sua pesquisa na cultura 
subterrânea e popular e suas várias formas de expressões artísticas com foco em música, som, 
performance e cinema. Ela pretende analisar a história de coletivos de arte, espaços de artistas, 
iniciativas curatoriais e estruturas institucionais para investigar os formatos que empregam para 
sobreviver às mudanças rápidas que ocorrem na paisagem econômica e política da cidade.

FúriA DissidentE

A utilização do pornô com intenções políticas e libertárias CONTRA a indústria massacrante da pornografia normativa e do patriarcado branco cismagroheteronormativo, que extermina como em matadouros azougues xs corpos marginalizades.

Este é um chamado a revolta e insurreição transfeminista!
A residente Bruna Kury convida performers com suas corpas desobedientes que fazem e pensam em pós-pornô sudaka para o Capacete. A artista que breve em sua residência vai experimentar e trocar com sua proposta de “OFICINA DE VÔMITO” e com o conceito de “PORNORECICLE” convida para esse primeiro encontro para que possamos começar a pensar em interseccionalizações e anarcxtransfeminismo. DIY!

COM:
Bruna Kury (Brasil)
Walla Capelobo (Brasil)
Igor Gonçalves (Brasil)
Constanza Castillo-Missogina (Chile)
PachaQueer (Equador)
Paulx Castello (Brasil-Argentina)
Promískua (Transfronteiriça)
Mucha_chx (Andina)
Ventura Profana (Brasil)
Rodrigo Alcântara (Brasil)
Zene Gatynha (Brasil)
****sem fronteiras!****

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*O projeto PORNOPIRATA foi criado para ser fonte de renda e autonomia na marginalidade; popularização da PÓS-PORNO e afronta a heteronormatividade compulsória, a idéia é participar de eventos e feiras principalmente na rua (durante a residência haverá intervenções camelô banquinha no Saara) para mostrar que outro pornô é possível e muitas vezes nossos tesões estão condicionados. Sexorcismos, pornoterrorismo, pós pornografia, glitterrorismo, sexualidades dissidentes, corpas não assimiláveis e marginalizadxs e oprimidxs, corpxs gordxs, travestis, ditas doentes, doentes, cyborgs, kuirs, sudakas, negrxs, indigenxs, trans, intersexs, com diversidades funcionais, ditas sujas, sujas, antiheterokapital.
O projeto é distribuído e pirateado pela Bruna Kury.

XXX
Mostra póspornô gordx e conversa sobre – por Missogina
Mostra de material recompilado sobre pós-pornô gordx, com o objetivo de visibilizar os corpos gordos como corporalidades sexuais, os distintos tipos de corpos gordos (sudakas, negrxs, trans, com diversidade funcional, etc.), o espaço que ocupam no ativismo pornô e a experiência de colocar o corpo gordo no sexo. quais corpos podem fazer pósporno? Um corpo gordo pode ser um corpo pósporno?

XXX
Despacho decolonial

O silêncio gera o ruído que convoca o rito e transforma a fala em vômito. Pelo rabisco a escrita rompe o silenciamento gerando queima da colonialidade existente na porosidade da pele. Entre os ruídos e sussurros uma corpa circunscreve os delírios dos sonhos ancestrais. Regurgita e explode de revolta.
Sobre subjetividade não capitalizada, sobre corpos não decifrados pelo falo-capitalismo.
Consumida pelo fogo, sacia o desejo do estômago enterrando a fantasia de nacionalidade.
Zene Gatynha

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Performance: Caixão e vela preta

Transformação por meio da perfuração. Rito de expurgação dos agressores por meio de conhecimento intuitivo e instintivo e composição de afetos e prazeres. Um convite a criação de um corpo e obtenção da autonomia desse corpo.
Walla Capelobo, Rastricinha, Gatynha.

