Arquivos de Resistência

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Quarta 16 Novembro, das 19h as 22h

Quinta 17 Novembro, das 17h as 21h

Sexta 18 Novembro, das 17h as 21h

Arquivos de Resistência é um programa de três dias que junta artistas, ativistas, e o público para discutir estratégias narrativas de movimentos sociais e conscientização política.

O programa é acompanhado por três artistas convidados que trabalham com arquivos fotográficos e materiais históricos de resistência anticolonial e não-normativa para criar  ferramentas para as lutas atuais.

O foco central do programa é abrir diálogos sobre diferentes narrativas de luta e estabelecer pontos de conexão e aliança entre diversar comunidades.

O programa será moderado por soJin Chun e Ian Erickson-Kery

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira (19h-21h):

Para ver: exibição de filmes de Joyce Wieland (apresentados por Lauren Howes, diretora executiva do CFMDC, Canadá), Cecilia Estalles (Argentina), Marton Robinson (Costa Rica), e o coletivo Araya-Carrión (Chile), seguida de conversa entre Howes e os artistas convidados. Os filmes de Wieland são feitos a partir de arquivos dos anos 30 aos anos 70. Wieland se intitulava “ativista cultural” e ficou renomada por obras que tratavam da identidade nacional canadense desde uma perspectiva feminista em um ambiente artístico dominado por homens.

Para comer: Kadija de Paula & Chico Togni vão arquivar um alimento dentro do outro em um processo de engastração vegana, inspirado no clássico turducken canadense.

Para beber: as revolucionárias cervejas artesanais da Tito Bier diretamente de São Paulo!

Quinta-feira (17h-21h):

Apresentação do trabalho do coletivo chileno Araya-Carrión, seguida por uma atividade proposta pelos próprios artistas, em um método de leitura e ativação do espaço urbano e histórico.

Sexta-feira (17h-21h):

Apresentação do trabalho de Marton Robinson, seguida por uma conversa aberta e uma atividade coletiva proposta pelo artista.

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Araya-Carrión são os artistas chilenos, Jaime Araya Miranda e Manuel Carrión Lira. No contexto deste programa, apresentarão seu projeto em Neptume, uma comunidade no sul do Chile onde colecionaram arquivos materiais e fotográficas em colaboração com os moradores. Seu arquivo inclui amostras de uma montanha de serragem de 80 anos, coletada em uma serraria na cidade, que serve como testemunho material dos processos de transformação levados a comunidade através das várias formas de colonização.

Cecilia Estalles é artista e fotógrafa. Seu trabalho foca predominantemente em práticas coletivas e ativistas, particularmente na documentação de movimentos queer e feminista. Ela é criadora do Arquivo de Memória de Mulheres Trans, para o qual ela coleta e digitaliza fotografias de mulheres trans em Buenos Aires da década de 70 até os anos 2000, muitas delas assassinadas pela polícia. Apesar da aprovação da lei de identidade de gênero na Argentina em 2012, mulheres trans continuam enfrentando várias formas de discriminação.

CFMDC é, desde 1967, um líder na distribuição de filmes independentes de artistas para telas em toda parte. O distribuidor conta com 3850 títulos no catálogo, incluindo entre os mais respeitados e originais obras de arte fílmicas. Distribui todo gênero de filme independente, feito por mais de 1000 membros. CFMDC é recurso crítico para curadores, programadores, instituições de ensino, festivais, museus, e emissores pelo mundo inteiro.

Martón Robinson é descendente segunda-geração de imigrantes jamaicanos na Costa Rica. Cresceu em San José, onde a história da luta é evidente hoje na herança e identidade afro-latina. Sua obra narra essa historia e enfrenta o carácter problemático das representações dos afrodescendentes na cultura popular através de vídeo, instalação, e gravura.