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O primeiro cordel do Coletivo Xica Manicongo intitulado “Sertransneja” estará exposto junto aos novos trabalhos de cordel “Manifesto Traveco-terrorista”, de Tertuliana Lustosa, com capa Giorgia Narciso e com o lançamento do “Cordel Pornô”, de Tertuliana Lustosa tambem com fotografias de Mayara Velozo

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Comidinhas délyz por La Gorda Vegana –https://www.facebook.com/lagordavegananomada/

 

 

 

 

 

 

 


Cinema KUIR . 28

Sexta-feira, dia 29 de setembro, o Cinema KUIR faz uma sessão no Capacete (Rua Benjamin Constant, 131. Glória – RJ).

Exibiremos “Arremate” e conversaremos com Evelym GutierrezEthel Oliveira e Lidi de Oliveira.

Sobre o curta:

Através da confecção de roupas que vão além do gênero, tramas de afetos se constroem entre a Baixada Fluminense e a Lapa.

Elenco: Andrey Chagas, Christina Aguiar, Danny Santos, Evelym Gutierrez, Indianara Siqueira, Juliana Providência, Lidi Oliveira, Lorena Braga, Luiza Alves, Kaique Theodoro, Leoni Albuquerque, Livinha, Luciana Vasconcellos, Martinha do Coco, Naomi Savage, Renatinha, Rosangela Braga, Tainá Gamelheiro, Tertuliana Lustosa, Tia Angélica, Wescla Vasconcelos, Yasmin Falcão.
Roteiro e Direção: Éthel Oliveira
Câmeras: Érika Villeroy , Éthel Oliveira, Gabrielle de Souza e Rafael Mazza
Edição : Elena Meirelles
Design: Ilana Paterman Brasil
2017

>>> para esta sessão, pedimos contribuições de alimentos e itens de higiene pessoal. colabore se e como puder.

 

 

 


Bruna Kury

 

 

 

Bruna Kury é brasileira, anarcatransfeminista, performer, pesquisa kuir sudaka no cotidiano e já performou com a Coletiva Vômito, Coletivo Coiote, La Plataformance, MEXA e Coletivo T. Pirateia e faz pós porno e pornoterror. Desenvolve performances/ações diretas contra o cis-tema patriarcal heteronormativo compulsório vigente e a opressões estruturais (GUERRA de classes), principalmente em lugares de crise. Participou ultimamente da mostra Todos os Gêneros com a banquinha PornôPirata, da virada cultural em SP com o Coletivo T e do Terminal 10mg com o Coletivo MEXA.

Pretende na residência pesquisar e experienciar e trocar sobre o conceito criado “pornôrecicle” e a expurgação do patriarcado na “oficina de vômito”.

foto por Rafael Marques


MaMa Café

 

 

O Mama Café é um jardim de infância gratuito para crianças e adultos. Um espaço ocupado por todos nós com possibilidade de comer, beber e brincar com obra de arte. Um espaço comum de puericultura onde podemos conversar abertamente sobre escola, desescola, relações familiares, sociais e ecológicas. Amamentar tudo!

Nessa edição nosso convidado será Bruno Damião que é Mestrando em Estudos contemporâneos da Arte (UFF). Licenciado em Dança pela UFRJ. Atua como dançarino do grupo de pesquisa de Ritmos e Danças Batakerê – SP. Atuou como intérprete criador no Núcleo Luz do Programa Fábricas de Cultura em São Paulo. Foi Proponente e Diretor do Projeto/espetáculo “História sem Fim” do Programa VAI da SMC/SP. Participou do Festival Panorama como estagiário e como mediador de espetáculos nas edições 2014 e 2015 respectivamente. Codirigiu o espetáculo EncenAÇÃO do Colégio de Aplicação da UFRJ – Cap, em 2016.
Atualmente mantém-se pesquisador em dança contemporânea e Professor de Consciência Corporal na Escola Livre de Dança da Maré.
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A ideia do curso é construir um dia de dança que circule por 2 distintas estéticas de dança.

Momento 1. Tríade cantar+dançar+percutir.

A intenção será vivenciar a combinação destas ações de maneira artística, lúdica, convidando à brincadeira de dança todos envolvidos – nós – dos tempos atuais, em que o corpo é mobilizado por uma vasta aparelhagem tecnológica, (quase não executando mais movimentos básicos do corpo) ou nem mesmo brincando, dançando, onde corpo é o centro do movimento.

Momento 2. Stiletto – O corpo e o salto alto.
Uma oficina de Stiletto, onde será trabalhado as habilidades motoras sobre o salto alto, e como se pode a partir deste objeto criarmos novas corporeidades. Será visto ainda as proposições que marcam essa estilística; características tais: relação música e dançarino, (diferentes andamentos) sensualidade, força, alongamento, etc.

>>> Os dois momentos terão em seu início uma preparação física adequado à atividade.

 

 

 


Régis Gonçalves-Wigersma

Brasil/Holanda

Qual é “o papel do artista plástico” na arte e na sociedade brasileira? O objectivo deste projeto (residência) é fazer uma investigação artística visando entender o papel do artista plástico Brasileiro tanto no plano artístico quanto no plano social. Uma tentativa que busca pontuar o papel do artista plástico dos anos sessenta, passando pelas décadas de setenta, oitenta, noventa até o momento atual ou contemporâneo. Uma analise do perfil artístico do artista plástico em conexão com a evolução sócio-cultural que o país atravessou, ou ainda atravessa.


Silvia Rivera Cusicanqui em CORPO PÁ

 

 

Silvia Rivera Cusicanqui é fundadora do Taller de História Oral Andina e do grupo autogestionado Coletivx Ch’ixi. Trabalha temas como memória, oralidade e movimentos sociais indígenas populares, principalmente na região Aymara. Silvia vem ao CAPACETE para participar do programa CORPO PÁ, um programa de trocas intensivas que tocam as relações ancestrais entre corpo, memória, território e produção de conhecimento afim de trocar e praticar estratégias para encontrar a linguagem dos rituais, da dança, do sonho, do trabalho cênico, da ecologia, da artesania, dentre outros, numa combinação da prática artística com a prática comunitária.

 

corpo pá com silvia rivera cusicanqui


GAE Expande #04

 

GAE – Grupo de Pesquisa em Arte e Ecologia é formado por professores e estudantes de Artes Visuais numa colaboração entre UFRJ e UFJF. Neste encontro de setembro faremos um Apanhadão dos encontros passados, e aproveitamos para refazer o convite para os até então interlocutores que passaram pelo GAE EXPANDE ( Ana Hupe, André Vecchi, Camilla Rocha Campos, Fabiane M. Borges, João Queiroz, Jorge Soledar, Malu Fragoso, Marina Fraga, Renata Zago, Ricardo Basbaum, Rundhsten V. de Nader)


Marie Homer Westh

 

 

 

O foco principal do trabalho de Marie por longo tempo tem sido a dinâmica entre o indivíduo e a cultural que o cerca e como nossa identidade é formada ao mesmo tempo que forma essas dinâmicas. Atualmente a artista está interessada sobre como que nós humanos criamos nossos sonhos, nos projetando em espaços de não-lugar e desenvolvendo mundos e objetos para preencher esses sonhos.

 

 

 

marie westh


Cíntia Guedes

 