Respira Conspira

Respira Conspira - cartaz A3

 

RESPIRA  CONSPIRA

␣␣␣␣␣␣ tudo  que ␣␣␣␣␣␣␣ ␣␣␣␣␣␣␣␣ -­  Paulo  Leminski

Conspirar:  do  latim  conspirare:  agir  em  harmonia,  conspirar,  equivalente  a  con  +  expirar;;  respirar:  respirar  junto            Conspirar  frequentemente  tem  uma  conotação  negativa;;  um  jogo  estratégico  sombrio,  uma  aliança  para  um  golpe   ␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣ sentidos,  para  ser  mais  atento  aos  sinais  e  pensamentos  do  outro;;  vozes  baixas  que  respiram  o  mesmo  ar.            RESPIRA  CONSPIRA  é  uma  ␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣  iniciada  por  Camilla  Rocha  Campos  e  Thora  Dolven  Balke  que  visa   ␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣ que  orientam  corpos  quanto  seus  contextos  sociais,  com  o  intuito  de  buscar  outros  movimentos  possíveis  a  partir   de  uma  situação  dada.  Essa  pesquisa  aberta  será  apresentada  ao  longo  de  7  dias,  entre  os  dias  7  e  14  de  

novembro  de  2016  no  CAPACETE.   Todos  os  eventos  são  gratuito  e  terão  tradução  sussurrada  entre  português  e  inglês.  

Segunda  &  Terça  das  17:00  às  20:00 Workshop  com  Humberto  Velez  (PA/UK) Participativo  –  um  workshop  sobre  projetos  de  arte  públicos  e  participativos  desenvolvido  para  Respira  Conspira   no  Capacete.  O  workshop  visa  examinar  as  possibilidades  de  colaborações  e  coletividades,  porquê  e  como  artistas   trabalham  com  grupos  e  comunidades;;  quais  seus  interesses  comuns,  suas  necessidades  e  como  são  …

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Quarta  9/11  das  19:30  às  22:30  h Falatório  com  residentes  Capacete  2016 Começando  com  a  conspiração  que  se  instaura  na  residência  Capacete,  essa  conversa  com  os  residentes  do   Programa  de  2016  irá  considerar  questões,  movimentos,  outras  conspirações  e  experiências  que  se  manifestaram   ao  longo  de  8  meses  de  convivência,  fora  e  dentro  da  residência.

Niqui  Tapume   O  artista  Marssares  (BR)  irá  construir  uma  nova  estrutura  física  para  Capacete,

Cozinhando  Respira  Conspira   A   auto-­revolucionária   e   chef   residente   do   Capacete   Kadija   de   Paula   (BR)   irá   nutrir   xs   participantes   do   Respira   Conspira  junto  a  outrxs  chefs  convidadxs  ao  longo  dos  encontros.

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Quinta  10/11  das  15:00  ás  17:00  h Falatório  com  Ella  (BR)  e  convidadx  surpresa  (?) Ella   é   um   coletivo   de   mulheres   artistas-­pesquisadoras.   Ella   é   uma   experiência   de   criação   de   um   Medium   para   ativações  de  pensamentos  e  ações  de  trabalho  de  arte.  O  coletivo  se  formou  a  partir  do  encontro  entre  mulheres   artistas,  estudantes  e  pesquisadoras  da  Escola  de  Belas  Artes  da  UFRJ  no  desejo  de  desconstruir  as  hierarquias   tradicionais  do  ensino  de  arte  na  universidade  e  explorar  territórios  de  arte  na  cidade.

das  17:30  às  20:00  h Conversa  restaurativa  com  Dominic  Barter  (BR/UK)   Dominic  Barter  trabalha  com  inovações  sociais  baseadas  no  diálogo,  empatia  e  parceria.  Em  meados  dos  anos  90   ele  desenvolveu  os  Círculos  Restaurativos,  uma  prática  baseada  no  empoderamento  comunitário  para  dinâmicas…

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Sexta  11/11  das  17:00  às  19:00 Leitura  grupal  com  Ian  Ericksson-­Kery  (US) Ian  é  escritor,  pesquisador  e  tradutor  com  foco  na  interseção  entre  arte  e  ativismo  político.  Ele  organiza  grupos  de   leitura  com  certa  frequência  no  Rio  de  Janeiro,    envolvendo  traduções  e  enunciações  coletivas.  Um  dos  postulados   desses  encontros  é  estabelecer  tempo  para  articular  desejos  coletivamente  tendo  em  vista  o  individualismo   recorrente  que  privatiza  o  presente  e  o  futuro.  Para  Respira  Conspira  ele  ira  propor  um  texto  para  ser  lido  e  discutido   juntx.