Cíntia nasceu mulher-macho em Campina Grande – Paraíba, em junho de 84. Em quase sete anos de morada, a Bahia lhe rendeu régua e compasso; lá concluiu a graduação, em Comunicação, e o mestrado, no Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade, ambos pela UFBA, e foi coordenadora de programação dos equipamentos culturais do estado pela Secretaria de Cultura (SECULT-BA). Hoje vive e estuda no Rio de Janeiro, é doutoranda do curso de Comunicação da UFRJ e realiza ações diversas em diálogo com o campo das artes. Suas pesquisas giram sobre os temas da memória e da produção de subjetividade, desde perspectivas descoloniais e anti-racistas. Investiga a presentificação da ancestralidade no encontro entre seu corpo, de mulher negra nordestina, e a cidade colonial contemporânea. Em 2016, realizou em parceria com artistas e professoras, a oficina Resistências feministas na Arte da Vida no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Em 2017 participou da residência artística do Capacete, onde realizou uma série de oficinas sobre como amolar facas, na qual experimentou processos de ativação de corpo-memória para ampliar a potência dos gestos de (ins)escrita dos corpos participantes em seus percursos pela cidade. Colaborou com revistas acadêmicas e não acadêmicas, destes, destacam-se artigos para revistas como Bagoas (n.12) e a francesa Multitudes (n.65), a organização do dossiê Resistências Feministas na Arte da Vida para revista Lugar Comum(n.47), e o escrito Des(en)terrar o corpo para o dossiê Situar/mover: corpo, território, política da revista DR e o texto colaborativo. 

 

Crédito Breno Cesar


Telepresença vídeo – Dibu – OjO

 

 

 

 

Streaming Performance: VIDEO-DIBU-OJO

VALENTINA DURAN, FABIAN FLORES, JO VARELA, RODRIGO GARCIA, FABIOLA CERDA, VJ PIXEL, DANIEL OYARZUN, BRAULIO GATICA, CLAUDIO RIVERA-SEGUEL, ANIBAL ZAPATA

CAPACETE / RIO DE JANEIRO

O Capacete tem o prazer de convidá-lo para a performance de telepresença que será realizada
pelo coletivo de criativos chilenos na quarta-feira 16, de agosto, às 19:00 hrs.

Endereço: Rua Benjamin Constant, 131 – Gloria

BRASIL / CHILE 16 – 08 – 17
CAPACETE / ArTeK

(ESPAÑOL)

Streaming Performance: VIDEO-DIBU-OJO

VALENTINA DURAN, FABIAN FLORES, JO VARELA, RODRIGO GARCIA, FABIOLA CERDA, VJ PIXEL, DANIEL OYARZUN, BRAULIO GATICA, CLAUDIO RIVERA-SEGUEL, ANIBAL ZAPATA

CAPACETE / RIO DE JANEIRO

Capacete, tiene el agrado de invitar a usted al performance de telepresencia que se realizará
por parte del colectivo de creativos chilenos el día Miércoles 16 de Agosto a las 19:00 hrs.

Dirección: Rua Benjamin Constant, 131 – Gloria

BRASIL / CHILE 16 – 08 – 17
CAPACETE / ArTeK


CORPO PÁ – práticas de memória e território

 

 

 

 

CHAMADA ABERTA

CORPO PÁ

práticas de memória e território

 

 
Convidamos:ativistas/defensoras/indígenas/quilombolas/negras/LGBTQI/pesquisadoras/artistas/educadoras/cuidadoras e ++ para criarem e gerirem um espaço seguro para articulação, vivência e investigação interdisciplinar dos diferentes modos de aprender desde perspectivas anti-coloniais e comunitárias. Os encontros terão um caráter plástico, de trocas circulares de saberes e de metodologias de experimentação.

O que acontece quando… a teoria assenta, o saber habita o corpo, o corpo invade a escrita e os processos de aprendizado desembocam em processos vitais?

O programa irá visitar o trabalho de ativistas e teoricxs que habitam e pensam o sul-sul global, a partir de aproximações anti-coloniais, anti-racistas, feministas, terceiro mundistas, latino-americanas, pelo direito a terra e ao território, autonomistas, dentre outras, tendo como lastro o pensamento de Silvia Rivera Cusicanqui, que se juntará ao grupo durante 4 dias no mês de setembro.

O objetivo principal dos encontros é incentivar trocas intensivas que toquem as relações ancestrais entre corpo, memória, território e produção de conhecimento, e neste sentido são bem-vindas estratégias para encontrar a linguagem dos rituais, da dança, do sonho, do trabalho cênico, da ecologia, da artesania, dentre outros, numa combinação da prática artística com a prática comunitária. Nesse sentido ressaltamos que que as práticas serão coletivas e que não exigem nenhum grau de escolarização formal.

As inscrições serão feitas até o dia 13 de agosto pelo e-mail: praticasdememoriaecorpo@gmail.com

Todas as pessoas inscritas estão convidadas para o primeiro encontro aberto no dia 14 de agosto no Capacete, rua Benjamin Constant 131 – Glória, Rio de Janeiro. Nesse primeiro momento, além de nos conhecermos, traçaremos juntxs o andamento dos futuros encontros que acontecerão sempre as segundas feiras, das 19h as 21h, nos meses de agosto, setembro e metade de outubro, no Capacete e na sede da ONG Justiça Global.

Pedimos que ao realizar a inscrição a pessoa participante esteja comprometida em estar presente e ativa nas atividades que o programa irá propor.


*** esse projeto é um convite de Camilla Rocha Campos, Cíntia Guedes e Humberto Vélez para a construção de um processo coletivo
*** temos o apoio de Justiça Global, Capacete e Instituto Goethe
*** maiores informações serão repassadas as inscritxs por e-mail



oficina : sobre como amolar facas

movimento #1: oficina sobre como amolar facas/quem tem medo da preta que fala como preta?

assento meu corpo sobre os monumentos da cidade colonial. ela me convida à fala cordial e ao silêncio

pacificador. os que possuem a cidade não querem dividir meu desconforto em habitá-la. dizem que não

tenho as palavras certas e nem a literatura completa. dizem que sou violenta, que não há coerência nem

significado no que digo. tentam imobilizar os afetos que minha fala/escrita, situada desde um corpo de

mulher preta, pode gerar. me negam a autodefesa e a autorrepresentação. me roubam a capacidade de

imaginar, o que vem junto com o desmonte da memória das minhas/meus maiores.

afiar a faca e cortar primeiro a própria carne. como escrever para retomar um corpo marcado pelas forças

do racismo, do machismo? como escrever atenta aos investimentos da transfobia, da lesbofobia, do

capacitismo e das muitas forças de colonização que mediam nossa experiência de mundo?

convido todes para, através da escavação e partilha de memórias, sonhos, leituras, escritas, línguas,

vivências e vidências, somar em processos de aquilombamento.

cada encontro terá interlocutoras convidadas, e neste primeiro a bailarina, performer, professora, cineasta

babadeira inaê moreira vai conduzir processos de ativamento das corpas participantes. os encontros

acontecerão em três sessões independentes de dois dias cada, no capacete.

não é pago, não é necessário nenhum grau de escolaridade, os processos de leitura serão coletivos.

neste primeiro encontro vamos apresentar o esboço pensado para o processo, e seguir perguntando: o que

é violência? quem tem medo da preta que fala?

:::esboço:::

• torcer conceitos:

• – fabular memória, relembrar sonhos;

– inventar vocabulário, criar novas línguas;

• operar cortes:

• – abrir o corpo como território político;

– proceder por autópsias, ou a abertura de um campo-corpo de pesquisa;

• costurar tempos:

• – situar o problema ético-estético dentro do contexto político (para além do golpe);

– escavar o passado, especular o futuro para habitar a cidade.

:::insPirações e piratarias:::

“Atrevo-me ao falar-lhe em uma língua que vai além dos limites da dominação – uma língua que não vai

prender você, cercar ou segurá-lo? (…) Nossas palavras não são sem significado, elas são uma ação, uma

resistência. A linguagem também é um lugar de luta (…) Nossa vida depende de nossa capacidade de

conceituar alternativas, muitas vezes improvisadas. Teorizar sobre esta experiência esteticamente,

criticamente é uma agenda para a prática cultural radical. Para mim este espaço de abertura radical é uma

margem – borda aprofundada. Localizar-se lá é difícil, mas necessário. Não é um lugar “seguro”. Se está

sempre em risco. É preciso uma comunidade de resistência (bell hooks, yearning).”