das  19:15  ás  22:30 Som   conversa   com   Marssares   (BR),   Lilian   Zaremba   (BR),   Caetano   (BR),   Gaby   Hartel   (DE),   Thora   Dolven  Balke  (NO),  Leandro  Nerefuh  (BR)  e  Daniel  Sant’Anna  (BR)   Nessa   conversa   os   participantes   trabalham   com   sons   e   música   de   variadas   formas;;   como   artistas,   curadores,   professores,   pesquisadores,   produtores   e   escritores,   por   exemplo.   Eles   irão   trazer   sons,   barulhos,   gravações   e…

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Sábado  12/11  das  17:00  às  19:00

␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣ participantes  irao  coletivamente  apresentar  e  falar  sobre  suas  impressões  ao  longo  do  workshop.

das  19:00  às  22:30 Respira  o  corpo  conspira  com  Trine  Falch  (NO),  Michelle  Mattiuzzi  (BR),  Camilla  Rocha  Campos  (BR)   e  Tali  Serruya  (AR/FR) Momento  em  que  o  corpo  é  o  condutor  de  ações  entre  pessoas  presentes  como  uma  reação  a  noção  de   conspiração  -­  criação  de  outros  movimentos  baseados  em  situações  e  histórias  recorrentes  trazendo  variadas   perspectivas  de  entendimento  e  expressão.   Trine Falch␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣ Respira   Conspira   junto   às   pessoas   presentes.   Michelle   Mattiuzzi   é   uma   artista   que   usa   seu   próprio   corpo   para   tornar  visível  narrativas  histórica  e  atuais.  Através  de  contribuição  de  pessoas  Camilla  Rocha  Campos  irá  fazer   bolhas  e  construir  um  contexto  carregado  de  humor  e  crítica.  Tali  Serruya  irá  apresentar  um  exercício  entorno  da   reação  físico  e  emocional  através  do  contágio  que  tendem  a  se  espalhar  entre  grupos  e  pessoas.

Caminhada  de  mulheres  com  Julia  Retz  (BR)  e  Aurelia  Defrance  (FR) As  caminhadas  de  mulheres  são  convites  para  criar  um  momento …  para  se  reunir,  para  guiar  e  ser  guiado  em  uma  deriva  coletiva   ␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣ …  para  entender  o  tecido  urbano  de  que  fazemos  parte ␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣ …  para  encontrar  a  potência  dentro  da  coletividade



Performance de Andrea Fraser – terça-feira 18 outubro

Dia 18 de Outubro – terça-feira, as 19hs
no auditório da EAV Parque Lage

Museum Highlights: A Gallery Talk 1989 Andrea Fraser born 1965 Presented by the American Fund for the Tate Gallery, courtesy of the American Acquisitions Committee 2012 http://www.tate.org.uk/art/work/T13715

O Capacete, em colaboração com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage apresenta um performance-palestra da artista norte-americana Andrea Fraser, na próxima terça feira 18 de outubro, no auditório da EAV Parque Lage, às 19 horas.

 

Em inglês, sem tradução

 

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Andrea Fraser, nascida em Billings, Montana, em 1965, é professora titular de novos gêneros na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

Seu trabalho utiliza vídeo e performance, com uma perspectiva engajada na crítica institucional. Fazendo uma análise crítica das instituições que se envolvem na venda, exibição, e comércio de sua própria produção, os projetos de Andrea Fraser desvendam as políticas, economias e narrativas que legitimam o trabalho de arte, incluindo as hierarquias e os mecanismos de exclusão do circuito. Apesar da seriedade dos assuntos tratados, o resultado se apresenta frequentemente de forma humorística, satírica, e até mesmo ridícula.

Intensa ativista, Fraser foi uma das fundadoras do grupo feminista de performance The V-Girls (1986-1996), participou da iniciativa Parasite (1997-1998) e da galeria cooperativa Orchard (2005-2008).

Suas instalações têm sido mostradas em bienais e museus do mundo inteiro, tais como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Tate Modern, o Whitney Museum, o New Museum, o MoMA, a Dia Art Foundation, a Kunsthalle de Bern e o Centre Pompidou, para citar os mais proeminentes. No início de este ano o Museu d’Art Contemporani de Barcelona organizou a maior retrospectiva de seu trabalho até hoje (em cartaz atualmente no MUAC da Cidade do México).