“”É preciso comprometer a vida com a escrita ou é o inverso? Comprometer a escrita com a vida? Na

composição daqueles traços, na arquitetura daqueles símbolos, alegoricamente ela ( a mãe de Conceição)

imprimia todo o seu desespero. Minha mãe não desenhava, não escrevia somente um sol, ela chamava por

ele, assim como os artistas das culturas tradicionais africanas sabem que as suas máscaras não

representam uma entidade, elas são as entidades esculpidas e nomeadas por eles… Nossos corpos tinham

urgências… Era um ritual de uma escrita composta de múltiplos gestos, em que todo corpo dela se

movimentava e não só os dedos… A nossa ESCREVIVÊNCIA não pode ser lida como histórias para

“ninar os da casa grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos (Conceição Evaristo)”.

Datas: 8 e 9 de junho, das 19h às 21h

22 e 23 de junho, das 19 às 21h

6 e 7 de julho, das 19h às 21h

INSCRIÇØES GRATUITAS VIA EMAIL: residency@capacete.org

Proposta desenhada por cintia guedes.
Inaê Moreira como artista do corpo.
Imagens: carolina calcavecchia fotografando para janaína castro alves (em máquina paranoica, 2017)

mixadas por marie rømer westh


GAE expande #02

GAE EXPANDE é uma iniciativa conjunta entre o Grupo de Pesquisa Arte: Ecologias (GAE), comporto majoritariamente por estudantes de graduação, criado em 2015 na UFJF e hoje atuante entre UFRJ e UFJF, e o Programa Continuado CAPACETE 2017.

O GAE experimenta e desenvolve, teórica e praticamente, à partir da idéia de ecologia, diversos fazeres no campo da arte transdisciplinar. Este ano recebe interlocutores externos ao grupo, mensalmente, no CAPACETE, em eventos abertos à interlocução, partindo da exposição de idéias e perspectivas entre-temas pelos pesquisadores, artistas, etc. convidados.

Neste encontro de maio teremos algumas perspectivas :
Arqueoastronomia (Rundhsten Nader . Observatório do Valongo UFRJ)
Ancestrofuturismo (Fabiane Borges. PPGAV EBA UFRJ)
Afrofuturismo (Ana Hupe. artista. PPGAV UFRJ)
Historia futura da Arte (Renata Zago . PPG IAD UFJF)

Convidamos a todos à interlocucao entre pesquisas em andamento.
A forma prevista é uma exposicao curta de cada um dos convidados, que abrem às discussões.
A partir daí a idéia é estabelecermos um papo horizontal, com o grupo, público externo e convidados levantando as questões/problemáticas/devaneios a respeito.

Essa será a segunda edição. A primeira contou com interlocução de Joao Queiroz (Iconocity Research Group . UFJF), Marina Fraga (Revista Carbono), Camilla Rocha Campos (Capacete), e Jorge Soledar (UFRJ), em abril.

Venham!


CAPA PRETA cine circuito – lançamento

Na próxima terça (30), se inicia o CAPA PRETA cine circuito. Evento que acontecerá mensalmente no CAPACETE, e tem como principal objetivo trazer o protagonismo das mulheres negras no audiovisual (seja como diretora, roteirista, atriz, produtora, etc). Idealizado por Safira Moreira, Inaê Moreira, Camila Rocha e Marta Lopes.

Nesse primeiro encontro exibiremos A negra de… (1966), do diretor senegalês Ousamane Sembene, filme que conta a trajetória de uma jovem senegalesa que vai trabalhar na França com o casal de franceses que a empregava em Dakar. O filme trata de modo único os efeitos do colonialismo, do racismo e dos conflitos trazidos pelas identidades pós-coloniais na África e na Europa. Baseado em fatos reais.

E em seguida teremos um debate com Sil Bahia, Diretora de progamas da Olabi e colaboradora da plataforma Afroflix (www.afroflix.com.br), e Janaína Oliveira, idealizadora e coordenadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE – www.ficine.org).