Apoiada em conceitos extraídos da Psicanálise, Fraser é autora de importantes ensaios publicados na Artforum, Art in America, October, Texte zur Kunst, Critical Quarterly e Documents, entre outras revistas.



Artist’s Film – premiere

Wednesday, 5 October,
19h to 22h

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Ficha técnica

Sinopse

FILME DE ARTISTA é um documentário que aborda a obra de alguns dos mais significativos artistas brasileiros da atualidade (Nelson Felix, Laura Lima, Ricardo Basbaum, Virginia de Medeiros e o Grupo EmpreZa), tendo como perspectiva principal uma reflexão sobre o estatuto que o objeto assume na arte contemporânea. Filmado entre novembro de 2013 e abril de 2015, o documentário dá um panorama bastante instigante da produção brasileira no campo das artes visuais.

Um filme de Roberto Corrêa dos Santos, Renato Rezende e Cláudio Oliveira

Direção: Cláudio Oliveira e Renato Rezende

Roteiro: Cláudio Oliveira e Renato Rezende

Elenco: Nelson Felix, Laura Lima, Ricardo Basbaum, Virginia de Medeiros e Grupo EmpreZa

Direção de Produção: Stefania Fernandes

Produção Executiva: Stefania Fernandes e Juliana de Moraes

Direção de Fotografia: Bernard Lessa

Som direto: Caio César Loures, Caíque Mello e Paulo Anomal

Edição: Bernard Lessa

Correção de cor e finalização de imagem: Denis Augusto

Trilha sonora: Armando Lôbo

Edição de som e mixagem: Thiago Piccinini

Ano de produção: 2016

Gênero: Documentário

Cor: Colorido

Duração: 120 minutos

Formato de captação: Digital

Formato de exibição: Digital

Janela: 16:9

País de origem: Brasil


Confraria do Mungunzá – Materializações na canjica de Cosme e Damião

Quarta, 28 de Setembro,
19:00h – 22:00h

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Aparições captadas pelo olfato, paladar e radiofrequências

Um comida cósmica uma comida constelação uma comida transe uma comida projeção uma comida pra Cosme e Damião uma comida pra agradecer e pra oferecer e pra entregar a tese Cine Fantasma.

Bruxas
Kadija – panelas
Thelma – fogo
Bel – tambores

Trabalho de entrega da tese Cine Fantasma:
Fantasmagorias, circuitos eletrônicos e digitais, sistemas híbridos
de Paola Barreto Leblanc
(PPGAV-UFRJ)


Tecnomagia e Tecnoxamanismo – lançamento de livros

Quarta, dia 21 de Setembro 2016, das 19h as 22h

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Oriundos de uma tradição de antropofagia, digitofagia, midia tática, cultura digital, esses livros mostram um panorama de ações e pensamentos que questionam a fronteira entre ciência e magia, entre o místico e a tecnologia, e traduzem a efervescência de encontros e festivais como o submidialogia, tecnoxamanismo e tecnomagia.

Se de fato houve uma contracultura proliferante no país, nas primeiras décadas deste milênio, ela estará fermentando nessas páginas.

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E nos caldeirões: Gastroxamanismo e Tecnobar com Kadija de Paula & Wallace Masuko


* TECNOMAGIA – Organizaçao Adriano Belisario – NUVEM – Hacklab Rural Ed. Imotirô

* TECNOXAMANISMO – Organizaçao Fabiane M. Borges – REDE TECNOXAMANISMO – Ed. Invisiveis Produçoes.

site: http://tecnoxamanismo.wordpress.com 

livro tecnoxamanismo para download: –https://issuu.com/invisiveisproducoes/docs/tcnxmnsm_ebook_resolution_1/1

livro tecnomagia para download: https://archive.org/details/tecnomagia


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Dia 14 de Setembro as 19:30 

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Essa quarta,

traga suas leguminosas, frutas, vegetais, soros e bebidas para cozinhar,

bater, comer, beber, deglutir, sugar, chupar, mastigar. 

<< O fogão no centro da arena e todos em volta >>

traga seus instrumentos e análogos que não requerem energia elétrica, de

sopro, vento, percussão, canto e resonância para a bateção.

Das 19h as 22h comida e som feito por todos e qualquer um.

Entrada livre com uma contribuição de vegetais, frutas, grãos, bebida, tudo para o caldeirão

A cargo dos residentes Capacete 2016


Conversa sobre hospitalidade com The Search Party and Transburger

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Quarta-feira, dia 20 de julho às 19h30 – the search Party + Transburger + Bar de amanhã

Para este último evento do semestre apresentamos o filme “the search Party”, da artista dinamarquesa Anna Bak, produzido durante sua residência no Capacete este ano. O filme é composto por fragmentos visuais de diferentes lugares que Bak visitou nos últimos 5 meses. O voice over é de conversas entre os participantes do Capacete, feitas a partir de entrevistas individuais sobre viagens, migrações, observações, experiências e trabalhos em diferentes lugares, e sobre estar em uma residência artística.

A partir deste filme se propõem uma conversa para pensar o tema da hospitalidade, desde o ponto de vista ético-individual da pessoa ao invés do tradicional foco político-institucional do espaço.

Este framework proposto por Marcia Ferran, em “Entre fronteiras impingidas e cidades afet(u)adas: hospitalidade” publicado em 2008, em “Livro para ler: 10 anos de Capacete” será usado como ponto de partida para pensar a relevância das residências artísticas frente às migrações e imigrações contemporâneas em uma conversa mediada pela artista-digestora Kadija de Paula.

Para esta conversa, foram convidamos alguns artistas, pesquisadores e gestores de residências artísticas no Rio de Janeiro. Já estão confirmadas as presenças de Bruno Vianna da Nuvem: Estação Rural de Arte e Tecnologia, Nadam Guerra da Residência Artística Terra UNA, Virginia Muller da Casa Rio, Eduardo Bonito da Casa Comum e ComPosições Políticas, e da pesquisadora Márcia Ferran.

Para comer: Transburguers, um projeto de intervenção artística que relaciona impacto ambiental e hábitos alimentares. Esta proposta de Jorge Menna Barreto, Joelson Bugila, Kadija de Paula e Van Holanda, provoca os participantes a se engajarem em uma escultura ambiental. Em outras palavras, aquilo que comermos – ou deixamos de comer – transformará a paisagem e o mundo no qual vivemos.

 Os Transburgers desta quarta serão preparados por Kadija de Paula e Van Holanda as 17:30hrs em uma coreografia culinária de automação gestual dirigida por Tali Serruya e David La Sala como parte do seminário Sandwich Generation – uma pesquisa artística sobre vida e trabalho – organizada pela artista e residente Tali Serruya entre os dias 18 e 21 de julho no Capacete.

Para beber: Oliver Bulas vai agitar, ritmicamente, um menu selecionado de coquetéis refrescantes do Bar de Amanhã.


A Monstra Errática

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Quarta 29 Junho – 19h

A Ferida Colonial Ainda Dói é um projeto de performance iniciado em Veneza (ITA) no ano de 2015 durante a Residência Nomádica Transnational Dialogues. A primeira performance foi realizada no dia 11 de Outubro de 2015, véspera do Dia da Dor Colonial, e consistia na re-inscrição de algumas fronteiras geopoliticamente dominantes (EUA, U.E., BRICS, Israel) com meu sangue sobre um mapa-mundi. Na ocasião, estava em jogo a materialidade do meu próprio corpo racializado em seus trânsitos políticos pelo território europeu. Me interessava, ali, evidenciar uma crítica às fronteiras (especialmente àquelas situadas em territórios geopolíticamente dominantes) como instituições que atualizam o registro da colonialidade no presente imediato do mundo chamado “pós-colonial”.

Para esta nova ocasião, no Rio de Janeiro, proponho repetir o programa realizado em Veneza em concomitância com um falatório por meio do qual algumas das questões que informam a ação e a visualidade da performance possam também encontrar um dizer. Parto da frase “Não existe o pós-colonial” para produzir, a um só tempo, um discurso crítico das narrativas contemporâneas acerca dos corpos, vidas e sensibilidades situadas nas ex-colônias, uma reflexão sobre as interseções possíveis entre performance e decolonialidade e sobre os limites da politização da arte no contexto narrativo do pós-tudo, e uma ficcionalização distópica do assim chamado “mundo pós-colonial” com vistas às histórias reais de populações precarizadas neste início de século.