Convidadas:

Silvana Bahia é Diretora de Programas na Olabi. Mestre em Cultura e Territorialidades pela UFF, foi facilitadora da Maratona RodAda Hacker – oficinas de empoderamento feminino em novas tecnologias e coordenou o plano de comunicação do filme KBELA lançado em 2015. É colaboradora do plataforma Afroflix e está envolvida em uma série de projetos ligados à inovação, gênero e enfrentamento ao racismo.

Janaína Oliveira é pesquisadora, doutora em História pela PUC-Rio e professora desta disciplina no Instituto Federal do Rio de Janeiro – Campus São Gonçalo, onde coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígena (NEABI). Realiza pesquisas centradas na reflexão sobre Cinema Negro, no Brasil e na diáspora, e também sobre as cinematografias africanas, sempre buscando conexões que possam incidir também na área da educação das relações étnicorraciais.


!! Pequeno Laboratório !!

Pequeno Laboratório 2017
A proposta é a realização de um lugar onde as ações e transformações são regidas pelo princípio da curiosidade entremeado pelo pensamento de arte.
 
Um lugar de convívio e movimento onde as crianças podem formar um ambiente de experimentos e ensino-aprendizagem entre todos, onde o fazer, construir, brincar, transformar com as mãos e a cabeça fazem parte do reconhecimento ativo do espaço que vivem e formam.
 
Diversas linguagens e ações são propostas como fala de todo o corpo. Fazem parte do convívio, a manipulação de materiais diversos, o desenhar, construir, pintar, jogar, plantar, comer, experiências com sons e o que de novo surgir!
 
Durante o ano também serão convidados artistas com oficinas de um dia.
No final da manhã um pequeno almoço é feito e comido por todos.
 
Daniela Seixas (Rio de Janeiro, 1984). Artista. Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pelo Instituto de Arte da UERJ (2011). Graduada (bacharel/licenciatura) em Artes Visuais pela mesma instituição (2008). Atua como professora do curso para crianças e jovens da Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 2011 e na Educação Básica e graduação do CAp-UERJ desde 2015. Cria experiências com crianças dentro de diversos contextos educacionais e participa de exposições individuais e coletivas. 
João Vicente. Professor, autodidata e incentivador ativo.
Idade: de 2 a 10 anos
Horário: quartas-feiras | 9 – 12h
valor sugerido: R$ 220

Gil & Moti

 Gil & Moti

 

Os projetos de Gil & Moti constantemente exploram identidade, a noção de individualidade e as normas e formas relacionadas a esses temas. Em intervenções sociais de pequena escala eles trabalham questões politico-sociais tais como discriminação, exclusão social e racismo. Como artistas, casal gay, imigrantes que vivem e trabalham em Roterdã (Países Baixos) e judeus (ex)israelenses, eles tem uma experiência direta como os temas que trabalham dentro de suas próprias vidas.

 

 

 

 

© studio Hans Wilschut

 

 


PROGRAMA CONTINUADO

*imagem e foto Joe Bugila

 

o CAPACETE Rio lança seu PROGRAMA CONTINUADO para 2017.
um programa para a pausa, para os sentidos aliados a produções em arte/e/tangentes que miram na raíz da imaginação além da cena.

o programa contempla como método encontros continuados que pe(n)sam situações e bibliografias invisibilizadas pelo processo colonial.

em um contexto artístico no qual o Sul é apontado como estado de espírito se faz necessário problematizar também o corpo que o carrega oferecendo possibilidades para a invenção dessa força de vida.

PROGRAMA CONTINUADO é proposto e desenvolvido por/com Asia Komarova, Jorge Menna Barreto, Joe Bugila, Daniela Seixas, João Vicente, Camilla Rocha Campos, Cíntia Guedes, Marie Hømer Westh, Gil & Moti, Marssares, Max Hinderer, Safira Moreira e Inaê Moreira, Jorge Soledar, Elisa de Magalhães, Feira Fio Dental, Tuanny Medeiros, Marta Lopes, André Emídio, Luix Gomes, Daniel Santos, dentre outrxs.