Regina Tchelly: Favela Orgânica e Ingrid Hapke: Polifonias Marginais

Regina Tchelly no Como Será
Quarta-feira dia 22 as 19:30

Regina Tchelly apresenta o projeto Favela Orgânica, uma iniciativa pioneira que teve origem nas comunidades da Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Surgiu em setembro de 2011, com apenas R$140,00, com os objetivos de modificar a relação das pessoas com os alimentos, evitar o desperdício, cuidar do ambiente e mostrar que é possível acabar com a fome.

Ingrid Hapke lança o livro Polifonias marginais (2015) e falará sobre o processo de criação e o conteúdo deste livro de entrevistas que ela co-organizou com Lucía Tennina, Érica Peçanha do Nascimento e Mário Medeiros da Silva. Polifonias marginais surge do encontro de estudiosos de diferentes percursos, motivações e países que se debruçaram sobre as chamadas literaturas negra, marginal e periférica, e agora expõem as entrevistas feitas em seus trabalhos individuais para além das páginas de suas teses.
Um livro que apresenta múltiplos discursos. Escritores, rappers, poetas, organizadores de saraus e donos de bares onde acontecem recitais literários conversam, direta ou indiretamente, segundo temas distribuídos em quatro capítulos.
Ingrid Hapke mora em Berlim e fez o seu doutorado em Letras sobre a literatura marginal/ periférica na Universidade de Hamburgo. Se considera artista “con-textual”, como analísa e trabalha (com) textos e contextos. Atualmente está mostrando (com Wouter Osterholt) a exposição Paraíso Ocupado sobre a primeira urbanização da Barra da Tijuca, no Studio-X Rio.

Na cozinha: Asia Komarova e Martha Pedalino, ofereceram receitas ancestrais feitas com produtos ecológicos cultivados nas vizinhanças do Rio de Janeiro


DUB Janta e NOIS E Juice

Quarta 15 Junho
as 19h

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Ecos, ruídos e dub sobre pratos a mesa. Comemos juntos numa mesa em rotatividade, noise para comer. Afastados do chão e fechados entre paredes o corpo quer tentar estar nessa experência-sem-progresso. Nessa quarta: bar, arena, sala de jantar e noise para sentantes. Uma proposta do composé Marssares + Caetano Macumba + Libidiunga Cardoso + Kadja de Paula + Camilla Rocha Campos.


Arte-veículo: intervenções artísticas na mídia de massa brasileira

QUARTA 8 JUNHO 2016 – 19hs

Marcia X_Antenas da Raça
Arte-veículo propõe uma reflexão sobre o uso da imprensa como esfera pública para a arte. Em tempos de desmonte dos veículos de comunicação, e consequentemente, de diminuição das iniciativas experimentais dentro deles, se objetivou reunir relatos e documentos que sejam capazes de deflagrar o reencontro das gerações presentes com diversos modos de ocupação midiática.
Entre o advento da televisão, que chega ao Brasil em 1950 –no mesmo ímpeto de cosmopolitização que resultaria na abertura da Bienal de São Paulo, no ano seguinte–, e a popularização da internet, que dá acesso a uma discussão sobre “mídia tática” no país, no fim dos anos 1990, são inúmeros os casos de ocupação dos espaços de jornais, revistas, emissoras de radio e TV pelos artistas, para fins de deturpação de suas linguagens e problematizacão das narrativas que constróem para o status quo.

Das colunas de Flávio de Carvalho no Diário de São Paulo à reforma gráfica do Jornal do Brasil por Amílcar de Castro e Reynaldo Jardim; da arte-classificada da Equipe Bruscky Santiago às Inserções em Jornais de Cildo Meireles; da video-dança de Analívia Cordeiro ao quadro de entrevistas de Glauber Rocha dentro do Programa Abertura, tão inspirador para produtoras como TV Tudo, Olhar Eletrônico e TV Viva; da atuação anárquica de Geraldo Anhaia de Mello na rádio e na TV aos semanários de Lenora de Barros e Luiz Baravelli; dos fakes de Yuri Firmeza como “artista invasor” à invasão real da militância de coletivos como Frente 3 de fevereiro e Contrafilé na cobertura esportiva e de vida urbana.

Longe de esgotar um mapeamento completo desses casos nas diferentes regiões do país, mas, antes disso, tentanto estabelecer casos paradigmáticos e articular suas leituras a dados de contextos que extrapolam os limites entre arte, imprensa e sociedade, o livro contém um levantamento documental e cinco ensaios inéditos, baseados em recortes de tempo que as intervenções e suas estratégias em comum sugerem.

Fala seguida de conversa com Ana Maria Maia (autora), Giseli Vasconcelos (mídia tática brasil) e Antonio Manuel (artista)


FUTUROS SEQUESTRADOS VS. ANTI-SEQUESTRO DOS SONHOS – Conclusão

FUTUROS SEQUESTRADOS VS. ANTI-SEQUESTRO DOS SONHOS – Conclusão

Quarta 1 Junho 2016
a partir das 19h

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** cada pessoa deve trazer 2kgs de sal grosso **

Compartilhando o processo de trabalho feito durante um processo de imersão no Capacete, que foi do dia 24 de maio a 02 de junho/2016

Como criar tratamentos clínicos e estéticos atuais que ajudem a enfrentar a lama tóxica, o imaginário carbônico, as enchentes e as secas do clima e do pensamento? Pensamos na engenharia do futuro: a geo-engenharia e a engenharia do corpo. No devir criador para fugir do modelo fracassado de civilização e sua rota apocalíptica. Na urgência da metareciclagem no campo das ficções. E na produção de cosmogonias livres.

Quizemos criar dispositivos de resistência ao sequestro do futuro, assim como fortalecer o imaginário e os sonhos, com as funções de potencializar o universo onírico de seus participantes, mixá-lo, tirá-lo de qualquer autoria, devolvê-lo para o campo da experiência, afim de torná-lo um processo coletivo de produção de ficções e imaginários.

Como é impossível finalizar um processo desse tipo, optamos por compartilhá-lo em seu atual estágio, afim de ampliar o campo de experiência dos participantes, ao abri-lo para o público. É uma cerimônia de finalização do curso, mas não do processo, que esperamos que seja continuado.

Organiz: Fabiane M. Borges e Leandro Nerefuh

Equipe: Giseli vasconcelos (production), Marcelo Marssares (sound), Paola Barreto (espectrons), Peter Pál Pelbárt (consulting) and Rafael Frazão (imgs).

Participantes construtores do processo (anti-sequestro): Franciele Castilho, Julia Lameiras, Mariana Kaufman, Raisa Inocêncio, Sue Nhamandu, Oliver Bulas, Mariana Marques, Anna Costa E Silva, Luisa Marques, Thelma Vilas Boas, Cecilia Cavalieri, Rodrigo Krul, Patricia Chiavazzoli, Kadija de Paula, Caetano EhMaacumba, Ian Erickson-Kery, Aurélia Defrance, SoJin Chun, Julia Retz, Camilla Rocha Campos


Gringo…

Dia 18 Maio 2016, 19h

Gringo…
com Tobi Maier, Helion Povoa Neto e Dra. Roberta Ladeira

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Em 2013, o Brasil abrigou cerca de 940 mil imigrantes permanentes. Menos de 0,4% da população migrante do planeta. O número de 940 mil pode ser impressionante, no entanto, se considerarmos que o Brasil é o quinto pais mais populoso do mundo, com 200 milhões de habitantes, percebemos que o Brasil não é tão atrativo como se costuma ser repetido. Um país que recebeu imigrantes historicamente tem hoje uma legislação redigida durante ditadura militar, em 1980, que é muito pouco favorável à qualquer tipo imigração. Então como a situação atual da imigração é diferente da do passado? Como a lei brasileira os considera hoje e como a situação atual da imigração é diferente da do passado.

Nesta mesa conversamos sobre a situação dos imigrantes no Brasil e sobre questões praticas-legais de estrangeiros no Brasil, e suas implicações no campo da cultura, da arte e da economia local. É uma tentativa de entender porque a imigração ao Brasil se complicou tanto, porque é tão difícil de ganhar um status de visto permanente aqui e porque o Brasil se fechou tanto para imigração de pessoas que não vem do Mercosul. Qual é o cenário disso mudar possivelmente ou não? Como o Brasil se relaciona com o panorama das migrações internacionais no mundo hoje?

Mesa de conversa com
Helion Povoa Neto, NIEM – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios, UFRJ, Rio de Janeiro
Tobi Maier, curador e critico de arte, São Paulo
Dra. Roberta Silva Araujo Ladeira, Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, Rio de Janeiro


Gilda Mantilla & Raimond Chaves

raimond&gildaDia 11 de Maio 2016, as 19h
Gilda Mantilla e Raimond Chaves

Gilda Mantilla e Raimond Chaves vão falar sobre sua participação na recente Bienal de Veneza 2015, em que foi inaugurado o Pavilhão Peruana com a instalação Ruínas Fuera del Lugar (Misplaced Ruins), que toca no mérito de representação nacional, enquanto lida com problemas derivados da tradução de contextos culturais. Os artistas também falarão sobre as vicissitudes do processo que involve a inserção do país em dinâmicas inerentes a exposições internacionais de grande porte, numa época em que forças de mercado coexistem com o declínio ou a mere ausência de políticas culturais.

GILDA MANTILLA (1967, Los Angeles, EUA)
RAIMOND CHAVES (1963, Bogotá, Colombia)
Mantilla e Chaves moram no Perú e trabalham juntos desde 2001

O trabalho de Mantilla e Chaves é baseado em questionamentos sobre a natureza das imagens e suas possibilidades de serem reprocessadas e recontextualizadas, e se cruza com questões de natureza política, social e cultural ligadas ao contexto Latino Americano, como mostra o projeto Dibujando América (2005–2009) ou Un Afán Incómodo (2010-2012). Eles também desenvolveram Hagueando-Periódico con patas (2002-2004), Mobile Workshops (2004), ou Cabinete de Curiosidades (2006-2015), entre outros projetos que se propõem como exercícios coletivos de experiências que ampliam uma arena pública.
DE 2003 a 2008, Mantilla e Chaves foram membros do Espacio La Culpable, e co-fundadores do Comitê 1ro de Maio, em Lima. Em 2015, eles representaram o Parú na 56a Bienal de Veneza.


Marina Fokidis

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Marina Fokidis (Greece)

Sexta, as 19h
Dia 6 de Maio 2016
A fala será em lingua inglesa

Marina Fokidis is the head of the artistic office in Athens for Documenta 14. She will be talking about the artistic scene in Athens and the “Kunsthalle Athena” as an independent institution which emerged within the crisis
http://www.art-agenda.com/reviews/spaces%E2%80%94kunsthalle-athena-2010%E2%80%932015/
www.kusnthalleathena.org

She will also present her magazine “south as a state of mind” which was relaunched by the Documenta 14: southasastateofmind.com

Na cozinha as residentes Camilla Rocha Campos e Thora Dolven Balke vão reinterpretar a ideia de simpósio como um encontro que considera em primeira instância a importância de beber, para então comer, a fim de estimular uma boa conversa, novos pensamentos e inesperados resultados.

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MARINA FOKIDIS

head of the artistic office in Athens in Documenta 14
Founding director of Kunsthalle Athena and South as a State of Mind magazine.


Fernanda Nogueira

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MEMÓRIA EM DISPUTA / ARTES OBSCENAS EM FOCO

Quarta-feira dia 27 de abril as 19:30

Fer Nogueira falará sobre o processo de pesquisa de arquivos artísticos que resistem
ao esquecimento e sobre as memórias políticas eliminadas pelas perspectivas
normativas que dominam as narrativas hegemônicas da história da arte. Estarão em
foco o movimento do poema/processo, a rede de arte postal e o Movimento de Arte
Pornô no Brasil nas décadas de 60-70-80.

Fernanda Nogueira (São Paulo) é crítico literário, pesquisadora e historiadora.
Desde 2008 integra a Red Conceptualismos del Sur. É mestre em Teoria Literária e
Literatura Comparada pela USP e em Estudos de Museu e Teoria Crítica pelo programa
de Estudos Independentes do MACBA (Barcelona). Atualmente desenvolve sua pesquisa de
doutorado em Filosofia, Estudos Culturais e Prática Artística na Academia de Belas
Artes de Viena.